Efeitos da COVID-19 serão sentidos nas próximas décadas, adverte diretor da OMS

31 de julho de 2020, 14:43

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus (Foto: Reprodução)

O surto global do novo coronavírus é o tipo de desastre cujos efeitos durarão muitos anos, disse o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta sexta-feira (31).

“A pandemia é uma crise de saúde que ocorre uma vez no século, cujos efeitos serão sentidos nas próximas décadas”, afirmou Tedros em uma reunião do comitê de emergência da OMS, de acordo com comentários divulgados pela entidade.

A pandemia matou mais de 670 mil pessoas desde que surgiu em Wuhan, na China, com mais de 17 milhões de casos diagnosticados.

Estados Unidos, Brasil, México e Reino Unido foram particularmente afetados nas últimas semanas pela COVID-19, já que seus governos se esforçaram para encontrar uma resposta eficaz – muitas vezes questionando a ciência e os profissionais de saúde.

As economias foram atingidas pelas restrições de bloqueio introduzidas para restringir sua expansão, enquanto muitas regiões temem uma segunda onda.

Enquanto isso, mais de 150 empresas farmacêuticas estão trabalhando com vacinas, embora seu primeiro uso não possa ser esperado até o início de 2021, informou a OMS na semana passada.

Embora o conhecimento sobre o novo vírus tenha avançado, muitas perguntas permanecem sem resposta e as populações permanecem vulneráveis, explicou Tedros na sexta-feira (31).

“Os primeiros resultados dos estudos de sorologia [anticorpo] estão mostrando uma imagem consistente: a maioria das pessoas do mundo permanece suscetível a esse vírus, mesmo em áreas que sofreram surtos graves”, declarou.

“Muitos países que acreditavam ter passado pelo pior agora estão enfrentando novos surtos. Alguns que foram menos afetados nas primeiras semanas agora estão vendo um número crescente de casos e mortes”, concluiu.

Como aumentar a imunidade rapidamente 

Para aumentar a imunidade rapidamente deixando o corpo mais forte no combate aos agentes agressores deve-se:

Adotar bons hábitos de saúde, realizando atividade física, dormindo adequadamente e evitando situações de estresse;

Evitar o cigarro ou estar exposto ao cigarro;

Expor-se ao sol diariamente, de preferência até as 10 horas da manhã e depois das 16 horas, sem protetor solar, para aumentar a produção de vitamina D no organismo;

Consumir alimentos saudáveis e manter uma dieta equilibrada, que inclua o consumo de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos ou produzidos em casa sem agrotóxicos;

Evitar ao máximo fast food e alimentos industrializados e comidas congeladas como pizzas e lasanhas, por exemplo, pois contém substâncias que promovem a inflamação do organismo;

Evitar tomar remédios sem orientação médica;

Beber cerca de 2 litros de água mineral ou filtrada todos os dias. 

Além disso, caso tenha alguma doença causada por vírus, como gripe, por exemplo, é importante evitar frequentar lugares públicos fechados, como shopping, teatros e cinemas, além de ser importante lavar as mãos frequentemente com água e sabão, assim como evitar tocar os olhos, nariz e a boca com as mãos sujas. Dessa forma, é possível reduzir o risco de adquirir a doença e de haver o desenvolvimento de complicações, principalmente no caso da pessoa possuir o sistema imunológico mais fraco.

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