Em recente sessão realizada na Câmara de Jacobina, o vereador Carlos de Deus cobrou da gestão municipal o andamento do projeto de implantação do Museu de Jacobina na antiga sede da Câmara de Vereadores, localizada na praça Rio Branco.
Em requerimento enviado à prefeitura, Carlos argumenta que desde a mudança da sede da Câmara de Vereadores para suas novas instalações, o antigo prédio histórico permanece subutilizado, carecendo de uma função que honre sua importância arquitetônica e política. Segundo ele, o projeto de instalação do museu no local já conta com o aval técnico e vistorias realizadas por órgãos renomados como o IPHAN e o IPAC.
Carlos ainda defende que a viabilidade da proposta é comprovada pelo acervo já disponível, que inclui peças de valor inestimável como o piano de Dona Iazinha, a pedra de batismo da Igreja das Figuras e uma histórica prensa da Casa da Moeda, ressaltando que este último equipamento, pesando aproximadamente 600 kg, já possui suporte estrutural executado no prédio para sua recepção.
“Fiz um requerimento pedindo que se dê continuidade à instalação do Museu de Jacobina. É inaceitável que uma cidade da importância e com a história de Jacobina não tenha o seu museu. E o antigo prédio da Câmara se encaixa perfeitamente, até pela história que aquele prédio possui, nos critérios para sediar o museu de Jacobina. Espero que a gestão municipal compreenda a importância desse projeto, que promoverá a valorização do patrimônio histórico, o fomento ao turismo e o acesso à cultura para toda a população jacobinense”, afirmou o vereador.
Além da China, participam de estudos em colaboração com Brasil, países como Austrália, Aregentina, África do Sul, Canadá, Espanha e Marrocos
Na contramão dos discursos que alardeiam a extinção do jumento no Brasil, o animal ganha cada vez mais atratividade, tornando-se alvo de novos investimentos em estudos e pesquisas e consolidando-se como ativo estratégico no agronegócio, em sintonia com uma tendência já observada no mercado internacional.
Além da parceria já consolidada entre pesquisadores do Brasil e da China, com programação contínua de cursos e visitas técnicas, avançam novos projetos de intercâmbio científico com instituições e especialistas de países como Argentina, Austrália, Canadá, Espanha e Marrocos.
O pesquisador brasileiro Gustavo Ferrer Carneiro, integrante do Conselho Diretor da International Society for Equine Reproduction (ISER), afirmou que a entidade decidiu ampliar as ações de intercâmbio científico por meio da realização de cursos internacionais. Entre os temas centrais definidos nas reuniões mais recentes do Conselho está a Reprodução de Jumentos, área considerada estratégica para o avanço das pesquisas em reprodução animal.
“Também estamos programando eventos presenciais no Marrocos, na África do Sul e na Ásia, possivelmente na China ou no Japão”, destaca Carneiro, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Segundo o pesquisador, o jumento brasileiro, especialmente o nordestino, tem despertado crescente interesse internacional e atraído pesquisadores de diferentes países ao Brasil. “Temos a perspectiva da vinda de uma estudante da University of Saskatchewan, no Canadá, com possibilidade de desenvolvimento de um experimento com embriões de jumentos. Também estamos em diálogo com a Universidad Complutense de Madrid sobre a viabilidade de uma pesquisa interinstitucional envolvendo a preservação do jumento nordestino bem como das raças espanholas Andaluz e Zamorano”, afirma.
“Na parceria com a China, nossa linha de pesquisa aposta no desenvolvimento de diluentes de sêmen livres de antibióticos à base de leite de jumenta, um produto naturalmente rico em compostos bioativos, como a lisozima, conhecida por sua ação bactericida e bacteriostática. A iniciativa surge em resposta a um dos maiores desafios da atualidade: a resistência antimicrobiana, considerada um problema de saúde global. Reduzir o uso de antibióticos por meio de alternativas naturais e eficazes, como os bioativos do leite de jumenta, é uma estratégia que interessa à comunidade científica e à sociedade como um todo”, afirma o professor.
Gustavo Ferrer Carneiro também destacou o projeto “Conexão Brasil–Argentina–Austrália”, voltado para pesquisas em ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide). A técnica é utilizada na produção de bardotos e mulas – híbridos resultantes do cruzamento entre asininos e equinos – e desperta grande interesse entre criadores do jumento da raça Pega, especialmente para atividades de montaria e manejo do gado.
Todos os projetos se somam, formando um conjunto amplo de iniciativas do agronegócio voltadas à consolidação de uma cadeia produtiva asinina sustentável e economicamente viável.
Assessoria Nordeste Agropecuária Comércio e Indústria Ltda Contato: (71) 988856782
O Consórcio de Saúde do Piemonte da Diamantina (Consan), emitiu nota para justificar o não funcionamento da Policlínica Regional de Jacobina neste final de semana.
Conforme o documento assinado pelo seu presidente, o prefeito do município de Caém, Arnaldinho Oliveira, a chuva, acompanhada por uma forte ventania, causou alguns danos nas estruturas da instituição, mas já foi resolvido.
A nota informa ainda que os atendimentos ocorrerão normalmente nesta segunda-feira (5)
Segue card enviado pela diretoria da Policlínica de Jacobina para a imprensa e a população regional:
Casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar no verão, disse à Agência Brasil o neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, Orlando Maia.
Segundo o médico, uma série de fatores predispõem o ser humano nessa época do ano ao AVC. Um dos principais é o próprio calor que gera uma desidratação natural das células que, por sua vez, causam um aumento da possibilidade de coagulação do sangue. “E isso tem um maior potencial de gerar AVC, porque o AVC está ligado a coágulo”, disse o médico.
Existem dois tipos de AVC. Um é o AVC hemorrágico, que é o rompimento de um vaso cerebral e representa a minoria dos casos, em torno de 20%. O outro tipo, que domina o número de casos, é o AVC isquêmico, causado pela formação de um coágulo e entupimento de um vaso. Orlando Maia explicou que, como o sangue fica mais espesso, mais concentrado devido à desidratação, isso favorece a trombose, que é a formação de um coágulo e, por isso, tem maior predisposição ao AVC.
Pressão arterial
Há outras causas que seriam relacionadas à pressão arterial. “A nossa pressão arterial no verão tem uma tendência, pelo calor, a diminuir por conta da vasodilatação. Ou seja, nossos vasos, para poder compensar o calor, se dilatam. E essa dilatação causa uma diminuição da pressão, o que favorece também a formação de coágulo e de uma outra situação cardiológica, chamada arritmia. É o coração batendo fora do ritmo”, explica o médico.
Quando isso acontece, favorece também no coração a formação de um coágulo que, entrando dentro da circulação sanguínea, tem grande predisposição de ir ao cérebro porque 30% de todo o sangue que sai do coração vão para o cérebro.
Uma outra causa do AVC, também comum no verão, é que as pessoas se cuidam menos por conta das férias, o que promove um aumento do consumo de bebida alcoólica, que, por sua vez, amplia a desidratação.
Orlando Maia afirmou que a bebida alcoólica também aumenta a possibilidade de arritmia. A negligência pode levar ainda a pessoa a esquecer de tomar remédio, o que contribui para elevar o risco de um AVC.
Doenças típicas
A isso se somam as doenças típicas de verão, como gastroenterite relacionada ao calor, o que dá diarreia, insolação e esforço físico. “Tudo isso associado faz com que a pessoa tenha uma maior tendência a ter um AVC no verão”, enfatiza.
O neurocirurgião lembrou que o tabagismo também colabora para isso. “O tabagismo hoje é uma das maiores causas externas para AVC”. O fumo contribui para a formação de uma doença cerebrovascular chamada aneurisma, que está muito ligada à nicotina.
“A nicotina bloqueia uma proteína do nosso vaso chamado elastina, diminui a elasticidade do vaso, então pode favorecer ao AVC hemorrágico, como também causa um processo inflamatório no vaso em si, favorecendo a aderir as placas de colesterol a longo prazo e o entupimento dos vasos. Então, o tabaco é diretamente proporcional à situação tanto do AVC hemorrágico como do AVC isquêmico”, preconiza o médico.
Para o médico, o estilo de vida moderno – aliado ao tabagismo e a doenças crônicas não controladas – faz com que cada vez mais pessoas com menos de 45 anos desenvolvam a doença.
Nessa época de verão, o Hospital Quali Ipanema, por exemplo, atende cerca de 30 pacientes por mês, o dobro de épocas normais do ano. Maia diz que o AVC é uma doença muito comum.
“Se você pegar o AVC como uma doença isolada, esquecendo que há vários tipos de câncer que podem ser separados, a doença mais frequente na humanidade é o AVC. E uma em cada seis pessoas vai ter um AVC na vida”, salienta. O médico disse ser muito importante a pessoa averiguar na sua família, entre os amigos, quem teve AVC porque não são casos isolados.
Médico Orlando Maia alerta para riscos de doenças no verão Foto: Arquivo Pessoal
Mortes
O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. “Quando não mata, deixa a pessoa incapaz. Eu digo que é uma doença que não é na pessoa, mas na família, porque pelo menos duas pessoas vão ter que se dedicar a cuidar daquele doente com AVC. Além da mortalidade, ela é uma doença extremamente desabilitadora. A pessoa fica sem andar direito, sem falar direito, sem condições de se alimentar sozinha. É uma doença extremamente crítica. Quando você vê uma pessoa andando com dificuldade é porque ela já teve uma sequela ou consequência de um AVC. Ficou paralisada de um lado ou sem conseguir falar direito, sem enxergar, se pegar a área da visão, porque o cérebro é um grande computador. Vai depender da área afetada pelo problema”, assegura o médico.
De acordo com Orlando Maia, a prevenção pode evitar um AVC. “É uma doença que a gente tem que gritar para todo mundo ouvir que há prevenção e tratamento. A prevenção [envolve] o hábito de vida saudável, prática de exercício físico regular pelo menos três vezes na semana, alimentação saudável, controle da pressão arterial, tomar os remédios direitinho e não fumar. E existe tratamento”.
No passado, como não havia tratamento, quando a pessoa chegava com AVC, não havia o que fazer, a não ser controlar a pressão. Hoje, há duas formas de tratamento e quanto mais rápido a pessoa chegar a um hospital, mais eficaz será o tratamento. O primeiro é a infusão de um remédio. “Você coloca um remédio na veia que dissolve o coágulo e, na maioria dos casos, o remédio resolve”, ensina.
Quando isso não acontece, ou em outros casos mais selecionados, Maia disse que os médicos entram com um cateter na virilha da pessoa e passam um desentupidor. Esse método retira aquele coágulo, por meio de uma aspiração dentro do vaso, liberando a circulação de volta. Com isso, a pessoa retorna ao normal.
Cateter
Orlando Maia esclarece, também, que o remédio tem uma característica: “só pode ser dado até quatro horas e meia desde o início dos sintomas. Já o cateter que aspira entra em um vaso na virilha, através de um aparelho e, em casos selecionados, pode ser usado até 24 horas a partir do início dos sintomas”. Ele frisou que quanto antes a pessoa tiver o sintoma e for a um hospital, melhor poderá ser o resultado.
Os sintomas indicando que uma pessoa está tendo ou vai ter um AVC incluem paralisia súbita de um membro ou dos dois membros de um lado, ou a fala fica enrolada, ou a pessoa perde a visão de um dos lados, ou tem uma tonteira extrema.
“Esses são os sintomas principais de uma pessoa que está tendo um AVC. Ela vai ter dificuldade de movimento, de fala, de visão ou uma perda súbita da consciência. É uma doença que acontece, na maioria das vezes, de uma hora para outra. Nessa situação, não tem que esperar nada. A pessoa tem que ser levada a um hospital porque é uma emergência médica”, finaliza o neurocirurgião.
Em sessão solene que será realizada às 17 horas, desta quinta-feira (18), a Câmara de Vereadores de Caém concede o Título de Cidadão do Município ao deputado estadual, e atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Ângelo Almeida e ao médico cirurgião Bernardo Oliveira.
Aprovada por unanimidade e marcada por reconhecimento e gratidão, a honraria, a mais alta concedida pelo legislativo local, é um gesto simbólico que expressa o profundo agradecimento da comunidade pelos relevantes serviços prestados pelos homenageados à cidade.
O deputado Ângelo Almeida, conhecido por sua atuação incansável na defesa dos interesses da região e na captação de recursos para obras e projetos essenciais, é reconhecido por seu compromisso com o desenvolvimento de Caém.
Já o médico Bernardo Oliveira, é homenageado por sua dedicação exemplar e pela atenção dispensada aos caenenses quando precisam do seu apoio como profissional, principalmente na área de oncologia.
Familiares, amigos, autoridades locais e representantes da comunidade estarão participando da cerimônia, que celebra o mérito e a contribuição de indivíduos que, mesmo não sendo naturais de Caém, adotaram a cidade e deixaram uma marca indelével em sua história. A concessão do Título de Cidadão do Município é um reconhecimento justo e merecido a quem tanto fez e continua fazendo por Caém.
Estão disponíveis para consulta, no site da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), www.ba.gov.br/car, os editais de Implantação de Projetos de Inclusão Produtiva em comunidades quilombolas e povos indígenas.
O envio da Manifestação de Interesse (MI) poderá ser realizado no site da CAR, no período de 12 de janeiro de 2026 a 11 de fevereiro de 2026. Ao todo, serão selecionados 35 projetos de povos indígenas e 35 projetos de comunidades quilombolas, com investimentos superiores a R$ 24 milhões.
A iniciativa integra a estratégia do Governo do Estado de ampliar os investimentos destinados à agricultura familiar e a outras populações tradicionais do campo, com foco na sustentabilidade e na geração de impactos positivos e duradouros no meio rural, contribuindo para a melhoria da renda, oportunidades de trabalho e qualidade de vida das famílias atendidas.
A ação é executada pela CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do projeto Bahia que Produz e Alimenta, em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi).
O objetivo dos editais é selecionar Organizações Produtivas (associações ou cooperativas ou centrais) integradas e geridas por populações quilombolas e indígenas, interessadas em implementar ou ampliar projetos produtivos que promovam a dinamização econômica em suas comunidades.
Sobre as inscrições
As Manifestações de Interesse (MI) das Organizações Produtivas interessadas em participar do processo de seleção deverão ser realizadas exclusivamente no site da CAR (www.ba.gov.br/car), no período de 12 de janeiro de 2026 a 11 de fevereiro de 2026.
A divulgação do resultado final está prevista para o dia 14 de abril de 2026, considerando os prazos de análise das manifestações, realização de visitas técnicas, classificação e apresentação de recursos.
Os investimentos contemplam apoio técnico e financeiro às Organizações Produtivas selecionadas, visando à garantia da segurança alimentar, à promoção da inclusão produtiva, à agregação de valor à produção e, consequentemente, ao aumento da renda e à melhoria da qualidade de vida das famílias beneficiadas.
Esclarecimentos
Os esclarecimentos sobre o Edital de Chamamento Público poderão ser nos Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF), em funcionamento em cada Território de Identidade (https://www.ba.gov.br/car/escritorios-territoriais); na sede da CAR, em Salvador, pelo e-mail: bahiaqueproduzealimenta@car.ba.gov.br; pelo telefone (71) 3115-3941 ou pelo WhatsApp (71) 98312-2626.
O compartilhamento de notícias de política está menos frequente em grupos de família, de amigos e de trabalho no WhatsApp. Além disso, mais da metade das pessoas que participam desses ambientes dizem ter medo de emitir opinião.
A constatação faz parte do estudo Os Vetores da Comunicação Política em Aplicativos de Mensagens, divulgado nesta segunda-feira (15).
O levantamento foi feito pelo centro independente de pesquisa InternetLab e pela Rede Conhecimento Social, instituições sem fins lucrativos.
A pesquisa identificou que mais da metade das pessoas que usam WhatsApp estão em grupos de família (54%) e de amigos (53%). Mais de um terço (38%) participam de grupos de trabalho.
Apenas 6% estão em grupos de debates de política. Em pesquisa realizada em 2020, eram 10%.
Ao se debruçar sobre o conteúdo dos grupos de família, de amigos e de trabalho, os pesquisadores verificaram que, de 2021 a 2024, caiu a frequência dos que aparecem mensagens sobre política, políticos e governo.
Em 2021, 34% das pessoas diziam que o grupo de família era no qual mais apareciam esse tipo de notícias. Em 2024, eram 27%.
Em relação aos grupos de amigos, a proporção caiu de 38% para 24%. Nos de trabalho, de 16% para 11%.
O estudo apresenta depoimentos de alguns dos entrevistados, sem identificá-los.
“Evitamos falar sobre política. Acho que todos têm um senso autorregulador ali, e cada um tenta ter bom senso para não misturar as coisas”, relata sobre o grupo de família uma mulher de 50 anos, de São Paulo.
As informações foram coletadas de forma online com 3.113 pessoas com 16 anos ou mais, de 20 de novembro a 10 de dezembro de 2024. Foram ouvidas pessoas de todas as regiões do país.
Receio de se posicionar
A pesquisa identificou que há receio em compartilhar opiniões políticas. Pouco mais da metade (56%) dos entrevistados disseram sentir medo de emitir opinião sobre política “porque o ambiente está muito agressivo”.
Foi possível mapear que essa percepção foi sentida por 63% das pessoas que se consideravam de esquerda, 66% das de centro e 61% das de direita.
“Acho que os ataques hoje estão mais acalorados. Então, às vezes você fala alguma coisa e é mais complicado, o pessoal não quer debater, na verdade, já quer ir para a briga mesmo”, conta uma mulher de 36 anos, de Pernambuco.
Os autores do estudo afirmam que se consolidaram os comportamentos para evitar conflitos nos grupos. Os dados mostram que 52% dos entrevistados se policiam cada dia mais sobre o que falam nos grupos, enquanto 50% evitam falar de política no grupo da família para fugir de brigas.
“As pessoas foram se autorregulando, e nos grupos onde sempre se discutia alguma coisa, hoje é praticamente zero. As pessoas tentam, alguém publica alguma coisa, mas é ignorado”, descreve uma entrevistada.
Cerca de dois terços (65%) dizem evitar compartilhar mensagens que possam atacar os valores de outras pessoas, segundo o levantamento.
Dos respondentes, 29% já saíram de grupos onde não se sentiam à vontade para expressar opinião política.
“Tive que sair, era demais, muita briga, muita discussão, propaganda política, bateção de boca”, conta uma entrevistada.
Afirmação
Mas o levantamento identifica também que 12% das pessoas compartilham algo considerado importante mesmo que possa causar desconforto em algum grupo.
Dezoito por cento afirmam que, quando acreditam em uma ideia, compartilham mesmo que isso possa parecer ofensivo.
“Eu taco fogo no grupo. Gosto de assunto polêmico, gosto de falar, gosto de tacar lenha na fogueira e muitas vezes sou removida”, diz uma mulher de 26 anos de Minas Gerais.
Entre os 44% que se consideram seguros para falar sobre política no WhatsApp, são adotadas as seguintes estratégias:
30% acham que mandar mensagens de humor é um bom jeito de falar sobre política sem provocar brigas;
34% acham que é melhor falar sobre política no privado do que em grupos;
29% falam sobre política apenas em grupos com pessoas que pensam igualmente.
“Eu gosto de discutir, mas é individualmente. Eu não gosto de expor isso para todo mundo”, revela um entrevistado de 32 anos, do Espírito Santo.
“É como se as pessoas já tivessem aceitado que aquele grupo é mais alinhado com uma visão política específica. Entra quem quer”, define uma mulher, de 47 anos, do Rio Grande do Norte.
O estudo foi apoiado financeiramente pelo WhatsApp. De acordo com o InternetLab, a empresa não teve nenhuma ingerência sobre a pesquisa.
Amadurecimento
Uma das autoras do estudo, a diretora do InternetLab, Heloisa Massaro, constata que o WhatsApp é uma ferramenta “arraigada” no cotidiano das pessoas. Dessa forma, assim como no mundo “offline“, ou seja, presencial, o assunto política faz parte das interações.
O estudo é realizado anualmente, desde o fim de 2020. De acordo com Heloisa, ao longo dos anos, as pessoas “foram desenvolvendo normas éticas próprias para lidar com essa comunicação política no aplicativo”, principalmente nos grupos.
“Elas se policiam mais, relatam um amadurecimento no uso”, diz a autora. “Ao longo do tempo, a gente vai observando essa ética de grupos nas relações dos aplicativos de mensagem para falar sobre política se desenvolvendo”, completa.
“Ele mente contra o governador mas se cala sobre membros do partido dele presos e envolvidos com o crime organizado”, dispara o deputado estadual Robinson Almeida (PT) contra o ex-prefeito ACM Neto.
A declaração do deputado estadual Robinson Almeida (PT) mira o silêncio do ex-prefeito de Salvador diante dos recorrentes casos de integrantes do União Brasil presos e investigados por ligação com o crime organizado. “Tô aguardando o pronunciamento sobre mais um preso do União Brasil, o presidente da Assembleia do Rio de Janeiro é do União Brasil, cada dia é um do União Brasil preso. É o partido dele, o que vai dizer agora”, cobrou.
Robinson citou como episódio mais recente a prisão do deputado Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e um dos nomes mais influentes do União Brasil no Sudeste. Bacellar foi preso pela Polícia Federal acusado de vazar informações de operações contra o Comando Vermelho. O parlamentar também mencionou a Operação Carbono Oculto, que alcançou o presidente nacional da sigla, Antônio Rueda. A investigação apontou que aeronaves usadas pelo PCC eram alugadas por Rueda, caso que teve repercussão nacional.
Ao contrapor o debate político às ações do governo baiano, Robinson lembrou que o governador Jerônimo Rodrigues participou hoje da formatura de mais 2 mil soldados que atuarão na segurança pública do Estado. “Enquanto a oposição procura defender aqueles que estão envolvidos com o crime organizado, como foi demostrado esses dias, o governador seguirá entregando mais policiais para combater o time deles e garantir mais segurança para o povo baiano”, afirmou.
O movimento do prefeito ocorre após rompimento do deputado Cafu com a base petista
O prefeito de Ibititá, Dr. Afonso (MDB), reforçou a aproximação e aliança do grupo político com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), após audiência realizada na tarde desta quarta-feira (03). O movimento do prefeito ocorre após rompimento do deputado e ex-prefeito, Cafu Barreto (PSD) com a base petista, evidenciando que, mesmo após o rompimento anunciado pelo deputado, o apoio político ao governador Jerônimo na cidade segue em vetor crescendo.
“O sentimento é gratidão. Ibititá passou anos de atraso devido aos problemas ocasionados pela gestão passada, mas com a parceria do governador tenho certeza que viveremos dias de avanço. Ibititá saberá ser grato ao senhor, governador”, garantiu o prefeito, que apoiou ACM Neto em 2022.
Demonstrando unidade no grupo, Dr. Afonso esteve acompanhado do vice-prefeito, Ulisses Barbosa; do vereador mais votado município, Hernandes Pires; além da secretária municipal de Educação, Isabelza Mendonca; a secretária de Assistência Social, Lisandra Alves; o secretário de Saúde, Rosalvo de Castro; e a diretora do Núcleo Territorial de Educação, Fabrizia Pires; e o deputado estadual Jacó (PT).
O governador Jerônimo Rodrigues abriu nesta quarta-feira (29) o 2º Fórum Estadual dos Consórcios Públicos Interfederativos de Saúde, em Salvador, ao lado da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana e outras autoridades. Durante o evento, o governo entregou 85 veículos em parceria com deputados estaduais, com investimento de mais de R$ 25,2 milhões, destinados a fortalecer a estrutura de transporte das Policlínicas Regionais e dos municípios. Foram entregues 15 micro-ônibus, 47 ambulâncias, 22 carros administrativos e uma van para transporte de pacientes do Tratamento Fora de Domicílio.
O encontro reuniu prefeitos e gestores das 28 regiões de saúde para apresentar o balanço da política de consórcios interfederativos, modelo que hoje cobre 99,7% dos municípios baianos e já realizou mais de 8,7 milhões de atendimentos entre consultas e exames. Na avaliação do governador, os consórcios representam a base do processo de regionalização da saúde pública na Bahia e destacou a integração entre Estado e municípios como fator decisivo para os avanços. “A Bahia construiu um modelo que funciona porque é coletivo. É um sistema que aproxima o serviço de quem mais precisa e garante ao cidadão o direito de se tratar perto de casa, com estrutura e dignidade”, disse o governador.
A secretária Roberta Santana ressaltou que o fórum simboliza a consolidação de uma política pública que transformou o atendimento especializado no interior. “As policlínicas são o resultado da soma de esforços do Governo do Estado, União e dos municípios. E seguimos ampliando esse modelo vitorioso. Com a parceria do Governo Federal, por meio do Novo PAC, estamos construindo novas unidades em Camaçari, Remanso, Itapetinga e, em breve, terá início em Ipirá, Seabra, Ibotirama e Feira de Santana. Um investimento de R$ 168 milhões”. O Estado possui atualmente 24 Policlínicas Regionais em funcionamento, além de duas unidades em Salvador, localizadas em Narandiba e Escada.
Anúncios e mais investimentos
Durante a cerimônia o governador anunciou um pacote de investimentos de aproximadamente R$ 17 milhões, resultado de uma reunião conduzida por Jerônimo Rodrigues em parceria com consórcios regionais que ocorreu na UPB antes da abertura do Fórum. Os recursos contemplam entre eles, o reajuste salarial de 4,25% em janeiro de 2026 e de 4,5% em maio do mesmo ano, com impacto estimado de R$ 370 mil para cada Estado e Consórcios. Também foi autorizado o credenciamento para contratação de médicos pelos Consórcios de Saúde, em formato de pessoa jurídica (PJ), visando reforçar as ações intensificadas.
Na área de infraestrutura, o governo confirmou a 2ª etapa da renovação de frota, que inclui 25 micro-ônibus com 300 mil km de autonomia, com previsão de entrega no 1º trimestre de 2026. Além disso, será realizada a implantação de sistemas de energia solar fotovoltaica em 17 Policlínicas Regionais de Saúde. Por fim, o governador anunciou o incremento do auxílio-alimentação para empregados públicos dos Consórcios de Saúde com jornada de 40 horas semanais, beneficiando 1.008 servidores.
O Governo do Estado já aplicou mais de R$ 1,4 bilhão nas policlínicas regionais — entre 2017 e 2025 — somando obras, equipamentos e custeio. Segundo a Sesab, desde o início da gestão do governador Jerônimo já foram aplicados R$ 245 milhões nas policlínicas estaduais. Ainda destinou R$ 12,4 milhões para ações intensificadas com recursos próprios, ampliando consultas e exames nos fins de semana. Além disso, já foram entregues 1.194 veículos, sendo 866 ambulâncias — 404 delas apenas neste ano —, reforçando a estrutura de atendimento em todo o estado.
Este ano, o programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, destinou R$ 100 milhões à Bahia para reforçar a oferta de serviços e reduzir filas de espera em todo o estado, fortalecendo a estratégia de regionalização da saúde. O governador pontuou ainda que a Bahia se tornou referência nacional na gestão compartilhada da saúde. “O modelo dos consórcios mostra que quando o Estado, União e os municípios trabalham juntos, a saúde chega a todos. É um projeto que já deu certo e que vai continuar crescendo”, disse.
Para Roberta Santana, o desafio agora é garantir a sustentabilidade da rede e ampliar o alcance dos serviços. “O que apresentamos hoje é um retrato do SUS que dá certo. A regionalização é o caminho e a Bahia segue na frente, com investimento, planejamento e compromisso com a vida”, afirmou.