Cosméticos na gravidez aumenta risco de excesso de peso em filhos

12 de fevereiro de 2020, 11:35

A correlação entre os parabenos (conservantes usados para evitar o crescimento de bactérias e fundos nos cosméticos) e o excesso de peso ocorre com mais frequência entre as mulheres (Foto: Reprodução)

A exposição de grávidas a parabenos, químicos usados em cosméticos, aumenta o risco de os seus filhos terem excesso de peso na infância inicial e média, de acordo com um estudo publicado hoje pela revista Nature.O trabalho, liderado por Tobias Polte, investigador do Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental em Lepizig, Alemanha, também conclui que a correlação entre os parabenos (conservantes usados para evitar o crescimento de bactérias e fundos nos cosméticos) e o excesso de peso ocorre com mais frequência entre as mulheres.

Os parabenos entram no organismo quer através da ingestão quer da absorção pela pele.

Em experiências com ratos, a equipa de investigadores liderada por Polte demonstrou que a exposição da mãe a parabenos durante a gravidez resultou num aumento de peso e no consumo de alimentos por parte de sua prole.

Segundo os investigadores, esse efeito pode ser causado por uma modificação genética que reduz os níveis no cérebro de “pró-opiomelanocortina”, um gene associado à regulação da ingestão de alimentos.

Para o estudo, Polte e seus colegas também recolheram informações sobre 629 casos de mães e de filhos entre 2006 e 2008.

Durante a 34.ª semana de gestação, avaliaram a exposição das mães aos parabenos e, após o parto, iniciaram uma monitorização anual do peso e altura dos filhos.

Os investigadores identificaram uma relação positiva entre a concentração de parabenos nas amostras de urina das mães e o risco de os seus filhos terem excesso de peso.

Num relatório sobre obesidade infantil referente a 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que este era um dos problemas de saúde pública “mais sérios” do mundo e adiantou que 4% dos adolescentes na Europa são obesos.

A OMS também enfatizou que mais de 50% da população europeia está atualmente com sobrepeso ou obesidade.

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Justiça multa Facebook em R$ 6,6 mi por compartilhar dados de usuários

OMinistério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) decidiu multar o Facebook em R$ 6,6 milhões por compartilhamento indevido de dados de usuários cadastrados na rede social. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 30.

A multa, aplicada pelo Departamento de proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do MJSP, acontece após investigação que identificou “prática abusiva” por parte da empresa de tecnologia, que teria deixado vulneráveis dados de 443 mil usuários.

Segundo nota publicada no site da pasta, “o caso começou a ser investigado após notícia veiculada pela mídia, em 4 de abril de 2018, informando que os usuários do Facebook, no País, poderiam ter sofrido com o uso indevido de dados pela consultoria de marketing político Cambridge Analytica”, que ganhou notoriedade global por ter trabalhado na campanha presidencial de Donald Trump, nos Estados Unidos, e também para a campanha do Brexit, como é conhecido o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Pelo Twitter, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, destacou a decisão do ministério e afirmou que “as redes revolucionaram a forma pela qual nos comunicamos e expressamos, mas há questões sobre privacidade a serem consideradas”. O Facebook tem dez dias para recorrer da decisão.

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