Consumidores optam por atacarejo e mercadinhos

12 de março de 2018, 12:39

(Foto: © Pixabay)

O objetivo é levar o modelo a mais 43 cidades.

A retomada econômica marca a volta do brasileiro às compras – mas, desta vez, não nos hipermercados. Segundo pesquisa da consultoria Nielsen, as 10 milhões de famílias que conseguiram superar a crise têm preferido encher os carrinhos nos canais de atacado e em mercados de vizinhança.

“O atacado é utilizado para o abastecimento, e a vizinhança, para a reposição”, explica a especialista em consumo da Nielsen, Mariana Morais. Os atacarejos atraem pelos preços mais competitivos; já os mercadinhos, pela praticidade.

Pelo levantamento, entre as famílias que saíram da recessão, os gastos em mercados de vizinhança cresceram 34% em 2017; nos atacarejos, 20%; e nos supermercados, 18%. Já nos hipermercados, houve queda de 14% no volume de vendas.

“O cash&carry (modelo de atacado) foi aceito como uma opção de compra vantajosa e competitiva em relação à busca de preço. O consumidor que provou e comprovou as vantagens das nossas lojas, sobretudo aquele que saiu da crise econômica, não irá voltar atrás”, afirma Roberto Müsnich, presidente do Atacadão, do grupo Carrefour.

Ele afirma que a rede de atacado é o atual vetor de expansão do grupo – que prevê investir R$ 1,8 bilhão no País em 2018. O Atacadão tem hoje 146 lojas e este ano deve abrir mais 20. Já o Carrefour Express, formato do varejo de vizinhança, é outra frente de expansão da companhia. No ano passado, a rede ultrapassou a marca de 100 lojas.

Varejo

Com o ajuste no orçamento das famílias e alívio na renda, o comércio deve registrar uma abertura líquida de 20,7 mil lojas este ano, segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No ano passado, o saldo entre aberturas e fechamentos ainda ficou negativo em 19,3 mil unidades – embora, em outubro, o saldo tenha voltado a ser positivo, interrompendo 34 meses de queda.

As grandes varejistas, portanto, se preparam para aproveitar o cenário mais favorável. “Nós retomamos a agenda de abertura de lojas. Temos percebido uma busca maior por consumo e mais otimismo da população”, afirma o diretor executivo de operações da Via Varejo, Paulo Naliato. O grupo pretende abrir de 80 a 100 lojas este ano.

“A nossa estratégia é apostar em um novo formato de loja, a loja smart, com mais tecnologia e integração entre os nossos canais”, diz Naliato. Nesse novo modelo, os clientes podem utilizar totens para acessar o catálogo de outros produtos que não estão em exposição, bem como informações adicionais dos itens.

Outra novidade, por enquanto só disponível em São Paulo, é a parceria com Correios e postos de gasolina: o consumidor compra no site e retira em estabelecimentos parceiros. O objetivo é levar o modelo a mais 43 cidades.

As lojas de nicho também querem surfar nessa onda. A rede de produtos naturais Mundo Verde pretende inaugurar 67 unidades este ano, tanto no formato tradicional quanto no de quiosques – aposta da empresa que exige um investimento menor dos franqueados.

“Estamos vendo uma maior capitalização dos empresários, para que possam investir em negócios e em varejo”, observa a diretora de operações da empresa, Daniela Heldt. Outro objetivo do grupo é lançar, no segundo semestre, o e-commerce da rede. Com informações do Estadão Conteúdo.

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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