Como as ‘camisinhas’ de USB podem proteger sua privacidade

04 de dezembro de 2019, 07:16

As 'camisinhas de USB' não são de látex, mas protegem seus dispositivos contra ataques cibernéticos (Foto: Reprodução)

Hoje em dia, quando o celular fica sem bateria, não é mais um drama como poderia ser antigamente.

Há entradas USB para recarregar os aparelhos em uma série de espaços públicos — como aeroportos, shoppings e hotéis, além de meios de transporte, como aviões, ônibus e trens.

O que pode parecer uma grande vantagem é também uma ameaça à nossa privacidade. A vasta disponibilidade desses pontos de recarga é, na verdade, uma brecha que os hackers podem usar para acessar nossos dados.

Por esse motivo, os chamados bloqueadores de dados USB, mais conhecidos como “camisinhas de USB”, estão no mercado há alguns anos.

E embora esses “preservativos” não sejam de látex, são tão eficientes quanto.

Eles protegem contra os perigos do juice jacking, modalidade de ataque cibernético em que “os criminosos instalam um programa malicioso nesses pontos de recarga, infectando telefones e outros dispositivos de usuários inocentes”, conforme alerta Luke Sisak, assistente da Promotoria do Condado de Los Angeles, nos EUA.

Consequências ‘devastadoras’

A urgência de recarregar o celular pode levar a riscos desnecessários

A urgência de recarregar o celular pode levar a riscos desnecessários

Segundo ele, as consequências de um ataque cibernético dessa natureza podem ser “devastadoras”.

“Um simples carregamento do seu dispositivo pode esvaziar sua conta bancária. Se os hackers conseguirem instalar o malware, eles podem bloquear seu telefone, roubar informações sensíveis, como dados de passaporte ou endereço residencial”, diz Sisak.

Os ataques por softwares maliciosos “sequestram o poder de computação, resultando em um consumo de capacidade computacional para seus próprios fins e redução de recursos disponíveis aos usuários”, diz um relatório de segurança cibernética da empresa de tecnologia IBM.

Conectar o celular na entrada USB de um transporte público pode ser perigosoConectar o celular na entrada USB de um transporte público pode ser perigoso

O mesmo relatório indica que houve um aumento na incidência de ataques contra o setor de transportes, o segundo mais vulnerável em 2018, depois do setor de serviços financeiros.

“Não é apenas uma questão do grande volume de ataques, mas também da relevância das vítimas. Em 2018, vimos mais brechas no setor de transportes do que nos anos anteriores”, acrescenta o documento.

Como funcionam?

As “camisinhas de USB” são pequenos adaptadores USB com uma porta de entrada e saída que permitem o fornecimento de energia para recarregar o dispositivo, mas impedem a troca de dados.

Eles são portáteis e custam cerca de US$ 10 (aproximadamente R$ 42).

Em entrevista à revista Forbes, Caleb Barlow, vice-presidente da X-Force, área de segurança cibernética da IBM, endossou o uso de “camisinhas de USB” para reduzir a exposição a hackers.

Além desse método, a Promotoria do Condado de Los Angeles também recomenda carregar os celulares diretamente na tomada por meio de um cabo compatível e ter sempre em mãos um carregador portátil de emergência.

Confira outras recomendações de segurança:

– Utilize as funções de encriptação e autenticação do seu celular para proteger seus dados e arquivos. Elas podem ser encontradas entre os ajustes de segurança do aparelho.

– Use um bom antivírus.

– Não recarregue seu celular em computadores e pontos de recarga que não sejam de sua confiança.

– Se você decidir correr o risco e recarregar em um local menos confiável, não desbloqueie o aparelho durante a recarga.

– Use um cabo USB especial, que te permita recarregar o telefone mas, ao mesmo tempo, evite a transferência de dados.

– Faça a recarga com o aparelho desligado

– Proteja seu telefone com uma boa senha.

– Seja cauteloso com os aplicativos que você instala.

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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