Covid-19: Descoberta variante com o dobro das mutações da Delta

25 de novembro de 2021, 07:28

Os cientistas alertam para número "extremamente alto" de mutações e dizem que pode haver mais casos por identificar (Foto: Reprodução)

A comunidade científica está novamente em alerta, depois de ter sido detectada em Botsuana, na África, uma nova variante da Covid-19 (B.1.1.529), com um número “extremamente alto” de mutações, que podem criar problemas ao sistema imunológico. Os especialistas acreditam que esta estirpe pode comprometer a eficácia das vacinas atualmente existentes, que não consegue responder tão eficazmente ao SARS-CoV-2.

A nova variante foi descoberta, no dia 11 de novembro, e já há 10 casos confirmados em três países e os cientistas dizem que pode haver mais casos por identificar. 

Na rede social Twitter, Tom Peacock, virologista do Imperial College em Londres, mostrou-se preocupado pelo número “extremamente alto” de mutações (32, ou seja, o dobro das mutações da variante Delta) na proteína spike,  que se liga à proteína ACE2 na superfície das células.  

“É realmente uma preocupação”, ressalta Ravi Gupta, professor de microbiologia clínica da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, ao The Guardian. 

Já François Balloux, diretor do Instituto Genético ICL, defende que, para já, “não há razão para ficarmos excessivamente preocupados”. O especialista crê que a variante possa  ter evoluído no organismo de uma pessoa com o sistema imunitário frágil ou que seja portador de HIV.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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