Dar ao menos 7.000 passos diários reduz taxa de mortalidade em até 70%

30 de setembro de 2021, 16:30

Os pesquisadores também apontaram que quem caminha pouco tem mais chance de um IMC (Índice de Massa Corporal) mais alto, menor acompanhamento médico e maior prevalência de hipertensão e diabetes (Foto: Reprodução)

Dar no mínimo 7.000 passos por dia diminui em até 70% o riscos de morte de adultos de meia idade, diz uma nova pesquisa, que atualiza a antiga ideia de que era necessário andar no mínimo 10 mil passos diários para ter esses efeitos positivos na saúde.

Realizado pela Universidade de Massachusetts (nos EUA), o estudo dividiu os participantes que andavam mais de 10.000 passos diariamente em um grupo diferente daqueles que andavam aproximadamente 7.000.

No fim da pesquisa, ambos apresentaram taxas semelhantes de mortalidade.

Já no grupo que andava menos de 7.000 passos por dia, a taxa ficou mais alta na comparação com os outros dois.

Os pesquisadores também apontaram que quem caminha pouco tem mais chance de um IMC (Índice de Massa Corporal) mais alto, menor acompanhamento médico e maior prevalência de hipertensão e diabetes.

O estudo acompanhou 2.110 pessoas durante 11 anos. O grupo era formado por homens e mulheres, com média de idade de 45 anos. A amostra foi balanceada para incluir variações do IMC, fumantes, consumidores de bebidas alcoólicas, além de pessoas com diferentes alimentações e com doenças prévias.

O grupo também incluía tanto brancos quanto negros -entre a população em geral, adultos negros têm maior taxa de mortalidade. No entanto, os pesquisadores afirmam que, no estudo, os resultados foram os mesmos independentemente da cor e do sexo do participante.

A pesquisa também mostrou que não existe uma ligação entre aumento da mortalidade e uma maior quantidade de passos por minuto, uma hipótese já levantada por especialistas acreditava-se ser verdadeira.

Para Celso Amadeo, médico e presidente da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), essa descoberta faz sentido.

Ele afirma que, para cada pessoa, o ideal é utilizar entre 40% e 50% da capacidade cardiovascular. Como a caminhada é um exercício de baixa intensidade, mesmo que alguém dê muitos passos por minuto, seria muito difícil ultrapassar esse limite.

Com base em outro estudo, os cientistas também analisaram se no caso de pessoas mais velhas, a quantidade de passos mínimos por dia para se obter benefícios para a pode ser menor.

Neste caso, Amadeo menciona uma pesquisa realizada no estado da Califórnia, também nos Estados Unidos, que chegou a conclusão que uma média de 4.500 passos por dia para população idosa já seria suficiente para diminuir riscos de saúde.

Além de ser uma das atividades mais simples no combate ao sedentarismo, a caminhada traz benefícios para outras áreas da saúde, afirma Amadeo. “Do ponto de vista psicológico, a caminhada traz diminuição de estresse e ansiedade. Também quem faz caminhada [regularmente], quando se alimenta, pensa na quantidade e qualidade dos alimentos que podem trazer benefícios para a saúde cardiovascular”

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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