Dica: Deixar a água ferver é um erro grave durante o preparo do café

10 de maio de 2020, 11:03

O café é uma das bebidas mais populares do mundo. No Brasil, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o café em pó está presente em mais de 80% dos lares brasileiros. No entanto, segundo especialistas do setor, o preparo da bebida deixa a desejar.

Everton de Almeida Mori, barista, afirma que ainda são cometidos muitos erros no preparo do café. “Existem técnicas que deixam o café mais saboroso”, diz Mori. Os deslizes vão da temperatura da água até a vida útil do coador, detalhes que, segundo o barista, prejudicam o sabor da bebida.

Ferver a água queima o café

A fervura da água é o principal erro cometido pelos brasileiros na hora de preparar o cafezinho. Na maioria dos lares, o comum é deixar a água no fogo até ferver, mas o ideal é não deixar a água passar dos 90 graus. A dica do barista é tirar a água do fogo quando começarem a sair as primeiras bolinhas. “Quando a água é fervida ela perde todo o oxigênio e quando jogamos no café, o pó acaba queimando”, conta Mori. Segundo o barista, a falta de oxigênio vai interferir na qualidade e no sabor, deixando o café mais amargo. No caso das cafeteiras, elas já são programadas para aquecer a água sem ultrapassar os 90 graus.

Cuidados com o coador

Poucas pessoas têm o costume de limpar os filtros, seja de pano ou papel, antes do preparo do café. De acordo com Mori, a higienização correta do coador garante um café com sabor mais puro. O barista diz que o ideal é passar água quente no filtro antes do preparo da bebida para tirar qualquer resíduo que possa ter ficado no objeto. Outra curiosidade em relação aos coadores é a vida útil. Segundo o especialista, é recomendável trocar o filtro de pano a cada 15 dias.

As medidas do café

O gosto por um café fraco ou forte pode variar de acordo com o paladar de cada pessoa. Mas, os especialistas em café, trabalham com a medida padrão de 100 mililitros de água para 10 gramas de pó de café. Segundo Mori, o resultado é um café equilibrado, independentemente da marca ou qualidade. “Quem gosta de um café mais fraquinho pode colocar 100 mililitros de água e cinco gramas de café e quem gosta mais forte pode dobrar a medida do pó para 20 gramas”, explica o barista.

Como guardar o café?

É muito comum ter em casa aqueles potes decorativos onde se armazena o café, mas o correto é deixar o pó dentro da embalagem original. O barista Everton Mori explica que o papel laminado das embalagens evita a oxidação, que causa a perda de aroma e sabor do café. “Em vez de ficar com um aroma mais intenso, o café pode ficar com um aroma de café passado”, diz o especialista.

Mori aconselha manter o pó no pacote original e colocar a embalagem num pote a vácuo para conservar ainda mais o produto. Outra dica que pode garantir uma bebida de melhor qualidade é ficar bem atento ao prazo de validade. Após a abertura da embalagem, é indicado consumir o produto em no máximo 15 dias. Não há problema em guardar o pó na geladeira, mas caso ele não seja fechado direito existe o risco de o produto ser prejudicado pela umidade.

Tipos de preparo

O processo em que se mistura água quente e o pó de café é chamado de infusão. Segundo a Abic, ele pode ocorrer de quatro formas distintas e cada uma delas produz uma bebida diferente. No método de filtragem, bastante conhecido pelos brasileiros, o pó de café é colocado em um filtro de papel ou de pano e a água quente é adicionada, preparando assim o café coado. Outra forma de preparo é o da percolação, popular na Europa. Com este método, o café é preparado no equipamento moka, ou cafeteira italiana. O pó de café fica em um funil dentro da cafeteira, enquanto a água fica num recipiente abaixo deste funil. Quando aquecida, a água entra em ebulição, pressiona o café, a mistura passa por um filtro e o café fica pronto no recipiente superior do equipamento.

Outra opção é o método de prensagem, preparado na prensa francesa, que é o modo de preparo mais utilizado pelos norte-americanos. O pó de café e a água quente são misturados e a infusão descansa por alguns minutos no recipiente de vidro da prensa. Depois, o café é filtrado por meio de um êmbolo com filtro, que deve ser pressionado delicadamente.

Há ainda o café feito por pressão, método de preparação do café espresso. Neste caso, o café é moído e colocado no filtro da máquina de espresso, que recebe uma pressão de nove quilos e água aquecida a 90 graus durante aproximadamente 30 segundos.

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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