NEGÓCIOS

Desemprego pós-pandemia deve levar brasileiros a abrir próprio negócio

31 de maio de 2020, 17:32

Foto: Reprodução

Abrir o próprio negócio está entre os principais sonhos do brasileiro. Segundo o último relatório anual do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), divulgado em 2020 com dados de 2019 e realizado no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), empreender ocupa o quarto lugar na lista de desejos, atrás apenas de comprar um carro, viajar pelo Brasil e ter a casa própria. Os efeitos da pandemia do novo coronavírus, no entanto, que atingiram em cheio os pequenos negócios e já tiraram o trabalho de milhares de brasileiros, prometem deixar um legado complicado para a nova geração de empreendedores no País.

De 2008 a 2019, o número de brasileiros de 18 a 64 anos que tinham um negócio ou estavam envolvidos na criação de um pulou de 14,6 milhões para 53,4 milhões. Entre empreendedores em estágio inicial – incluindo as startups, lado mais efervescente desse fenômeno, que ganhou tração nos últimos tempos com políticas de incentivo e criação de disciplinas de empreendedorismo em cursos de graduação e pós-graduação -, o relatório aponta que 26,2% resolveram abrir um negócio para “ganhar a vida porque os empregos são escassos”, enquanto 1,6% tomou a decisão para “fazer a diferença no mundo”.

Para especialistas, o primeiro efeito da crise, dado o aumento do desemprego e a perspectiva de uma retração severa da economia brasileira, se dá na motivação do empreendedorismo. Dados do GEM apontam que, dos 55 países analisados, o Brasil está entre os dez primeiros onde a falta de emprego é mais levada em conta para abrir um negócio.

Será que o sonho de empreender se tornará um pesadelo? A inexistência de fluxo de caixa, a distância do cliente e as projeções nada animadoras de retomada da economia, que podem levar esta a ser a pior década na história do País, colocam em xeque o ecossistema empreendedor.

“Empreender é relevante tanto na euforia quanto na depressão econômica. Na euforia, muitos empreendem em função de novas oportunidades. Na recessão, por necessidade. Veremos nos próximos meses muitas pessoas que perderam seus empregos sendo obrigados a abrir um negócio. O desafio é encontrar oportunidades nas necessidades”, diz o professor de empreendedorismo do Insper Marcelo Nakagawa.

Em março e abril, foram fechadas 1,1 milhão de vagas com carteira assinada no País. Nos dados gerais, que incluem os informais, a taxa de desemprego chegou a 12,6%, e só não foi maior porque o desalento (pessoas que desistiram de buscar ocupação) foi recorde. Dentre as vagas, cerca de 54% das posições formais no mercado são originadas pelas PMEs (pequenas e médias empresas), segundo o Sebrae.

“Olhando para o próximo semestre, muita gente vai optar pelo empreendedorismo porque o mercado de trabalho não vai voltar completamente. Empreender vai ser uma saída para 2021 e 2022”, afirma Gilberto Sarfati, professor da FGV EAESP.

Segundo o superintendente do Sebrae-SP, Wilson Poit, esse cenário deve provocar um aumento significativo no número de microempreendedores individuais no mundo pós-pandemia, com muitos profissionais autônomos, como personal trainers e arquitetos, tornando-se donos de suas próprias empresas. No último mês, os MEIs chegaram a 10 milhões no País.

Quem já tem o próprio negócio em muitos casos tenta sobreviver. Já nas primeiras semanas da crise, 12% das pequenas empresas tinham demitido funcionários e 44% paralisaram atividades por conta da crise, segundo pesquisa do Sebrae realizada entre 7 de abril e 5 de maio.

Digitalização ‘a fórceps’

Aplicativos para praticar exercícios, pedir comida, fazer compras de alimentos, de plantas ou roupas. Lives, aulas a distância, eventos 100% online, de festas de casamento a consultas médicas e terapia. Quem investiu na digitalização da empresa ou se digitalizou a tempo, tem conseguido fazer parte do novo mundo criado pós-pandemia.

“A crise do novo coronavírus obrigou as empresas a serem mais ágeis e inovadoras para buscarem novas formas de venda, prestação de serviço, interações com colaboradores, fornecedores e clientes. A pandemia fez com que elas tornassem suas operações mais digitais ‘a fórceps’”, diz o professor do Insper Marcelo Nakagawa.

Segundo o superintendente do Sebrae-SP, Wilson Poit, o tema digitalização dos negócios é o segundo mais buscado pelos empreendedores nesses dois meses de crise, atrás apenas de “como conseguir crédito”. A entidade registra recordes de público em lives (média diária de 220 mil pessoas conectadas nas transmissões), consultorias agendadas (450 por dia) e atendimentos diários na central telefônica (2.875), além de 230% de aumento no número de pessoas que concluíram os cursos oferecidos.

Poit assegura que muitos dos empreendedores atendidos abriram seus negócios recentemente ou pensam em abrir a empresa no meio da pandemia. “Tem gente que tinha vontade de empreender e descobriu um nicho agora”, completa.

Para Nakagawa, a pandemia marcará o surgimento de novas necessidades de consumo e o retorno de antigas demandas. “Entre as novas, destaco a preocupação com a saúde, com o auto-desenvolvimento e novos aprendizados. Entre as antigas, e encontrando-se uma solução eficaz para o combate ao novo coronavírus, haverá maior demanda relacionada a indulgências pessoais (viagens, alimentação, moda) e também a interação presencial com outras pessoas (eventos, happy hours, serviços presenciais).”

De acordo com a quarta edição do estudo Monitor OIT: Covid-19 e o mundo do trabalho, realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de um em cada seis jovens deixou de trabalhar desde o início da pandemia. Sobre a construção de carreira em um cenário pré-pandemia, o relatório do GEM apontou que ‘fazer carreira’ está na oitava posição na lista de desejos do brasileiro.

Para a coordenadora do FAAP Business Hub, Alessandra Andrade, os jovens universitários são os mais afetados pelas mudanças nas relações de trabalho e, por isso, veem no empreendedorismo uma forma de aliar a formação universitária com propósito.

“O emprego, como os nossos pais conheceram, não vai existir mais. Um estudo da Foundation for Young Australians mostra que 70% dos empregos de entrada para os jovens vão ser afetados pela automação. 60% dos estudantes estão sendo treinados para empregos que serão mudados radicalmente”, conta ela. “Os jovens vão ter uma percepção diferente da carreira. E aí entra o empreendedorismo, não só para abrir um negócio, mas no comportamento, no protagonismo, na autorresponsabilidade. Vai ser uma história de carreira diferente para eles”, finaliza.

Empreendedorismo desde a idade escolar

Para dar conta do desejo do empreendedorismo, carregado por muitos jovens desde cedo, universidades de todo o País incluíram nos últimos anos disciplinas de empreendedorismo em cursos de graduação e pós-graduação. Em 2019, a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) adicionou módulos ao curso de bacharelado em Ciência da Computação diante do desejo de alunos de criar as próprias startups.

Incubadoras e aceleradoras de negócios também fazem parte das instalações de universidades pelo País, fomentando e suportando alunos empreendedores. Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) incluíram disciplinas de empreendedorismo para guiar os alunos. Atualmente, 185 cursos técnicos das Etecs trabalham competências empreendedoras, seja por meio de projetos, seja pela oferta de disciplinas específicas. Nas Fatecs, 40 dos 80 cursos oferecidos trabalham o tema.

Com os holofotes na tecnologia, as startups também ganham projeção nesse cenário. Em 2015, o Brasil tinha 4.151 startups. Atualmente, são 13.115, de acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Os especialistas ouvidos pelo Estadão concordam que esse ambiente está seguro, inclusive no campo da captação de investimento, exceto para as startups unicórnio (empresas que valem mais de US$ 1 bilhão), que pulam de rodadas em rodadas de investimento antes de apresentarem resultados efetivos de receita.

“Devemos dar atenção para as empresas que vendem e entregam a solução para o cliente. Isso é o que se tornará o novo padrão”, diz Sarfati, da FGV. Segundo Nakagawa, do Insper, esse é o momento em que investidores estão prontos para investir com recursos já captados, apenas esperando “uma lógica que indique como a atual crise evoluirá”. “Os investidores tenderão a ser mais lógicos optando por startups com modelos de negócios mais sólidos no que diz respeito à capacidade de geração de caixa.”

O Brasil tem 11 startups unicórnios (PagSeguro, Loft, 99, Stone, Gympass, Ebanx, Arcoeducação, Quinto Andar, Loggi, Nubank, iFood). Dessas, três tiveram que demitir funcionários devido aos efeitos da pandemia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Jacobina: JMC realiza doação de mais de 21 mil itens de proteção e anuncia ampliação do fundo de combate ao covid-19 para 2,2 milhões de reais

28 de maio de 2020, 05:39

Foto: JMC

(Da assessoria) – A Jacobina Mineração e Comércio (JMC), em apoio ao município de Jacobina no combate à Covid-19, doa diversos equipamentos de proteção individual e testes rápidos à Secretaria Municipal de Saúde de Jacobina e também anunciou a ampliação do recurso para apoiar o município de Jacobina durante a pandemia para dois milhões e duzentos e cinquenta mil reais. Entre os itens entregues ontem estão 20 mil máscaras cirúrgicas descartáveis, 1000 testes rápidos, 500 máscaras PPF2 e 100 protetores faciais.

Durante a entrega desses materiais à Prefeitura Municipal de Jacobina, a JMC informou que o apoio à saúde de Jacobina continuará e que a próxima etapa será a aquisição de móveis e equipamentos para montagem de leitos de UTI no município. Entre os itens que serão doados estão camas hospitalares, monitores cardíacos, ventiladores pulmonares, raio x portátil, hemogazômetro, poltronas removíveis, ambú reanimador, conjuntos de nebulização, desfibriladores, bombas de infusão e aspirador cirúrgico além de mais mil testes rápidos.

De acordo com Sandro Magalhães, vice-presidente de operações Brasil e Argentina da Yamana Gold, “não se enfrenta uma crise dessa de forma isolada, nesse momento de pandemia e crise mundial, a iniciativa privada vem se movimentando em apoio aos municípios e ao estado. Pensando nisso e no cuidado com nossa gente, a JMC conseguiu a extensão desse fundo que será inteiramente aplicado no combate ao coronavírus. Dentre isso algo que nos orgulha muito que é poder ajudar na montagem desses leitos no Hospital Regional de Jacobina, além das doações de máscaras, cesta básicas e kits de higiene e EPI’s que estamos fazendo ao longo desses meses”.

“Doar equipamentos de proteção é proteger os profissionais da saúde, e consequentemente proteger a população jacobinense. Nossas ações vão sempre levar em consideração atender também as necessidades desse setor. Com a ampliação deste fundo conseguiremos doar mais mil testes rápidos e mais de 60 itens para o Hospital Regional de Jacobina, que hoje é o hospital de referência para Covid-19 na nossa cidade. Nós esperamos conseguir entregar boa parte desses materiais até o final de junho”, explica o gerente-geral da JMC, Edvaldo Amaral.

Em entrevista com o prefeito de Jacobina, Luciano Pinheiro, o mesmo afirma que essa doação vem num momento muito importante, devido à dificuldade de encontrar esses equipamentos no país. “Gostaria de agradecer a Yamana Gold por esse apoio importante, onde nós vamos poder estruturar melhor ainda o Hospital Regional de Jacobina. A Yamana tem sido uma grande parceira de nossa cidade, sem falar da importância que é essa empresa para nosso município, com recolhimento do CEFEM, de ISS, pelo volume de compras que faz no comércio local, que dá essa visibilidade importante ao nosso município no país. Com essa doação de equipamentos para UTI’s a JMC vai sedimentar seu nome com reconhecimento de toda a cidade.”

“Não existe solução simplista para problemas de complexidade alta e, diante desta visão, o setor mineral baiano tem se destacado, pois através de seus comitês e seus rígidos protocolos de gestão de crises, soube identificar as necessidades e prestar apoio os municípios e estado, seguindo as melhores práticas de controle de saúde para proteção dos seus colaboradores e executando na prática importantes apoios às comunidades”, avalia Sandro Magalhães.

É com união, solidariedade e adoção das melhores práticas de prevenção que a JMC busca colaborar com o combate ao novo coronavírus.

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Percepção negativa do Brasil no exterior deve crescer com a crise do coronavírus, mostra índice

24 de maio de 2020, 08:54

Foto: Felipe Rau/Estadão

A crise do coronavírus deve deteriorar a imagem do Brasil no exterior, freando um lento movimento de melhora apresentado nos últimos anos. A conclusão é da Imagem Corporativa, consultoria em comunicação que mantém um índice anual sobre a percepção do País na imprensa estrangeira.

“A imprensa internacional tem sido muito objetiva em mostrar a falta de uma política integrada governo federal-governos estaduais e prefeituras em termos de combate à doença, ao distanciamento social e medidas preventivas”, diz Ciro Dias Reis, presidente da consultoria.

A consultoria trabalha com empresas nacionais que desejam exportar e com empresas e investidores estrangeiros interessados no Brasil – segundo Reis, a ideia é que o índice possa auxiliar na realização de negócios.

Há dois anos, ele é realizado em parceria com o Grady College, da universidade da Geórgia (EUA). Ele é feito utilizando uma inteligência artificial (IA), que varre veículos de 11 países (EUA, Inglaterra, China, Argentina, Canadá, China, Japão, Alemanha, França, Itália e Índia) e determina a porcentagem de notícias positivas e negativas sobre o País.

Em 2010, a percepção sobre o Brasil teve o seu melhor ano: 81% do que foi publicado foi positivo. Isso começa a se reverter em 2013 e atinge o pior ano em 2016, quando apenas 19% do que foi publicado era positivo. A empresa aguarda os números do período entre janeiro e abril deste ano, mas a expectativa é de erosão – em 2019, o índice registrou 37% de notícias positivas.

“O Brasil vinha em pequeno movimento de alta, mas a cobertura internacional de coronavírus tem sido impiedosa. Ela vem registrando a expansão da doença e o agravamento do números de infectados e de mortes, além da falta de condições adequadas do sistema brasileiro de saúde, com carência de infraestrutura hospitalar e equipamentos”, diz Reis. “Agora também terá a repercussão do vídeo da reunião ministerial”, diz.

“A nossa análise é muito fria em relação a governos, e se baseia inclusive em publicações econômicas, como Financial TimesWall Street JournalLés Echo e The Economist. E leva em conta todo ecossistema: impacto na econômia, emprego e até a dificuldade da produção de minério de ferro”, explica.

Segundo ele, o Brasil ainda interessa para investidores estrangeiros, mas o volume de notícias negativas tem feito com que tentem entender se a aparente falta de rumo persistirá no médio e no longo prazo.

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Produção de máscaras por pequenos empreendimentos movimenta economia na Bahia

08 de maio de 2020, 19:56

Foto: Divulgação/SDR

A produção de máscaras faciais vem trazendo uma oportunidade de renda para os 603 empreendimentos habilitados por edital do Governo do Estado. Mais de 5 milhões de máscaras estão sendo produzidas por associações, cooperativas e pequenas empresas de toda a Bahia. Deste total, 1 milhão de máscaras já foi distribuído pelo Governo do Estado para ajudar a combater a pandemia do novo Coronavírus.

O edital, que resultou em um catálogo eletrônico, foi lançado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com as secretarias do Planejamento (Seplan) e de Desenvolvimento Econômico (SDE).

O secretário da SDR, Josias Gomes, considera a ação fruto da preocupação permanente do Governo da Bahia em promover alternativas que protejam a população: “É preciso que cada um faça seu papel nesta luta contra a COVID-19. Nós, da SDR, estamos unindo esforços para enfrentarmos essa pandemia. E é uma das nossas ações para gerar renda para os pequenos empreendimentos, promovendo a produção de uma proteção tão necessária neste momento, as máscaras”.

A Cooperativa Rede de Produtoras da Bahia (Cooperede), com sede no município de Feira de Santana, é um dos empreendimentos habilitados pelo edital. A Cooperede está produzindo 2 milhões de máscaras, por meio de contrato com a CAR/SDR. Para atender a essa demanda, a cooperativa está envolvendo 500 mulheres dos territórios do Portão do Sertão, Sisal, Bacia do Jacuípe, Recôncavo, Nordeste II e Região Metropolitana.

Para a coordenadora geral da Cooperede, Maria Nilza da Conceição, o contrato foi muito importante para o fortalecimento do empreendimento, neste momento de crise: “Essa foi uma grande oportunidade para as mulheres que estavam paradas e sem perspectiva, e, agora, contam com uma renda. O benefício disso vai além da questão econômica, pois traz a essas mulheres ocupação para a mente, que também é importante neste momento em que precisamos estar isolados”.

Outro empreendimento que também está a todo vapor com a produção é o Costura Solidária Sustentável, da Península de Itapagipe, em Salvador, vinculado à Cooperativa Central de Agricultura Familiar, Reforma Agrária, de Trabalho e de Economia Solidária Urbana e Rural (Coopercentral). A encomenda inicial foi de 3 mil máscaras.

Segundo a representante do grupo de costureiras, Carine Nascimento, essa foi a única alternativa de renda para muitas mulheres: “Os empreendimentos de economia solidária estavam em grande aperto neste período, pois não temos consumidores para os nossos produtos. Com a produção de máscaras, mulheres negras, de periferias, e chefes de família voltaram a levar o sustento para suas casas”.

De acordo com o secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, o Governo do Estado está preparando novos insumos para a produção de outros 5 milhões de máscaras, entre os dias 20 e 25 deste mês, o que totalizará 10 milhões de unidades. “Com a produção das máscaras, o Governo da Bahia gera renda para milhares de famílias, ao tempo em que a distribuição em massa amplia a proteção das pessoas contra o Coronavírus”, destaca Pinheiro.

Catálogo eletrônico

O catálogo com os 603 empreendimentos habilitados no edital público da CAR/SDR está disponível para toda a população nos sites www.car.ba.gov.br e www.sdr.ba.gov.br.

Como forma de otimizar a divulgação dos empreendimentos habilitados, o catálogo foi enviado para prefeituras municipais, secretarias e órgãos do estado da Bahia, empresas e organizadores de campanhas de uso de máscaras. No catálogo constam nome, localização, formas de contato, tudo o que é necessário para encomendar as máscaras. E está dividido por Território de Identidade, para facilitar a encomenda.

Link do *catálogo eletrônico* : https://bit.ly/2SNlH8y

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Produção de álcool 70% e sabão se transforma em alternativa de renda para agricultores familiares do Oeste da Bahia

07 de maio de 2020, 11:58

Foto: Ascom/SDR

Agricultores familiares da Associação dos Produtores de Cana-de-Açúcar (Aprocana), da comunidade Brejo da Cachoeira, no município de Barra, no Oeste da Bahia, estão produzindo álcool etílico 70% glicerinado e sabão líquido, para dar apoio às ações de combate à COVID-19 no município.

A associação produz originalmente rapaduras, melaço e cachaça. Os produtos são vendidos para os mercados locais e para atravessadores, mas, com a pandemia, houve queda nas vendas. Foi então que surgiu a parceria com o Centro Multidisciplinar da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). A associação dispõe da matéria-prima e equipamentos do alambique e a UFOB da pesquisa e do conhecimento técnico.

Produção – O álcool etílico está sendo produzido a partir da redestilação da cachaça artesanal feita pelos agricultores familiares. Foram produzidos cerca 140 litros de álcool 70%. Já de sabão líquido 50 litros foram produzidos, a partir de óleo doméstico usado da comunidade e também da doação de bares, restaurantes e da população de Barra.

Além de contribuir com as ações de saúde no combate ao vírus, a ação está incentivando a economia local, pois a prefeitura do município está comprando a cachaça dos agricultores para a produção do álcool, possibilitando o incremento na renda de 80 famílias, neste momento de crise. Além disso, garantiu a compra de toda a produção de álcool e sabão, que estão sendo direcionados para assepsia de ambulâncias, equipamentos e a própria higienização das mãos dos profissionais da saúde. Também serão doados para casas de permanência de idosos e população carente.

Parcerias – O vice-diretor da UFOB, Paulo Roberto Filho, afirmou que a parceria com a associação e prefeitura vem sendo importante para a produção de saneantes, necessários no combate da pandemia e explicou como acontece a produção: “Estamos retirando o  álcool da cachaça e transformando em álcool 70%, ideal para desinfecção. Montamos uma estrutura de destilação controlada do álcool da cachaça e concentramos esse álcool para 75 a 85%. Depois, preparamos o álcool 70% glicerinado, que é uma fórmula indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)  e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)”.

A Aprocana está sendo beneficiada pelo projeto Bahia Produtiva, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), do Governo do Estado, a partir de empréstimo com o Banco Mundial. São R$R$ 178 mil que estão sendo investidos na requalificação da agroindústria dos derivados da cana-de-açúcar. A associação vem sendo acompanhada com assistência técnica e com um consultor para a elaboração do plano de negócios da reestruturação.

Com a atual realidade enfrentada pelo mundo, a associação vem se adaptando e fazendo novos planos para um futuro próximo. De acordo com o presidente da Aprocana e estudante de agronomia da UFOB, Nelson Lima de Meira, a parceria com a universidade melhorou a questão econômica atual da associação e trouxe novas perspectivas: “Com essa ação, envolvemos o produtor, pois adquirimos a matéria-prima dele e todos ganham. Essa é a nossa contribuição no combate a essa doença aqui na região. Além disso, hoje já vemos a produção do álcool e sabão como uma alternativa para agricultura familiar e vamos incluir no nosso projeto do Bahia Produtiva, pois sabemos que não dá mais pra viver sem esses produtos”.

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Rede de lojas da agricultura familiar estrutura serviço de entrega para atender à população de três municípios (Fotos)

05 de maio de 2020, 14:28

Foto: Ascom/SDR

A Monte Sabores garante suas compras para que você fique em casa. Esse é o lema da divulgação do serviço de entregas de produtos das lojas Monte Sabores, nos municípios de Monte Santo e Itiúba, a exemplo da tapioca fresca, polpas de frutas, ovos e temperos verdes, produzidos sem agrotóxicos por agricultores familiares da região. Assim como outros empreendimentos, a Rede Monte Sabores, que é vinculada à Cooperativa Regional de Agricultores Familiares e Extrativistas da Economia Popular e Solidária (Coopersabor), adotou como uma das estratégias de comercialização, o sistema delivery, que funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 12h, na sede desses municípios.

Produtos como a cerveja de licuri, azeite de licuri, artesanato de palha de licurizeiro, balas de licuri, biscoitos, geleias e outros artesanatos estão disponíveis para pedidos nas lojas de Itiúba, pelo número (74) 99134-4866, e em Monte Santo, pelo contato (75) 99892-0615. Os produtos também podem ser adquiridos pelos consumidores de Salvador, no conforto de suas casas, por meio de pedidos na plataforma http://www.escoarbrasil.com.br.

“Estruturamos esse serviço de entregas e estamos intensificando o trabalho de divulgação, em todos os meios, seja site ou redes sociais, para que as pessoas possam conhecer esse serviço, que não existia antes. A expectativa é que o serviço de entregas aumente a comercialização dos produtos”, explicou Luís Costa, da Coordenação técnica da Coopersabor.

A Rede Monte Sabores possui ainda uma loja no município de Senhor do Bonfim e Nordestina,  resultado da parceria entre a Coopersabor, a Associação Regional dos Grupos Solidários de Geração de Renda (Aresol) e os Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol). Além das lojas da Rede Monte Sabores, outras lojas, distribuídas pelo estado da Bahia, comercializam produtos da Coopersabor. Para saber mais informações sobre esses produtos e sobre a comercialização da produção da cooperativa, os interessados podem entrar em contato pelo número (75) 99158-5184 ou por e-mail: coopersabor.comercial14@gmail.com.

Ação solidária

Neste período de pandemia do Coronavírus, além de buscar alternativas para comercialização dos produtos, a Rede Monte Sabores está  disponibilizando serviços de comunicação do Cesol, visando a garantia de divulgação dos produtos. Também está apoiando a criação de Brigadas de Solidariedade, com pessoas que queiram se envolver no processo de arrecadação de alimentos e de materiais de higiene e limpeza, para doação. As brigadas estão realizando o mapeamento das famílias com maior nível de vulnerabilidade social, para a entrega dos materiais arrecadados, especialmente em municípios como o de Itiúba.

Investimentos Bahia Produtiva

A Coopersabor é uma das organizações baianas apoiadas pelo Governo do Estado por meio do Bahia Produtiva, projeto da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e cofinanciado pelo Banco Mundial. Os convênios firmados incluem apoio para o fortalecimento dos sistemas produtivos da ovinocaprinocultura, fruticultura e oleaginosas, beneficiando diretamente mais de 100 famílias, com investimentos da ordem de R$ 2,9 milhões. 

Estão sendo destinados recursos na contratação de profissionais da área de consultoria de planos de negócios e de assistência técnica e extensão rural (Ater). A cooperativa está recebendo investimentos também em infraestrutura incluindo construção de abrigos, implantação de cisternas, aquisição de máquinas e equipamentos, distribuição de mudas de palma, kit transporte e logística, pavimentação do entorno da fábrica, construção de sistema de armazenamento e tratamento de resíduos e aquisição de túnel de congelamento rápido para polpa, entre outras ações.

A Cooperativa

A Coopersabor tem sede no município de Monte Santo, e trabalha, por meio de seus cooperados, com uma diversidade de produtos oriundos do licurizeiro, como o azeite, o óleo, petisco de licuri torrado e salgado, doces, polpas e o licuri in natura, além de artesanatos da palha, mas se destacam a cerveja e o chopp de licuri, que vêm conquistando os paladares onde são apresentados.

Dentre as atividades, destacam-se o agroextrativismo e beneficiamento de outras frutas nativas, a exemplo do umbu e do maracujá da Caatinga. Também são beneficiadas frutas cultivadas nos quintais das propriedades dos agricultores e agricultoras familiares como acerola, manga e goiaba, além de trabalhar com produtos derivados da mandioca e a cadeia produtiva de caprinos e ovinos.

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Redução de 50% do salário é aposta das empresas para manutenção de emprego

25 de abril de 2020, 08:20

Foto: Reprodução

Os efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus são cada vez mais sentidos no bolso pelos brasileiros. É o que revela um levantamento feito pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que analisou negociações trabalhistas nos meses de março e abril a partir de dados encaminhados pelas empresas ao Ministério da Economia. Foram registradas 354 cláusulas de redução de salários em 255 acordos e convenções coletivas acertadas por empresas e sindicatos patronais com sindicatos de trabalhadores.

A redução de salário em 50% foi a mais comum entre as cláusulas que tiveram o objetivo de corte na folha de pagamento: esteve presente em 126 acordos ou convenções. Em média, cada acordo ou convenção contou com quatro cláusulas trabalhistas. Os dados fazem parte da edição de abril do Projeto Salariômetro da Fipe, coordenada pelo economista e professor Hélio Zylberstajn.
 
Foi a decisão tomada pela empresária Claudia Lino, sócia da agência de viagens Gate Tour, em São Paulo, que faz atendimento a empresas e ao turismo de lazer. Diante do número elevado de cancelamentos e pedidos de remarcação, ela reduziu salários e jornada da equipe – são 12 funcionários – em 50%.

Neste mês, o segmento corporativo manteve apenas 10% da demanda normal. E o turismo de lazer não teve pedidos. Claudia diz que vai fazer o possível para não demitir porque conta com uma equipe qualificada que será necessária quando os negócios voltarem.
 
Segundo Zylberstajn, é um pensamento corroborado pelos resultados do estudo. “As empresas negociam mais de um mecanismo em cada negociação. São quatro mecanismos em média. Com isso, as empresas vão conseguir passar pelos próximos três a quatro meses mantendo seu capital humano”, diz o professor sênior da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA-USP).
 
É o caso também da empresária Adriana Auriemo, sócia da Nutty Bavarian no Brasil. A rede especializada em castanhas doces teve que fechar seus 130 pontos de venda, localizados em centros com grande circulação de pessoas, como shoppings centers. A empresa, que tem sua estrutura administrativa e conta com 10 pontos de venda próprios, antecipou férias para a maioria dos funcionários em março. 
 
Neste momento, a empresa avalia qual a próxima medida, uma vez que não há qualquer previsão de reabertura dos shoppings e de retomada das vendas. 
 
Os setores com maior número de acordos e convenções são, não por acaso, aqueles mais afetados pelas medidas de contenção, como as restrições para a circulação de pessoas. O setor de bares, restaurantes e hotéis e agências de turismo registrou 56 acordos ou convenções, seguido pelo ramo de transporte e comunicações (55) e o de comércio (33), que inclui o varejo e o atacado. 
 
Acordos coletivos são aqueles acertados entre empresas e sindicatos de trabalhadores; convenções são mais abrangentes, negociadas entre sindicatos patronais e de trabalhadores.
 
Quem também aderiu aos instrumentos trabalhistas para preservar os funcionários foi o Cabana Burger. A rede de hamburguerias com oito unidades em São Paulo tem cerca de 360 funcionários, dos quais pouco mais de 300 no atendimento aos clientes. 
 
Apesar de já operar com delivery antes da crise e do aumento de mais de 200% nas entregas com o fechamento dos restaurantes, o faturamento total caiu 50%. “Estudamos os cenários para avaliar como fazer para manter o nosso quadro de colaboradores, porque a crise vai passar”, diz Paulo Assarito, CEO do Cabana Burger. A saída escolhida para evitar demissões foi aderir à medida que permite a redução de jornada e do salário de funcionários.
 
Funcionários que trabalham no atendimento, como garçons, tiveram redução de 70% nos salários: a empresa paga 30%, e o governo para a diferença para os trabalhadores. E os funcionários ficam em casa. Para os demais empregados, incluindo os cargos de diretoria, a redução foi de 25% nos salários e na jornada.

Bruno Oliveira e Marcelo Sakate da CNN, em São Paulo

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Cooperativa de Várzea Nova dribla crise com novas iniciativas para comercializar a produção

24 de abril de 2020, 09:03

Foto: Ascom/SDR

Buscando alternativas para viabilizar a comercialização de seus produtos, neste período de pandemia do novo Coronavírus, associações e cooperativas da agricultura baiana buscam novos formatos para o escoamento da produção. Com motivação e criatividade, cooperativas como a de Produção Agropecuária de Giló (Coopag), localizada no município de Várzea Nova, no Território de Identidade Piemonte da Diamantina, vem garantindo renda para dezenas de famílias de cooperados, possibilitando a continuidade da atividade leiteira na região.

De acordo com o vice-presidente da Coopag, Fred Jordão, as vendas para as redes de supermercados da região e da capital baiana continuam, mas a comercialização dos iogurtes, que é feita para prefeituras e destinada à alimentação escolar, está parada, pela suspensão das aulas. Por isso, o leite está sendo destinado à produção de queijos, gerando um excedente na produção.

A alternativa encontrada por um dos cooperados foi envolver todos os produtores no escoamento desse excedente da produção, para manter o fornecimento do leite. A partir da proposta, aceita pelos cooperados, cada um ficou responsável pela venda direta, para amigos, vizinhos, familiares, de 40 quilos de queijo ao mês. A iniciativa está dinamizando as propriedades dos cooperados e motivando-os a continuar o trabalho.

José Junior, produtor de leite, que trabalha em parceria com um irmão, no município de Tapiramutá, explicou que diante da pandemia e da possibilidade de reduzir a entrega do leite, pela dificuldade de escoamento da produção, teve a ideia de ajudar na comercialização desses produtos, além de oferecer para vizinhos e amigos, também para mercados próximos: “É dessa forma que estamos buscando sair dessa crise, com o menor impacto possível, com o serviço de entrega, ajudando também àquelas pessoas que não podem sair de casa, como os idosos”.

Fred Jordão destaca que, a partir do diálogo com os produtores, ou eles se envolviam, tornando-se ‘donos do negócio’, ou corria-se o risco de o laticínio suspender a coleta do leite: “Está dando certo! Tem produtor de leite que está vendendo acima da meta estipulada. Todo mundo entendeu a necessidade e está sendo muito interessante e positivo aqui para a gente, porque eles abraçaram a causa e cada um está vendendo seja para a mãe, vizinho ou amigo”.

Referência de agroindústria

 
A Coopag, que possui 180 cooperados, trabalha há mais de 20 anos com uma linha de laticínios de qualidade e sabores surpreendentes. Os produtos são elaborados com matérias-primas selecionadas e passam por um rigoroso controle, que proporciona mais sabor, nutrição e saúde para os consumidores. 

A cooperativa se tornou referência na agroindústria de pequeno porte da agricultura familiar. Atualmente, a produção mensal é de 150 mil litros de iogurte, sete mil quilos de manteiga, 20 mil quilos de queijo e 130 mil quilos de polpas com frutas.

Pontos de venda na capital


Iogurtes de café, coco, abacaxi, morango, ameixa, umbu e licuri, produzidos pela Coopag, estão disponíveis nas gôndolas de supermercados da capital baiana, como o Rede Mix e Hiperideal, nos bairros de Piatã, Alphaville, Imbuí, Pituba, Armação, Canela, Vila Laura, na BR-324 e também em Lauro de Freitas. Os produtos podem ser encontrados ainda nas lojas da Cesta do Povo e Almacem Pep. Além de iogurtes, na Cesta do Povo o consumidor encontra queijo e manteiga da Coopag.

Investimentos


Por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a Coopag vem recebendo apoio com investimentos voltados, tanto para o aumento da produtividade, quanto para a aquisição de equipamentos para a Unidade de Beneficiamento de Leite, possibilitando a diversificação da produção e a inserção de novos produtos ao mercado.

A cooperativa também foi contemplada com R$1,4 milhão, no edital Alianças Produtivas Territoriais, do projeto Bahia Produtiva, com o objetivo de estimular o crescimento produtivo da agricultura familiar da Bahia, por meio de parcerias com o setor privado.

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Governo da Bahia e consórcio chinês assinam ainda neste mês contrato para construção da ponte Salvador-Itaparica

10 de abril de 2020, 10:40

Foto: Divulgação

Segundo a coluna Farol Econômico do jornal Correio, além da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), um outro investimento de infraestrutura na Bahia impactado pela crise do coronavírus é a Ponte Salvador-Itaparica.

Primeiro, segundo a coluna, os chineses ficaram isolados lá e agora estamos todos isolados do lado de cá. Ainda assim, o governo baiano garante que o contrato de licitação com o consórcio vencedor será assinado até o final deste mês, portanto dentro do prazo previsto.

Segundo informações do governo baiano, equipes técnicas da Bahia e da China tem tratado desde janeiro questões como as áreas dos canteiros de obra, licenças ambientais e a apresentação de uma prévia do cronograma de construção.

Como a China já conseguiu controlar a pandemia e está retornando gradualmente as atividades em todo país, segundo informações apuradas pelo #Acesse Política, uma comitiva da China já está se preparando para viajar em voo fretado ao Brasil para assinar contrato com o governo da Bahia.

Fonte:  Site Acesse Política

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Sem aulas presenciais, escolas negociam mensalidades

03 de abril de 2020, 08:11

Foto: Reprodução

Com as aulas presenciais sem data de retorno, em algumas escolas particulares de São Paulo grupos de pais se organizaram para pedir desconto coletivo, enquanto outros se preocupam com a manutenção dos funcionários e professores pelas instituições. Em meio a isso, a Secretaria Nacional do Consumidor recomenda o diálogo e evitar a judicialização – uma vez que a alteração é “por força maior”.

Mesmo entre as escolas de elite, há divergências. A Saint Paul’s encaminhou nota aos pais, informando que dará desconto de 30%. “Esse valor será aplicado durante os meses em que a escola estiver operando por meio de plataformas de ensino online.”

Enquanto isso, o Bandeirantes informou que não dará desconto coletivo. O diretor Mauro Aguiar disse que a economia da instituição com a quarentena seria irrisória para conseguir reduzir a mensalidade dos 2.653 alunos. Ele ainda lembrou que a escola aumentou o investimento em tecnologia para poder oferecer o ensino a distância.

Na mesma linha, a Escola Mais não reduzirá a mensalidade, mas já está operando 100% digital e ofereceu ajuda a outras escolas para implementar o ensino a distância e ofertou gratuitamente todo o seu conteúdo digital, incluindo as aulas que acontecem em tempo real.

Já o Colégio Pentágono precisou esclarecer ontem a demissão de dois funcionários. Um grupo de pais criou abaixo-assinado para pedir a readmissão de um vigia e de uma secretária. A escola informou ao jornal O Estado de S. Paulo que foram duas saídas pontuais e as vagas serão repostas. “Eram demissões previstas. A escola tem 800 funcionários. Não foi por corte de gastos. Foi uma reorganização”, informou a diretora Dulcinea Machado.

O Pentágono deve soltar comunicado aos pais nos próximos dias para informar sobre a mensalidade. “Os descontos são casos individuais. Queremos ajudar os pais. Quem não conseguir pagar agora, estamos dispostos a negociar.”

O Dante Alighieri ainda está analisando desconto coletivo. O Santa Cruz preferiu não se pronunciar, mas a Stance Dual diminuirá em 12% a mensalidade de abril – mas informou que o valor será reposto em três parcelas equivalentes (4% cada) nas mensalidades de outubro, novembro e dezembro.

A Rede Decisão, que atende a 6 mil alunos em 11 escolas de São Paulo e Minas, com um público mais voltado para a classe média, pede paciência aos pais. Gabriel Alves, CEO da escola, disse que o momento é para pensar no coletivo. “Estão esquecendo que, se as escolas pararem de receber a mensalidade, vai ter gente que vai parar de receber salários. A ideia é manter o salário dos funcionários integralmente. Hoje tem muita gente olhando em causa própria. Tem pai pedindo desconto, outros que são contra as férias, outros contrários ao ensino a distância. No momento todos estão muito à flor da pele. O importante no momento é pensar mais no coletivo”, declarou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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