Em entrevista o jornalista Gervásio Lima fala da carreira e dos novos desafios da profissão

25 de outubro de 2017, 12:49

ENTREVISTA CONCEDIDA AO JORNAL NOTÍCIA LIVRE, EM FEVEREIRO DE 2007

O jacobinense Gervásio Lima é historiador, formado pela Universidade do Estado da Bahia, e jornalista profissional. Sua carreira na área de comunicação iniciou em 1989, quando trabalhou como repórter no extinto jornal A Gazeta do Ouro, do saudoso Flory Azevedo., De lá pra cá já atuou e colaborou em várias empresas de comunicação do município e do estado da Bahia. Foi editor dos jornais Primeira Página, Tribuna Regional, A Voz da Chapada (Jacobina) e Cultura e Realidade (Irecê), editou também informativos para as empresas Telebahia (regional noroeste) e Jacobina Mineração e Comércio. Em seu currículo consta ainda passagens pelos jornais Feira Hoje, de Feira de Santana e Diário do Sudoeste, de Vitória da Conquista. Na área política, foi assessor de comunicação da Prefeitura de Jacobina, no segundo mandato de Carlito Daltro, secretário de Comunicação da Prefeitura de Morpará e secretário parlamentar nos mandatos dos deputados estaduais Zé das Virgens e Professor Valdeci. Atualmente o jornalista é um dos colaboradores da revista paulista Com Ciência Ambiental, publicação mensal voltada para temas relacionados ao meio ambiente e de circulação nacional.

A Notícia – Como o senhor vê a imprensa jacobinense?
Gervásio Lima – Vejo de duas formas, a primeira com orgulho de saber que meus conterrâneos são realmente lutadores e destemidos por superar todas as dificuldades e fazer imprensa longe dos grandes centros. A segunda com tristeza, em ver o essencial e importante instrumento de informação e formação de opinião não ser tratado com respeito e ética profissional, por algumas pessoas que na verdade brincam de ser jornalista e de fazer jornalismo. A imprensa é de suma importância para a democracia, informando, denunciando, abrindo os olhos da população; isso quando é tratada com seriedade e responsabilidade.

A Notícia – Quais os trabalhos que desenvolve atualmente?
Gervásio – Faço assessoria para o Prefeitura da cidade de Morpará na área de comunicação e política e colaboro com a revista Com Ciência Ambiental, com textos relacionados às questões ambientais, em todo o estado da Bahia. Tenho colaborado também com alguns sites jornalísticos de diversas cidades, como o www.oestebaiano.com (Barreiras), www.diariodabahia.com (Ibotirama), www.folhadabahia.com.br (Irecê) e o http://xiquesampa.blogspot.com (Xique-Xique).
A Notícia – Os sites de informação estão conquistando espaço a cada dia. No entanto, algumas pessoas reclamam que pela facilidade de criação, estes veículos se multiplicam e muitos deles não têm compromisso com a verdade. Qual a sua opinião?
Gervásio – A essência da comunicação é justamente esta, o grande número de informação encontrada em jornais, revistas e na internet. Do ponto de vista da liberdade de expressão eu acho fantástico. Na questão da falta de compromisso com a verdade vai de quem ler ou acessar fazer seu próprio juízo, aplicar o que chamo de auto-censura, ou seja, eu, particularmente, evito acessar páginas da internet, com notícias sensacionalistas, tendenciosas e fatos esdrúxulos. Da mesma forma com as informações impressas. Dificilmente chego ao segundo parágrafo de um texto que o título não me agrada ou início do mesmo é mal escrito. O país tem avançado muito na aplicação das leis que protegem o cidadão de todos os tipos de abusos cometidos através da internet.
A Notícia – O senhor acredita que o jornalismo online sucumbirá o jornal impresso?
Gérvásio – Tem se discutido muito se a Internet vai ou não vai tomar o lugar do jornal impresso como meio de informação rápida e eficiente. O online e o impresso são distintos, ainda com públicos diferentes. Não acredito que o jornal impresso será suplantado. O prazer de folhear, seja uma revista, um livro ou jornal, é uma espécie de prazer ainda insubstituível. O que será preciso e a maioria dos especialistas aconselham, é que os jornalistas se tornem “multimídias”, isto é, profissionais habilitados a escrever bem e rápido sobre qualquer assunto e para qualquer público, seja do impresso, do rádio, da TV, da Internet.

A Notícia – Como vê a obrigatoriedade do registro profissional para o exercício da profissão de jornalista?
Gervásio – Existem profissões que a formação meramente teórica não é, necessariamente, sinônimo de aprendizado ou de bom profissional. Costumo dizer que além de dedicação, o que se deve ter em qualquer atividade a ser exercida, é preciso ter vontade, gostar do que decidiu ser e, principalmente, ter humildade para aprender e em reconhecer os erros. Seguindo esses preceitos, não será difícil se tornar um escrevedor. A arte de escrever é uma espécie de dom, mas para ser inserido nesse mundo em permanente estado de transformação não pode deixar de levar em conta a necessidade da formação teórica e o aprendizado ético e moral, próprios da academia.
A Notícia – Além de jornalista, o senhor é formado em história. Quais as similaridades e diferenças destas duas profissões, ou não existe?
Gervásio – Existe mais similaridade do que diferença. O historiador pesquisa, estuda e interpreta os fatos de acordo com suas causas, significados e conseqüências. Interpreta os acontecimentos da vida de um povo e os acontecimentos passados e presentes, assim como as condições econômicas, culturais e sociais que os originaram; esse papel é muito parecido com o de um profissional da imprensa, que para escrever seu texto precisa conhecer e interpretar o que será relatado.
A Notícia – Como vê a conjuntura política do estado, em especial, de Jacobina?
Gervásio – Nos últimos oito anos o Brasil saiu do ostracismo para o reconhecimento mundial como uma grande potência emergente, o que só foi possível a partir de um projeto político que priorizou o fim da exclusão social, reconhecendo o povo como agente principal, sem distinção de cor, raça ou naturalidade. Esses avanços podem ser percebidos também no Estado, com o acesso da população a serviços essenciais como a educação e saúde e ampliação de programas como o Luz para Todos e o Água para Todos. Saímos literalmente das trevas. Estamos vivendo a democracia de fato e de direito, sem perseguições, com liberdade e oportunidades. Em Jacobina, infelizmente, nos últimos 14 anos os modelos de administração têm levado o município à falência.
A Notícia – Suas considerações finais.
Gervásio – Agradeço a oportunidade e aproveito para parabenizar a equipe do jornal A Notícia pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo. Chamo a atenção da classe empresarial para o valor do meio de comunicação impresso, onde, assim como todo o conteúdo, as publicidades se imortalizam, podendo ser vistas em qualquer época e em qualquer lugar.

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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