Fecularia em Vitória da Conquista viabiliza escoamento da produção de mandioca de agricultores familiares do Sudoeste Baiano

22 de outubro de 2019, 07:52

(Foto: Reprodução/Ascom - SDR)

Com uma média diária de processamento de 100 toneladas de mandioca, para a produção de fécula, a Fecularia Conquista, localizada no município de Vitória da Conquista, volta a funcionar, no início do mês de outubro de 2019, depois de cerca de seis anos parada.

Para conhecer as instalações da Fecularia Conquista, que está adquirindo 9a produção de mandioca de aproximadamente mil agricultores familiares da região, dirigentes e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) visitaram, na última semana, o complexo agroindustrial, administrado pela Cooperativa Mista Agropecuária de Pequenos Agricultores do Sudoeste da Bahia (Coopasub), em parceria com um grupo de empresários que atua na agregação de valor da fécula, a exemplo da fabricação de derivados.

A unidade está produzindo diariamente de 25 a 27 toneladas de fécula, comercializada, atualmente, na região de Vitória da Conquista, estratégica na oferta da matéria-prima, a mandioca.

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, os agricultores familiares produtores de mandioca têm na fecularia uma garantia para escoarem sua produção, a um valor que poderá aumentar de acordo com o nível de amido presente na mandioca. Outro diferencial é a agregação de valor possibilitada pelo grupo de empresários, que viabiliza a comercialização de diversos produtos derivados: “Ao invés de vender a fécula, o grupo compra parte da produção e fabrica diversos tipos de biscoitos, comercializados para consumidores das classes D e E, um mercado considerado potencial e com possibilidade de expansão”.

O titular da SDR ressaltou ainda a importância da relação entre cooperativa e grupo de empresários, que possibilita, a partir de um acordo, que os cooperados direcionem maior atenção à base produtiva, enquanto os empresários gerenciam a indústria.

“A retomada da fecularia no Sudoeste Baiano é uma oportunidade para milhares de agricultores familiares terem uma garantia de entrega da sua produção, além de ser um estímulo à ampliação da produção e da produtividade, para a obtenção de renda com a cultura da mandioca, que se destaca nesse cenário regional”, destacou o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), Wilson Dias.

O presidente da Coopasub, Jean Carlos Batista, contou que, atualmente, a cooperativa possui com 2.232 filiados, de 18 municípios do Território Sudoeste Baiano, comsendo cerca de mil cooperados dos municípios de Vitória da Conquista, Belo Campo e Tremedal, fornecendo a mandioca para a fecularia: “A expectativa tanto para a cooperativa, quanto para o setor empresarial é que aumente a produção a cada dia. E estamos readequando a fecularia para que ela possa processar até 200 toneladas por dia, enquanto os agricultores estão se adaptando a plantar variedades de mandioca com maior teor de amido”.

Mandiocultura no Sudoeste

O Sudoeste baiano é considerado uma das regiões do estado com maior volume de produção de mandioca. No Brasil, cerca de 89% da produção de farinha vem de agricultores familiares. A fécula, produzida a partir do amido presente na composição da mandioca, é base para a produção de diversos outros subprodutos, que dão origem a diversos tipos de bolos, beijus e biscoitos.

O agricultor familiar Jocimar Silva, da comunidade de Cercadinho, em Vitória da Conquista, explica que na sua propriedade estão plantados cerca de 20 hectares de mandioca, sua principal atividade. Ele conta que a colheita, que necessita da mão de obra de terceiros, acontece entre um e meio e dois anos do plantio, com comercialização certa na fecularia: “Está todo mundo contente. Se não fosse a fecularia, poderíamos perder parte da produção”.

Investimentos do Governo do Estado

No Território de Identidade Sudoeste Baiano estão sendo executados 11 projetos voltados para a mandiocultura, com intervenções na base produtiva, assistência técnica e extensão rural (Ater) e aquisição de insumos, e na implantação de agroindústrias de beneficiamento da mandioca, de pequeno porte, que irão agregar valor à produção com o processamento da raíz.

De acordo com André Lordelo, engenheiro agrônomo e gestor responsável pelos projetos de apoio à cadeia produtiva da mandioca, do Bahia Produtiva, projeto executado pela CAR/SDR, a fecularia já está ajustada, mas ainda existem alguns desafios: “Ainda há um trabalho a fazer no apoio à gestão da base de produção dos cooperados, a exemplo de ajustes no manejo do solo e na produção de mandioca; introdução de variedades de mandioca específicas para o processamento industrial, com alto teor de amido; e mecanização nos processos de produção, objetivando redução de custos e aumento de produtividade por área plantada, o que irá gerar um incremento na receita do produtor”.

O complexo industrial foi inaugurado em 2011, com financiamento da Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, e contou, inicialmente, com o apoio de instituições como Sebrae, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Estadual do Sudoeste Baiano (UESB), e Governo do Estado. Entre os objetivos estavam o de assegurar que o fomento da cadeia produtiva fosse por completo, desde a pesquisa para o melhoramento de manivas até o descarte e reaproveitamento da manipueira (resíduo produzido a partir da fabricação da fécula).

Com informações da Ascom/SDR – BA

 

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Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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