Jogador pede retratação de Rodrigo Bocardi da Rede Globo após polêmica sobre rascimo (Vídeo)

11 de fevereiro de 2020, 08:55

Rodrigo Bocardi, da TV Globo, fez o questionamento quando atleta aguardava metrô; para especialista, fala sem intenção não retira o preconceito (Foto: Reprodução)

O apresentador da TV Globo, Rodrigo Bocardi, protagonizou um episódio controverso na última semana, ao perguntar se o jovem Leonel Diaz estava “pegando bolinhas” no Esporte Clube Pinheiros. Na sequência, o rapaz respondeu que estava indo ao clube para treinar polo aquático. A fala foi entendida como racista por muitos telespectadores e o jornalista até tentou se explicar posteriormente.

Mas agora quem solicita um pedido de desculpas ao apresentador Rodrigo Bocardi é o próprio atleta, que confessou não ter se ofendido no momento da entrevista, mas que mesmo assim gostaria de uma retratação ao vivo do jornalista. O jovem manifestou o desejo em entrevista ao portal IG.

“Então, no primeiro momento eu não tinha entendido a pergunta, mas dei a resposta certa, acredito. Parando para pensar e refletir, eu achei o comentário um pouco mal-intencionado, já que as cores do clube são azul e preto, e a blusa dos garotos que repõem as bolas de tênis não era parecida com a minha, o único detalhe que tinha de igual era o símbolo da entidade”, explicou Leonel.

“Também gostaria de falar que não fiquei ofendido, porque se eu fosse pegador de bolinha, seria com muito orgulho, já que grandes atletas fizeram o mesmo. Enfim, para finalizar eu quero que o âncora se retrate ao vivo, já que o comentário que ele fez foi ao vivo”, complementou o atleta de polo aquático.

Aos 18 anos de idade, Leonel é cubano e chegou ao país em 2013, integrando a equipe de polo aquático do Pinheiros. Nesse período, ele conquistou o Campeonato Brasileiro em quatro oportunidades e um Campeonato Paulista. Atualmente está estudando Educação Física em uma faculdade da capital paulista. O jovem finalizou a entrevista falando do acolhimento que recebeu no Brasil na última semana após a polêmica.

“Me sinto abraçado pelos brasileiros e agradeço pelas mensagens de carinho recebidas. Em relação ao esporte, é um esporte muito forte, e acredito que se tivesse mais visibilidade o povo brasileiro iria gostar, já que tem uma bola e o objetivo é fazer o gol”, disse.

Veja o vídeo da reportagem:

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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