Desmatamento da Amazônia cresce mais de 88% em junho

03 de julho de 2019, 15:56

(Foto: Divulgação)

O desmatamento na parte brasileira da floresta amazônica cresceu mais de 88% em junho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o segundo mês consecutivo de aumento do desmate no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia totalizou 920 quilômetros quadrados.

Os dados que apontam aumento de 88,4% são preliminares, mas indicam que a cifra anual oficial, baseada em imagens mais detalhadas e mensurada durante os 12 meses transcorridos até o final de julho, está a caminho de superar o número do ano passado.

O desmatamento já atingiu 4.565 quilômetros quadrados nos 11 primeiros meses, um aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2018.

Ambientalistas alertam que as afirmações contundentes de Bolsonaro em defesa do desenvolvimento da Amazônia e criticando as autoridades ambientais do país por aplicarem multas que considera excessivas estimulam madeireiros e fazendeiros a lucrar com o desmatamento.

“Bolsonaro agravou a situação… ele fez um ataque retórico forte”, disse Paulo Barreto, pesquisador da organização não-governamental brasileira Imazon.

A temporada de chuvas que foi até abril pareceu ter contido um aumento do desmatamento, que subsequentemente ocorreu no início da temporada seca, em maio. O desmatamento aumentou 34% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado.

“Estamos adotando todas as medidas para combater o desmatamento ilegal”, disse o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, à Reuters. “Nessa semana estavam em ação 17 equipes simultâneas de fiscalização do Ibama em toda a Amazônia.”

O Palácio do Planalto não respondeu de imediato a um pedido de comentário, direcionando o questionamento para o Ministério do Meio Ambiente.

O Brasil abriga 60% da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, vista como vital para a luta global contra a mudança climática.

A comercializadora de grãos norte-americana Cargill disse no mês passado que a indústria alimentícia não conseguirá cumprir a promessa de eliminar o desmatamento em suas cadeias de suprimentos globalmente até 2020, e se comprometeu a fazer mais para proteger ambientes nativos do Brasil.

O aumento do desmate ocorre no momento em que o governo brasileiro sofre pressão para proteger o meio ambiente no âmbito do acordo de livre comércio fechado entre a União Europeia e o Mercosul na semana passada.

Apesar de o texto final do pacto UE-Mercosul ainda não ter sido divulgado, um resumo apresentado por países europeus inclui uma previsão de que o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas precisa ser efetivamente implementado, assim como outros compromissos para enfrentar o desmatamento.

O presidente francês, Emmanuel Macron, chegou a afirmar na semana passada, antes do fechamento do acordo, que não assinaria o pacto comercial se o Brasil deixasse o Acordo de Paris.

Paulo Adário, estrategista de florestas do Greenpeace, disse que “todas as indicações” são de que o desmatamento se agravará ainda mais no governo Bolsonaro, mas espera que a notícia de um aumento grande pressione o governo a agir.

“Quando eles tiverem os números finais, se realmente for muito, isso será um pesadelo para Bolsonaro”, disse Adário. “Isto é algo realmente importante do ponto de vista internacional e brasileiro porque a Amazônia é um ícone”.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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