Fila de espera do Bolsa Família chega a quase 1 milhão, diz jornal

10 de fevereiro de 2020, 14:05

O Bolsa Família tem neste ano um orçamento de R$ 29,5 bilhões, abaixo dos R$ 32,5 bilhões de 2019. (Foto: Reprodução)

O governo de Jair Bolsonaro congelou a concessão de novos benefícios do Bolsa Família nas regiões mais carentes do Brasil, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. Dados oficiais divulgados entre junho a outubro do ano passado apontam que uma a cada três cidades mais pobres do país não teve novos auxílios liberados.

O levantamento feito pela Folha considerou os 200 municípios de menor renda per capita do Brasil, apontados pelo IBGE em 2017. O governo Bolsonaro tem controlado a entrada de novos beneficiários no Bolsa Família, por conta da falta de dinheiro.

Segundo a reportagem, a fila de espera do programa, que havia sido extinta em julho de 2017, voltou. A estimativa é de que cerca de 1 milhão de famílias estejam, desde janeiro, aguardando uma resposta do Ministério da Cidadania.

Os dados do programa apontam ainda que de janeiro de 2017 a maio do ano passado cerca de 250 mil novos benefícios eram liberados por mês em todo o país. Essa taxa caiu para 5,4 mil de junho a outubro de 2019.

À Folha, o Ministério da Cidadania informou que o enxugamento é causado pelo pente-fino no programa, que cancelou benefícios pagos irregularmente a famílias. No entanto, a média de cancelamentos de 2019 seguiu a tendência dos anos anteriores.

De acordo com integrantes do governo ouvidos pela Folha, documentos internos mostram que a fila continuava zerada até maio e, desde então, explodiu — chegando ao patamar de 1 milhão. Procurado, o Ministério da Cidadania não quis comentar a reportagem.

Desde 2019, governo promete reformular o programa. Ainda não há previsão de quando será apresentada uma proposta. O Bolsa Família tem neste ano um orçamento de R$ 29,5 bilhões, abaixo dos R$ 32,5 bilhões de 2019.

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Justiça multa Facebook em R$ 6,6 mi por compartilhar dados de usuários

OMinistério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) decidiu multar o Facebook em R$ 6,6 milhões por compartilhamento indevido de dados de usuários cadastrados na rede social. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 30.

A multa, aplicada pelo Departamento de proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do MJSP, acontece após investigação que identificou “prática abusiva” por parte da empresa de tecnologia, que teria deixado vulneráveis dados de 443 mil usuários.

Segundo nota publicada no site da pasta, “o caso começou a ser investigado após notícia veiculada pela mídia, em 4 de abril de 2018, informando que os usuários do Facebook, no País, poderiam ter sofrido com o uso indevido de dados pela consultoria de marketing político Cambridge Analytica”, que ganhou notoriedade global por ter trabalhado na campanha presidencial de Donald Trump, nos Estados Unidos, e também para a campanha do Brexit, como é conhecido o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Pelo Twitter, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, destacou a decisão do ministério e afirmou que “as redes revolucionaram a forma pela qual nos comunicamos e expressamos, mas há questões sobre privacidade a serem consideradas”. O Facebook tem dez dias para recorrer da decisão.

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