POLÍTICA

Rui diz que ACM Neto e União Brasil tramaram contra Lula e tentaram boicotar presidente

29 de setembro de 2026, 14:25

Foto: Diego Mascarenhas

Momentos antes do início da Caminhada da Vitória com a participação do presidente, Rui reforçou em entrevista que os eleitores não podem se deixar enganar por aqueles que nunca defenderam o projeto de Lula

O candidato ao Senado do Time de Lula na Bahia, Rui Costa (PT), criticou a postura de membros da chapa de oposição que, segundo ele, tentam se associar ao presidente e candidato a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, na reta final da campanha. Segundo Rui, os adversários usam esse artifício na tentativa de “pongar” na alta aprovação do atual presidente na Bahia.

“O União Brasil, o ex-prefeito de Salvador [ACM Neto], passou três anos e meio detonando o Lula, tramando contra o Lula no Congresso Nacional, o partido dele querendo boicotar. Chega agora, na eleição, Lula tá batendo mais de 60% em todas as pesquisas, o cara diz: ‘não dão dá mais para falar mal do Lula, vamos aqui ficar quietinho e enganar o eleitor’”, disparou durante entrevista à Rádio Rainha FM, de Senhor do Bonfim, no início da tarde desta terça-feira (29).

Na avaliação do candidato petista, a iniciativa é uma forma desonesta de fazer política e uma tentativa clara de enganar a população. Segundo ele, em alguns casos, há divulgação de material de campanha com a imagem do presidente Lula associada a candidatos da direita, como forma de manipular a escolha do eleitor.

“Isso não é honesto com o eleitor. O eleitor tem liberdade para escolher, mas ele tem o direito de saber cada um aliado a quem é”, defendeu, reforçando que o verdadeiro Time de Lula é composto pelos candidatos Jerônimo Rodrigues, para governador da Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner para o Senado, com os números 133 3e 130 respectivamente.

Na tarde desta terça-feira, Rui participa da Caminhada da Vitória, realizada no percurso Ondina-Barra, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Revolução na educação: Jerônimo planejou e executou mudanças a partir de base criada por Wagner e Rui

28 de setembro de 2026, 12:16

Jerônimo Rodrigues chegou ao governo da Bahia, em janeiro de 2023, em uma situação muito diferente daquela encontrada por Jaques Wagner 16 anos antes. Recebeu uma política educacional estruturada, com capacidade de investimento e programas consolidados. Mas havia uma diferença fundamental: Jerônimo não era apenas herdeiro dessa construção. Como secretário da Educação de Rui Costa, entre 2019 e 2022, havia participado diretamente do planejamento da etapa que começaria a executar como governador.

Wagner começou pela reorganização das bases. Em 2007, uma das primeiras medidas foi acelerar a recomposição do quadro: 2.257 professores concursados foram nomeados apenas entre janeiro e julho, contra 471 durante todo o ano anterior. A contratação temporária passou por seleção pública, foi criado o Topa, para enfrentar o analfabetismo, e a educação profissional tornou-se política de governo. A rede profissionalizante partia de apenas 4.016 vagas e ganhou um plano específico de expansão e interiorização.

Rui Costa recebeu essa base e deu novo impulso ao processo. Em 2015, lançou o Educar para Transformar, articulando Estado, municípios, escolas, famílias, educação básica e formação profissional. Mas a mudança que ajuda a explicar a atual configuração da rede ganhou força no segundo mandato de Rui, já com Jerônimo no comando da Secretaria da Educação.

Foi nessa fase que começou a ser desenhada em grande escala a escola estadual que hoje se espalha pela Bahia: ensino em tempo integral, laboratórios, bibliotecas, restaurante estudantil, teatro e equipamentos esportivos. Em 2021, Rui anunciou R$ 1 bilhão para reestruturar mais de 300 escolas e prepará-las para o tempo integral. Em junho de 2022, quando Jerônimo havia comandado a pasta até março daquele ano, o programa já reunia mais de R$ 3,5 bilhões e alcançava 600 unidades — 200 novas escolas e 400 em modernização.

Também durante a passagem de Jerônimo pela Educação foram implementadas políticas destinadas a manter os estudantes na escola. Na pandemia surgiu o Vale-Alimentação Estudantil, que chegou aos alunos dos 417 municípios. Em 2021 foi criado o Bolsa Presença, com transferência de renda vinculada à permanência escolar e posteriormente transformado em política permanente.

Ao assumir o governo, Jerônimo passou a comandar a execução de parte da política que havia ajudado a estruturar. Entre 2023 e 2025, o Estado contabilizou R$ 20,7 bilhões destinados à educação básica, dos quais R$ 9,7 bilhões em infraestrutura. Até dezembro de 2025 haviam sido inauguradas 98 novas escolas e entregues 116 reformas com ampliação. Em abril de 2026, a Secretaria da Educação informava que o número de novas escolas de tempo integral entregues desde 2023 havia chegado a 106.

A expansão física ocorreu ao mesmo tempo em que os indicadores de aprendizagem avançaram. No ensino médio da rede estadual, o Ideb passou de 3,2 em 2019, primeiro ano de Jerônimo como secretário, para 3,5 em 2021, 3,7 em 2023 e 3,8 em 2025. Segundo o Inep, o resultado de 2025 é o maior da série histórica da rede estadual; no conjunto da Bahia, as três etapas avaliadas da educação básica também atingiram seus melhores resultados históricos.

O programa registrado para 2027-2030 propõe uma etapa ainda mais ampla: universalizar o ensino de tempo integral em todas as escolas estaduais, continuar a requalificação da rede física, expandir a educação profissional, tornar permanente a política de recomposição das aprendizagens, fortalecer o Bolsa Presença e aprofundar a cooperação com os municípios na alfabetização. Para o ensino superior, prevê novos campi das universidades estaduais e articulação com a União para ampliar universidades e institutos federais no interior.

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Maior comício da história de Jacobina reúne mais de 20 mil apoiadores da chapa de Jerônimo Rodrigues

27 de setembro de 2026, 12:06

Foto: Gervásio Lima

A cidade de Jacobina sediou, na noite deste sábado (26), mais um ato político da chapa majoritária liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição. De acordo com a organização, mais de 20 mil pessoas participaram da caminhada, que começou no Alto da Missão e seguiu até a Praça Rio Branco. O evento contou com discursos de prefeitos da região e dos candidatos ao Senado, Jaques Wagner e Rui Costa.

“Foi uma demonstração importante de sentimento democrático. A presença do público reconhece o trabalho desenvolvido pelo governador Jerônimo em toda a Bahia, especialmente no Território Piemonte da Diamantina”, afirmou o prefeito de Caém, Arnaldinho Oliveira, que integrou o ato com uma das maiores caravanas da região.

A prefeita de Jacobina, Valdice Castro, destacou as entregas do governo estadual no município, que somam mais de R$ 411,6 milhões em investimentos nas áreas de saúde, educação, segurança e proteção às mulheres. “É tanta coisa que, com a emoção, eu poderia esquecer algo”, disse a gestora, que detalhou as ações consultando uma lista anotada.

Governador Jerônimo, Valdice Castro (prefeita de Jacobina) e Arnaldinho Oliveira (Caém)
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“A Bahia precisa de Lula”, afirma Rui Costa ao defender estado “de mãos dadas” com o presidente

24 de setembro de 2026, 11:03

Foto: Diego Mascarenhas/ Arquivo Divulgação

Ex-ministro da Casa Civil e governador da Bahia por dois mandatos, o candidato ao Senado Rui Costa (PT) afirmou, na manhã desta quinta-feira (24), que a Bahia precisa continuar “de mãos dadas” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante entrevista à Rádio Regional FM, de Irecê, Rui defendeu a manutenção da parceria entre os governos estadual e federal e destacou os investimentos realizados no estado nos últimos anos.

“Nós não podemos perder a oportunidade da Bahia seguir de mãos dadas com o presidente Lula. A Bahia precisa do Lula e o Lula precisa da Bahia. Nós não podemos perder a oportunidade”, afirmou Rui Costa ao pedir o voto no Time de Lula na Bahia, formado também pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo senador Jaques Wagner, candidatos à reeleição.

Rui assegurou que a continuidade de Lula na presidência vai permitir a ampliação, nos próximos anos, do volume de recursos federais destinados ao estado. “Eu acho que a Bahia tem que aproveitar esta oportunidade e dar as mãos a Lula. Se nós recebemos muito investimento nos últimos quatro anos, o maior da história, nós temos que trabalhar para, nos próximos quatro anos, superar isso e receber ainda mais investimentos do governo federal”, declarou.

Na entrevista, Rui também relacionou a parceria com o governo federal aos investimentos realizados na Bahia e afirmou que acompanhou a liberação de recursos durante sua passagem pela Casa Civil da Presidência. Segundo ele, nos últimos quatro anos, o estado recebeu “o maior volume de investimento da história da Bahia que o Governo Federal já realizou”.

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Jerônimo desmente ACM Neto sobre campus da Uneb em Ipirá e diz que ex-prefeito desconhece a Bahia (VÍDEO)

23 de setembro de 2026, 16:24

O governador Jerônimo Rodrigues desmentiu, nesta quarta-feira (23), a afirmação feita por ACM Neto durante visita a Ipirá de que o ex-prefeito de Salvador teria participado da implantação de um campus da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) no município. Segundo Jerônimo, o candidato do União Brasil desconhece a realidade do estado e faltou com a verdade ao falar sobre a presença da universidade na região.

“Meu opositor ACM Neto foi para Ipirá. Eu vou ter que mandar um mapa para ele. Ipirá fica na Bacia do Jacuípe”, afirmou Jerônimo, em sabatina em uma emissora de televisão de Salvador. O governador também corrigiu a declaração de que ACM Neto teria sido responsável pela implantação de um campus na cidade. “Ele disse: ‘fomos nós que fizemos uma Uneb’ na cidade. Não existe prédio da Uneb em Ipirá, candidato”, explicou Jerônimo.

A declaração de ACM Neto ocorreu durante uma agenda em Ipirá nesta semana, quando ele afirmou que uma de suas prioridades seria “reabrir” um campus da universidade estadual no município, que teria sido inaugurado, segundo ele, por uma iniciativa enquanto era deputado.

Uneb também desmente ACM Neto

A própria Uneb afirma, em nota, que não houve processo de criação de um campus da universidade em Ipirá. De acordo com a instituição, a criação de um campus depende de decisão do Conselho Universitário (Consu), sua instância máxima deliberativa, e não houve tramitação de processo dessa natureza relacionado ao município.

A universidade afirma que já foram realizadas atividades em Ipirá com cursos e ofertas específicas de programas especiais de formação. Ainda segundo a Uneb, as instalações utilizadas foram cedidas pelo município. Durante a entrevista, Jerônimo firmou o compromisso de trabalhar para criar, junto ao Governo Federal, a Universidade Federal da Bacia do Jacuípe.

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Eleições 2026: confira 6 dicas para ajudar a escolher seus candidatos

23 de setembro de 2026, 14:47

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A menos de duas semanas do primeiro turno das Eleições de 2026, muitos eleitores ainda não definiram em quem vão votar. Neste ano, a tarefa de escolher, entre tantos candidatos, aqueles mais aptos a representar os interesses da população, contou com mais um complicador: as notícias relacionadas ao caso Master e à crise do Supremo Tribunal Federal (STF) reduziram o debate das propostas. 

A Agência Brasil ouviu especialistas que indicaram caminhos que podem ajudar eleitores a escolherem seus candidatos com mais critérios, buscando aqueles mais alinhados a seus interesses e visões de mundo, além de evitar armadilhas como os “puxadores de voto” e propostas genéricas.

Saber quem financia as campanhas, quais são as propostas de cada candidato e de que forma elas vão impactar a realidade prática de cada eleitor são estratégias para um voto responsável. 

1) Eu, o eleitor 

Antes de avaliar as propostas ou o currículo dos candidatos é importante olhar para si mesmo e para sua coletividade. Alguns questionamentos podem guiar essa reflexão:

A qual grupo social e econômico eu pertenço?

Com quais ideologias e visões de mundo eu me identifico?

Quais problemas eu espero que o Poder Público priorize? 

Rio de Janeiro (RJ), 21/09/2026 - João Feres Júnior
Doutor em Ciência Política da IESP UERJ. Foto: João Feres Júnior/Arquivo Pessoal
 João Feres Júnior Doutor em Ciência Política da IESP UERJ. Foto: João Feres Júnior/Arquivo Pessoal – João Feres Júnior/Arquivo Pessoal

Em política, nem sempre os interesses convergem. Um empresário, um trabalhador assalariado e um profissional autônomo não necessariamente avaliam do mesmo jeito uma proposta como, por exemplo, o fim da escala 6×1. 

Homens e mulheres podem ter urgências distintas. Elas, inclusive, são mais da metade (53%) do eleitorado. Ainda assim, na atual legislatura, ocuparam apenas 15 das 81 cadeiras do Senado e 91 dos 513 assentos da Câmara dos Deputados. 

Não existe governo que agrade a todos o tempo todo. Toda decisão política implica escolhas distributivas. Quem governa pensando no bem comum tem que necessariamente administrar conflitos decorrentes de interesses divergentes, avaliando os impactos de suas ações. 

“Por isso é fundamental o eleitor saber quais são seus interesses políticos e econômicos”, diz o professor de Ciência Política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, João Feres Júnior. 

Ele destaca que muitos eleitores não têm clareza quanto aos seus próprios interesses – nem certeza de que, uma vez eleitos, os candidatos os representarão de fato. 

“Claro que há prioridades em relação às representações. Há partidos e candidatos que optam por atender prioritariamente aos mais pobres. Outros fazem políticas que beneficiam principalmente os mais ricos. E muitos eleitores não sabem, de fato, quais são suas prioridades. Principalmente porque, idealmente, o eleitor deve procurar se informar da melhor forma possível, mas, na prática, ele nem sempre tem acesso a informações de qualidade – principalmente quanto às boas práticas políticas, já que a imprensa está mais interessada em cobrir os escândalos”, pondera.  

2) O que faz um político? 

Brasília (DF), 21/09/2026 - Professora Débora
 Messemberg. Foto: UnB/Arquivo/Divulgação

Compreenda as atribuições de cada cargo; o que cada candidato, se eleito, poderá ou não fazer, de acordo com a lei. Passo básico, mas essencial para evitar frustrações e reduzir as chances de cair em falsas promessas — como um candidato a deputado prometendo construir um hospital ou pavimentar ruas, algo que cabe ao Poder Executivo decidir e executar – ou seja, presidente, governadores e prefeitos.  

“Parte das pessoas tem pouca informação sobre as competências dos legisladores”, diz a socióloga Débora Messemberg, professora da Universidade de Brasília (UnB). 

“Um senador ou um deputado federal têm muito poder para indicar a destinação das verbas públicas, seja porque aprova o Orçamento [da União], seja por meio de emendas [parlamentares]. Só que eles não executam [as políticas públicas]. Saber isso importa. Até porque, os candidatos [ao Poder Legislativo] que prometem fazer obras, construir não sei o que lá, estão dando uma clara demonstração negativa”, pondera Débora. 

A saber, compete: 

Ao Presidente da República: Exercer o Poder Executivo e a direção da administração federal; nomear e exonerar ministros de Estado e ocupantes de outros cargos da administração federal; comandar as Forças Armadas; enviar ao Congresso Nacional, anualmente, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e a proposta de orçamento; sancionar, promulgar ou vetar leis aprovadas pelo Congresso Nacional, bem como expedir decretos presidenciais que tratem da organização e funcionamento da administração federal; manter relações com Estados estrangeiros; celebrar tratados e convenções internacionais, entre outras coisas. 

Aos Governadores: Nomear e exonerar secretários estaduais; sancionar, promulgar ou vetar leis aprovadas pela Assembleia Legislativa estadual; decretar e executar a intervenção nos municípios; administrar a segurança pública no estado, inclusive nomeando os dirigentes das polícias Militar e Civil, bem como a rede estadual de ensino; os hospitais regionais e a infraestrutura de rodovias estaduais entre outras atribuições. 

Aos Deputados: O deputado federal atua no Congresso Nacional; o estadual, na Assembleia Legislativa do seu estado e os distritais, na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Cabe a eles, entre outras coisas, aprovar e modifica leis, fiscalizar o Poder Executivo (federal, estadual ou distrital, conforme o caso) e participar da elaboração do orçamento público (definindo para onde vão os recursos por meio de emendas e votações). 

Aos Senadores: Representar, no Congresso Nacional, a unidade federativa pela qual foi eleito; discutir, votar e aprovar leis federais; sabatinar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), diretores de agências reguladoras e julgar autoridades etc 

3) Ações valem mais que palavras 

Avalie o currículo, o histórico e as propostas do candidato. 

Quem o financia ou o apoia? 

Quais partidos compõem sua coligação e de que setores vêm seus principais apoios (grandes corporações, instituições financeiras, sindicatos, movimentos sociais)? 

As propostas que ele apresenta atacam a raiz dos problemas ou não passam de discursos genéricos? 

Brasília (DF), 22/09/2026 - Manual do eleitor, Francisco Uribam Xavier de Holanda, professor da Univ. Fed. do Ceará (UFC)
Foto: Francisco Uribam/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 22/09/2026 – Manual do eleitor, Francisco Uribam Xavier de Holanda, professor da Univ. Fed. do Ceará (UFC) Foto: Francisco Uribam/Arquivo pessoal – Francisco Uribam/Arquivo pessoal

Para o professor de Ciência Política da Universidade Federal do Ceará (UFC), Francisco Uribam Xavier de Holanda, analisar o conteúdo de campanha dos candidatos não é algo simples, pois exige um tempo de que a maioria dos eleitores não dispõem. Ainda assim, é algo da maior relevância. 

“Para a maioria das pessoas, é difícil encontrar tempo para fazer isso. Além do mais, é muito complicado para o cidadão se inteirar de algo tão sofisticado quanto os processos de financiamento de campanha, o uso do fundo partidário e os financiamentos privados – que muitas vezes são camuflados”, alerta Uribam. 

Ele também destaca que quase a totalidade dos candidatos elabora seus discursos e propostas com base em pesquisas eleitorais, raramente esclarecendo quais interesses e grupos realmente defendem. 

Se o candidato já ocupa um cargo político, verificar seu histórico e como ele votou ou atuou em projetos relevantes pode ajudar o eleitor a identificar incoerências, discursos vazios ou falsas promessas. 

“De certa forma, a campanha política é feita para manufaturar a vontade do eleitor, que tem que, a partir de sua condição de vida, pensar quem é que, quando chega ao poder, faz alguma coisa que ele percebe que lhe beneficia. Se eu tenho um filho pequeno e não tenho condições de pagar uma escola particular, quem são os políticos que não só incluem em seus programas a defesa das escolas públicas, mas que, se já tiveram oportunidade, fizeram com que estas chegassem ao meu bairro, à minha cidade?”, destaca Uribam. 

As propostas de governo, bem como a declaração de bens e a prestação de contas, com a relação de todos os doadores de campanha, podem ser consultados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

4) Alinhamento partidário 

Brasília (DF), 22/09/2026 - Manual do eleitor, Naiara Sandi de Almeida Alcântara, professora da Univ. Fed. do Pará (UFPA).
Foto: Naiara Sandi/Arquivo pessoal
Naiara Sandi de Almeida Alcântara, professora da UFPA. Foto: Naiara Sandi/Arquivo pessoal

No sistema político brasileiro, ninguém atua de forma isolada. Mesmo que nem todos os partidos tenham uma linha ideológica clara, é de se esperar que seus filiados demonstrem um alinhamento mínimo, uma disciplina partidária. 

“Cada partido tem seu programa, sua posição política e compõe uma bancada”, destaca a cientista política Naiara Sandi de Almeida Alcantara, professora da Universidade Federal do Pará (UFPA). 

Para Naiara, isso fica mais perceptível no Poder Legislativo, já que, em muitas votações, vale a chamada orientação de bancada – recomendação dada pelo líder partidário aos parlamentares de seu partido ou bloco parlamentar para que se posicionem ou votem em determinado sentido. 

Ou seja, um candidato pode se apresentar com um discurso e, quando eleito, se alinhar à diretriz partidária, mesmo que contrariamente aos interesses que prometeu defender. 

“Daí a importância de o eleitor conhecer não só as propostas e as trajetórias individuais dos candidatos, mas também as posições que o partido ao qual o candidato é filiado costuma adotar; seu programa e a quais outros partidos ele está associado”, acrescentou a cientista política. 

Para avaliar os partidos com rigor, o eleitor deve procurar observar: 

Como a legenda tem votado; 

As pautas que o partido historicamente apoia; 

Sua consistência ideológica; 

Suas alianças com outros partidos nesta e em outras eleições. 

5) Puxadores de voto 

Em 2010, Francisco Everaldo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, obteve mais de 1,35 milhão de votos, tornando-se o candidato a deputado federal mais votado do Brasil naquele ano. Em sua estreia na política, Tiririca ajudou a eleger outros três candidatos à Câmara dos Deputados, seus correligionários. 

Embora não fosse uma novidade, o fenômeno passou a ser chamado de Efeito Tiririca. Isso é possível porque no chamado sistema proporcional (que, no Brasil, é usado na escolha de deputados federais, estaduais e distritais, além de vereadores, nas eleições municipais) os candidatos são eleitos conforme o chamado quociente eleitoral. O cálculo é ainda mais complicado que o nome. 

Funciona assim: 

O total de votos válidos registrado em seu estado ou no Distrito Federal é dividido pelo número de assentos a que a unidade federativa tem direito. (Exemplo: se houver, em um estado com direito a dez cadeiras na Câmara dos Deputados, um total de 2 milhões de votos válidos, o quociente eleitoral será de 200 mil votos). 

Depois, os votos que todos os candidatos de um mesmo partido ou federação receberam são somados e divididos pelo quociente eleitoral. (Seguindo o exemplo, uma legenda ou federação cujos candidatos totalizarem 800 mil votos terá conquistado quatro assentos, ocupados por seus filiados mais votados e que tenham cumprido a cláusula de barreira individual — ao menos 10% do quociente eleitoral). 

Brasília (DF), 22/09/2026 - Manual do eleitor, Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Foto: Rodrigo Stumpf/Arquivo pessoal
Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – Rodrigo Stumpf/Arquivo pessoal

Ou seja: os chamados “puxadores de voto” carregam consigo, de carona, outros candidatos. “Por isso, muitas vezes, os partidos buscam celebridades, artistas ou atletas de grande visibilidade, capazes de receber grande número de votos, para fortalecer a legenda e auxiliar na eleição de outros candidatos menos votados”, explica o cientista político Rodrigo Stumpf González, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

Segundo ele, nos últimos anos, mudanças na legislação eleitoral impuseram algumas barreiras à eleição de candidatos pouco votados, como, por exemplo, a exigência de uma votação mínima. Mesmo assim, é preciso estar atento a fim de evitar arrependimentos futuros. 

“É importante o eleitor saber qual a nominata [lista oficial] do partido. E, se for o caso, que não vote [em determinada legenda] motivado por uma única pessoa”, acrescenta González.

“Também é importante lembrar que o número [da candidatura] não identifica só o candidato, mas também seu partido. Com isso é possível saber quem são os demais candidatos deste partido e quem, potencialmente, pode vir a ser eleito com os votos dados a uma celebridade.” 

6 – No dia da votação 

O 1º turno das eleições deste ano acontecerá em 4 de outubro. Em todo o Brasil, cerca de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar ajudarão a eleger os futuros deputados federais, estaduais ou distritais; dois senadores para cada unidade federativa; governadores e o presidente da República. 

No dia da votação, o eleitor pode levar consigo um papel com os nomes e os números dos candidatos ou candidatas de sua preferência e consultá-lo na cabine de votação para evitar esquecimentos. 

Ao contrário da “colinha”, o celular tem que ficar de fora da cabine de votação. Também é proibido votar portando máquina fotográfica, filmadora ou qualquer equipamento que permita ao eleitor registrar seu voto. Se necessário, a pessoa deve deixar o aparelho com os mesários. Em vigor desde 2009, a proibição foi adotada para, segundo o TSE, proteger o sigilo e o livre exercício do direito ao voto.

“Admitir o registro visual do exercício do voto poderia expor parte dos eleitores ao aliciamento por candidatos que não respeitam as regras para as eleições. Esses candidatos estariam diante de uma forma para captação ilícita de votos e, consequentemente, para corrupção, ante a possibilidade de obterem comprovação, por meio de imagens e vídeos, de que determinado eleitor lhe atribuiu o voto”, sustenta o tribunal. 

Qualquer cidadão poderá usar broches, adesivos e camisetas, limitando-se a fazer manifestação de apoio individual e silenciosa, inclusive com bandeiras políticas. Já a manifestação coletiva ou ruidosa é proibida, bem como a abordagem, o aliciamento e qualquer método para tentar influenciar outros eleitores. 

Cada pessoa tem o direito de se ausentar do serviço pelo tempo necessário para votar, sem prejuízo no salário. Pessoas com mais de 80 anos têm preferência sobre os demais eleitores, independentemente da ordem de chegada à seção eleitoral. Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem ser auxiliadas por alguém de sua escolha no momento de votar. 

Agência Brasil

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Bahia precisa eleger senadores que “remem pra frente” junto com Lula, diz Rui Costa

13 de setembro de 2026, 09:00

Foto: Maína Diniz/ Divulgação

A Bahia recebeu, nos últimos três anos e meio, o maior volume de investimentos federais de sua história, mas vai poder avançar ainda mais se o presidente Lula tiver no Congresso Nacional uma bancada comprometida com os projetos do seu governo. A garantia foi dada pelo candidato ao Senado Rui Costa (PT), durante comício do Time de Lula em Prado, no Extremo Sul da Bahia, na noite deste sábado (12).

“Nos últimos quatro anos, a Bahia teve o maior volume de investimento da sua história, com o presidente Lula colocando aqui o maior volume de recursos que qualquer presidente da República já colocou na Bahia. Mas eu sei que os baianos querem mais. E, para ter mais, a gente precisa ajudar o Lula”, afirmou Rui Costa, que coordenou o Novo PAC durante sua passagem pelo ministério da Casa Civil. Apenas através desse programa federal, foram assegurados mais de R$ 110 bilhões em investimentos e equipamentos no estado.

Ao defender os dois votos para o Senado em Jaques Wagner e Rui Costa, o candidato recorreu novamente à metáfora do barco para explicar por que considera fundamental eleger senadores que atuem na mesma direção do presidente da República.

“Se a gente botar um barco no rio e botar uma pessoa na frente do barco remando para frente e outra pessoa no fundo do barco remando para trás, esse barco vai andar? Então, nós precisamos botar as duas pessoas remando para frente”, comparou.

Rui citou como exemplo a proposta do governo Lula para ampliar a participação da União na segurança pública. Segundo ele, mudanças pretendidas pelo presidente dependem da aprovação do Congresso, o que torna a composição do Senado decisiva para a velocidade das ações do próximo governo.

“O presidente quer atuar na segurança pública, mas a Constituição limita a participação do governo federal. Olha o que ele fez: mandou, no ano passado, uma mudança na Constituição para o Congresso. Até hoje, o Senado não votou”, destacou.

O candidato lembrou ainda que, nesta eleição, cada eleitor baiano terá direito a escolher dois nomes para o Senado e pediu os votos para a chapa formada por ele e Jaques Wagner. “Por isso, o presidente pediu, em cada estado do Brasil, que as pessoas que ele confia, as pessoas que vão ajudar ele, saíssem candidato a senador da República.”

Para Rui, a eleição de Wagner e dele próprio significa dar a Lula uma bancada capaz de ajudar o governo a acelerar novos projetos e ampliar os investimentos federais na Bahia. “Essa dupla é amiga do Lula e vai ajudar o Lula a fazer mais pela Bahia”, concluiu.

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Giro pelo Piemonte da Diamantina: Deputado Osni Cardoso fortalece laços com a região (FOTOS)

09 de setembro de 2026, 11:10

Foto: Gervásio Lima

O deputado estadual Osni Cardoso cumpriu uma extensa agenda de compromissos no território do Piemonte da Diamantina no início desta semana. Entre segunda (7) e terça-feira (8), o parlamentar percorreu os municípios de Jacobina, Várzea Nova, Umburanas e Ourolândia, reunindo-se com apoiadores, lideranças políticas e a comunidade local.

Em Jacobina, na noite de segunda-feira, o encontro foi com agricultores familiares, quilombolas e apoiadores dos distritos de Lages do Batata e Caatinga do Moura.

Durante a passagem por Várzea Nova, na manhã de Terça-feira, Osni visitou os empreendimentos Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região (Coopag), reforçando seu compromisso com a economia solidária. Na mesma cidade, participou de um alinhamento político na residência da prefeita Daiane Pereira.

Em Umburanas e Ourolândia, naparte da tarde, o foco foi o desenvolvimento rural. O deputado integrou uma roda de conversa com produtores da agricultura familiar, um encontro promovido pelo vereador Borracha em conjunto com outras lideranças locais para debater demandas e melhorias para o setor.

A agenda reafirma a forte presença do deputado na região, ouvindo as bases e dialogando de perto com quem constrói o futuro do Piemonte da Diamantina.

Deputado Osni e a prefeita de Várzea Nova, Daiane Pereira

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Liderança da Bahia em energia renovável começou a ser construída em 2007

09 de setembro de 2026, 08:05

Foto: Reprodução

A liderança atual da Bahia na energia renovável é resultado de uma estratégia iniciada em 2007, no primeiro governo Jaques Wagner, quando o Estado começou a transformar um potencial inexplorado em oportunidade de desenvolvimento.

Naquele período, a Bahia não possuía parques eólicos comerciais nem uma cadeia industrial dedicada ao setor. A gestão atraiu investidores e atuou para viabilizar leilões e linhas de transmissão. Em 2009, no primeiro leilão federal exclusivo para energia eólica, a Bahia conquistou 18 dos 71 projetos contratados.

O símbolo dessa arrancada foi o Complexo Eólico Alto Sertão I, inaugurado em 2012 em Caetité, Guanambi e Igaporã. Formado por 14 parques e 184 aerogeradores, o projeto gerou 1.300 empregos diretos e indiretos. Cerca de 300 famílias passaram a receber pelo arrendamento de suas terras.

Para a população, a mudança foi além da paisagem. As obras movimentaram pousadas, restaurantes, transportadoras, oficinas e o comércio. Jovens encontraram trabalho mais perto de casa, enquanto agricultores ganharam uma nova fonte de renda.

Wagner também buscou fazer da Bahia uma fabricante de equipamentos. Alstom, Gamesa, Acciona, Torrebras e Wobben chegaram ao estado. Ao final daquele ciclo, eram seis fábricas implantadas e outra em instalação, abrindo vagas industriais e formando trabalhadores especializados.

A partir de 2015, Rui Costa ampliou essa base e abriu uma nova frente: a energia solar. Em 2017, Bom Jesus da Lapa recebeu o então maior complexo solar fotovoltaico do Brasil. O empreendimento criou cerca de 1.200 empregos durante as obras, 44% ocupados por trabalhadores locais.

Em 2022, mais 48 parques eólicos entraram em operação. A gestão Rui terminou com 261 parques e a liderança nacional na geração solar.

Jerônimo Rodrigues recebeu um estado já líder. Em janeiro de 2026, a Bahia tinha 381 usinas eólicas e respondia por mais de 37% da geração brasileira. Eram ainda 97 usinas solares, além de mais de 256 mil unidades de geração distribuída nos 417 municípios.

A indústria também ganhou novo impulso. A Goldwind inaugurou em Camaçari uma fábrica de turbinas, enquanto a Sinoma Blade passou a produzir no município as maiores pás eólicas já fabricadas no Brasil, gerando mais de 440 empregos.

Essa economia vai além do vento e do sol. A Bahia também se destaca no biodiesel e na biomassa e prepara projetos de etanol, biogás e hidrogênio verde. São novas possibilidades para técnicos, engenheiros, operadores, motoristas, comerciantes, pequenos fornecedores e trabalhadores rurais.

Hoje, aproximadamente 99% da eletricidade produzida no estado vem de fontes renováveis. O incentivo à energia limpa ajudará, no logo prazo, a criar empregos permanentes, formação profissional e oportunidades para quem vive nas regiões produtoras, além de garantir uma futuro melhor às próximas gerações.

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Wagner rompeu a hegemonia carlista e inaugurou um ciclo republicano na Bahia

06 de setembro de 2026, 06:59

Foto: Diego Mascarenhas

Ao derrotar nas urnas o grupo de Antônio Carlos Magalhães, em 2006, para o governo do estado, Jaques Wagner abriu um ciclo de mudanças nas relações políticas da Bahia. A vitória sobre o carlismo foi acompanhada de um governo com vocação para o diálogo, respeito aos adversários e atenção aos municípios sem exigir alinhamento partidário. A população deveria ser a destinatária do trabalho do governo, inclusive nas cidades administradas pela oposição. O coronelismo finalmente chegava ao fim na Bahia.

Essa orientação deu conteúdo ao perfil diplomático de Wagner. Os prefeitos adversários também representavam cidadãos com direito a serviços, obras e atenção do Estado. Recebê-los, ouvir suas demandas e estabelecer parcerias fazia parte da responsabilidade de governar. Essa verdadeira filosofia republicana foi preservada e consolidada pelos governadores Rui Costa e Jerônimo Rodrigues.

Resultados

Em 2013, Wagner aceitou que o governo assumisse a construção do metrô, que acumulava cerca de 13 anos de obras sem transportar passageiros, e o antigo trem do Subúrbio. A decisão atendia à população da capital, embora a Prefeitura fosse comandada pela oposição.

O resultado entrou no cotidiano dos baianos. Wagner inaugurou o primeiro trecho do metrô em 2014, Rui ampliou a rede, e Jerônimo avança com a expansão ao Campo Grande, apoiada pelo governo Lula. No Subúrbio, o antigo trem deu lugar ao projeto do VLT, que já iniciou a operação.

No primeiro ano de governo, Wagner promoveu a elaboração participativa do Plano Plurianual de 2008 a 2011. Cerca de 12 mil pessoas participaram das plenárias e apresentaram 8 mil sugestões. Com reuniões preparatórias e outras atividades, o processo mobilizou aproximadamente 40 mil participantes.

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