Coronavírus: como as redes sociais estão lidando com notícias falsas?

26 de março de 2020, 12:52

Lutar contra notícias falsas é tarefa diária de instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como de cientistas, jornalistas e profissionais da saúde (Foto: Reprodução)

Conspiração do governo chinês. Curas milagrosas com gargarejo e outros remédios. “É só uma gripezinha”. Nas últimas semanas, você deve ter ouvido coisas do tipo em relação ao coronavírus. Com o avanço da pandemia, surge também a desinformação sobre ela.

Lutar contra notícias falsas é tarefa diária de instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como de cientistas, jornalistas e profissionais da saúde. Mas um dos meios em que elas mais se disseminam são as redes sociais. O que essas plataformas, então, estão fazendo para evitá-las em tempos de coronavírus?

A resposta é inteligência artificial. A pandemia obrigou que boa parte dos funcionários de Facebook, Twitter e cia. aderissem ao distanciamento social e trabalhassem de casa. Com isso, as empresas estão automatizando a moderação de conteúdo.

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Veja a seguir como as principais plataformas têm se adaptado a essa e outras medidas – e as críticas dos usuários que já começaram a surgir.

Facebook

A rede social anunciou a mudança no dia 16 de março. Mas logo no dia seguinte, recebeu reclamações de alguns usuários. De acordo com eles, a plataforma estaria bloqueando conteúdos legítimos – inclusive, sinalizando como spam postagens e links úteis relacionados ao coronavírus.

Pelo Twitter, o vice-presidente de integridade da empresa, Guy Rosen, disse que o problema foi causado por um bug no sistema anti-spam da plataforma, e que não há relação com as mudanças na moderação de conteúdo.

Boa parte desses moderadores, vale dizer, são terceirizados pelo Facebook. Sabe quando você denuncia um vídeo violento ou uma fake news de política? Esses conteúdos vão direto para eles, que ganham por hora para avaliar se aquilo fere as diretrizes da plataforma. Na última semana, foi revelado que esses terceirizados não ganharam o bônus de US$ 1 mil que o Facebook deu aos seus funcionários para que eles enfrentassem o período de pandemia.

Twitter

De acordo com o site Vox, o Twitter afirmou que dependerá cada vez mais das máquinas para remover conteúdos abusivos ou que foram manipulados, mas reconheceu que a I.A. não substitui a moderação humana.

Dessa forma, afim de evitar erros, a empresa não suspenderá contas permanentemente a partir do método automatizado. Mas a vigilância de conteúdos falsos sobre coronavírus já tem surtido efeito. No Brasil, o Twitter apagou uma mensagem de Allan dos Santos, do site Terça Livre, em que ele duvidava da existência da doença.

Além disso, a plataforma suspendeu temporariamente os perfis do senador Flávio Bolsonaro e do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A suspensão, de 12 horas, veio após a exclusão de algumas mensagens publicadas por ambos. A justificativa do Twitter é a mesma de outros casos: as postagens poderiam colocar as pessoas em risco em meio a pandemia.

WhatsApp

A plataforma lançou no dia 18 uma central informativa para conscientizar os usuários sobre a Covid-19. O objetivo é evitar o compartilhamento de notícias falsas e divulgar conteúdos oficiais de órgãos de saúde.

A ideia do site é também orientar médicos, educadores, ONGs e empresas locais a como usar o WhatsApp de forma mais efetiva durante a pandemia. Ele foi feito em parceria com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e com a OMS – que, inclusive, lançou um chatbot no WhatsApp, permitindo que as pessoas tirem dúvidas e recebam informações diretamente por lá. Esse robô, por ora, está disponível apenas em inglês.

YouTube

O YouTube é outro que recorreu à inteligência artificial para ajudar na moderação de conteúdo durante esse período. Em seu blog oficial, a empresa admite que alguns conteúdos podem ser removidos por acidente – mesmo que não violem as políticas da plataforma.

O sistema, no entanto, não chegará ao ponto de emitir strikes – um tipo de punição mais severa dentro do YouTube, que pode levar ao banimento da conta.

No Brasil, o YouTube tirou do ar no dia 23 um vídeo do escritor Olavo de Carvalho, que duvidava da existência de um surto de coronavírus. A plataforma entendeu que o conteúdo feria as suas diretrizes. Elas deixam claro que remoções serão feitas caso “incentivem as pessoas a não procurar tratamento médico ou que afirmem que substâncias nocivas são benéficas à saúde”.

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Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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