Consumo de refrigerante pode causar problemas circulatórios e morte

19 de dezembro de 2019, 07:35

Estudo de setembro analisando centenas de milhares de pessoas associou consumo de refrigerantes a maior risco de problemas circulatórios e morte prematura. Pesquisadores observaram que problema provém de bebidas açucaradas artificialmente e ricas em açúcar. (Foto: Reprodução)

Independentemente do seu peso, se você não larga o refrigerante e mantém seu consumo frequente, é bom começar a se preocupar. Isso por que um novo artigo recente publicado no JAMA Internal Medicine, no começo de setembro, observou que um maior consumo de refrigerantes totais, adoçados com açúcar e adoçados artificialmente, foi associado a um maior risco de mortalidade por todas as causas.

“Enquanto o consumo de refrigerantes adoçados artificialmente foi associado positivamente a mortes por doenças circulatórias, os refrigerantes adoçados com açúcar foram associados a mortes por doenças digestivas”, afirma a cirurgiã vascular e angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e do American College of LifeStyle Medicine. Para o estudo, um grupo internacional analisou dados de 451.743 adultos de 10 países europeus. Os dados vieram da European Prospective Investigation on Cancer and Nutrition (EPIC).

De acordo com o estudo, durante um acompanhamento médio (intervalo) de 16,4 anos, ocorreram 41.693 mortes. “Foi encontrada maior mortalidade por todas as causas entre os participantes que consumiram 2 ou mais copos de refrigerante por dia. Também foram observadas associações positivas entre refrigerantes adoçados artificialmente e mortes por doenças circulatórias, quando os participantes consumiam mais de dois copos por dia; já entre os refrigerantes adoçados com açúcar, o maior índice é por mortes por doenças digestivas, quando consumiam apenas um copo ou mais por dia”, diz o estudo.

A angiologista Dra. Aline Lamaita explica que o açúcar está relacionado com a obesidade e com a diabetes mellitus. “Estudos mais recentes vêm apontando o carboidrato, o açúcar, que também está presente no refrigerante, como grande vilão para o aumento de colesterol. Além disso, com o diabetes, podemos desenvolver problemas arteriais, causar um espessamento e acúmulo de placas de gordura dentro da parede das artérias, entupindo as artérias. Dependendo de qual lugar do corpo isso acontece (de qual artéria foi afetada), você pode manifestar um infarto, um derrame ou com aquele problema de claudicação – que é quando você vai caminhar e tem dificuldade de andar porque falta sangue nas pernas (é como se a pessoa andasse uma quadra e tivesse que parar para descansar porque a perna começa a doer)”, afirma a médica.

Já o grande problema dos refrigerantes adoçados artificialmente é a quantidade maior de sódio. “Geralmente, tudo que é gostoso tem um pouco de açúcar e de sódio, que confere sabor no alimento. Então quando você vai tirar o açúcar e acrescenta muito adoçante, uma maneira que a indústria usa para mascarar aquele sabor ruim do adoçante e realçar o sabor doce do alimento é acrescentando sódio. Você pode reparar que todo produto que é light, diet, zero, que é limitado em açúcar e contém adoçante, você pode olhar na tabela e comparar que ele tem mais composição de sódio em geral do que os outros”, explica a angiologista. “O sódio é vilão, porque ele vai contribuir com o aumento de pressão arterial, que é um fator de risco para a doença aterosclerótica e problemas circulatórios, e aumenta muito a retenção hídrica”, explica ela. “O sódio favorece a retenção de líquido, provoca inchaço e aumenta a pressão sobre os vasos sanguíneos e deixa o sangue mais denso, pesado, podendo favorecer a formação de coágulos”, explica.

Com o estudo, há uma expectativa de mais campanhas de saúde pública destinadas a limitar o consumo de refrigerantes. “Mas é fundamental que você busque desde já ajuda de um médico ou nutricionista para eliminar gradualmente o consumo desse produto na sua dieta”, finaliza.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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