Jacobina: No ‘Corredor da Morte’ muita gente consome bebidas, enquanto o município registra o seu 241° caso de coronavírus

11 de julho de 2020, 14:05

Enquanto isso, o Centro de Abastecimento da cidade, a chamada feira, continua na normalidade,  com o seu agora literalmente chamado 'Corredor da morte' lotado de clientes bebendo sem máscaras e sem as presenças da Guarda Municipal e de prepostos da Vigilância Sanitária. (Foto: Notícia Limpa)

No dia em que entra em vigor o Decreto que determina o toque de recolher em Jacobina, as notícias com relação à disseminação do novo coronavírus estão longe de ser positivas, ao contrário do número de casos.

Seguindo uma ascensão já aguardada por conta da flexibilização do isolamento social e à pouca fiscalização quanto aos cumprimentos das medidas que determinam o distanciamento social, principalmente no comércio e nas agências e agentes bancários, o município registra neste sábado (11), mais 17 contaminados, o que eleva a soma para 241 pessoas com a Covid-19.

Do dia 1° de julho até hoje a média de contaminados é de mais de 10,5 casos por dia, uma alta considerável se comparanda com a média de 1 contaminado por dia antes da abertura total do comércio em 30 de maio, quando existiam 45 positivados.

“Não considerando o fator psicológico, o sentimento de incerteza do infectado e dos seus familiares com relação ao comportamento do vírus e as consequências da doença, a demonstração dos que visam apenas o dinheiro em detrimento à vida é deprimente e revoltante, do ponto de vista humano. Espera-se que aumente o número de mortes para perceberem a gravidade do problema e a irresponsabilidade e o desdém para com a doença?”, disse uma auxiliar de enfermagem que pediu para não ser identificada.

A preocupação e a angústia é quase que uma unanimidade pelos que já perceberam o perigo do maior problema sanitário do mundo em mais de cem anos, mas em Jacobina, diferente inclusive do que vem acontecendo em municípios vizinhos, onde as medidas de prevenção contra o coronavírus têm sido rígida e coscientes, locais como a feira livre está funcionando como no verão passado, como se nada estivesse acontecendo.

Na foto tirada depois das 13h deste sábado (11), foi possível perceber a grande movimentação ainda na Feira Livre de Jacobina 

Os dados divulgados no Informativo Epidemiológico da Secretaria de Saúde de Jacobina na manhã deste sábado é uma péssima notícia para as pessoas que acreditavam que a doença é apenas uma gripezinha e que atinge apenas os mais velhos ou àqueles que possuem algum tipo de enfermidade; pois aparece entre os novos 17 casos positivos um bebê de apenas 10 meses de vida, sim, menos de um ano de idade.

 

Como aumentar a imunidade rapidamente 

Para aumentar a imunidade rapidamente deixando o corpo mais forte no combate aos agentes agressores deve-se:

Adotar bons hábitos de saúde, realizando atividade física, dormindo adequadamente e evitando situações de estresse;

Evitar o cigarro ou estar exposto ao cigarro;

Expor-se ao sol diariamente, de preferência até as 10 horas da manhã e depois das 16 horas, sem protetor solar, para aumentar a produção de vitamina D no organismo;

Consumir alimentos saudáveis e manter uma dieta equilibrada, que inclua o consumo de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos ou produzidos em casa sem agrotóxicos;

Evitar ao máximo fast food e alimentos industrializados e comidas congeladas como pizzas e lasanhas, por exemplo, pois contém substâncias que promovem a inflamação do organismo;

Evitar tomar remédios sem orientação médica;

Beber cerca de 2 litros de água mineral ou filtrada todos os dias. 

Além disso, caso tenha alguma doença causada por vírus, como gripe, por exemplo, é importante evitar frequentar lugares públicos fechados, como shopping, teatros e cinemas, além de ser importante lavar as mãos frequentemente com água e sabão, assim como evitar tocar os olhos, nariz e a boca com as mãos sujas. Dessa forma, é possível reduzir o risco de adquirir a doença e de haver o desenvolvimento de complicações, principalmente no caso da pessoa possuir o sistema imunológico mais fraco.

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