Municípios

Itaberaba: I Oscar da Chapada homenageará atletas e personalidades do esporte da Bahia

12 de outubro de 2019, 10:47

A cidade de Itaberaba, na Bahia, sediará no dia 22 de novembro, deste ano, o I Cerimonial Oscar da Chapada, onde serão homenageados os melhores do esporte, em diversas modalidades, da Chapada Diamantina. A solenidade acontecerá a partir das 19:30h, no Espaço Buffet Algo Mais e contará com a apresentação do jornalista esportivo e narrador de futebol, Thiago Mastroianni.

Aguardo com grande expectativa, o Oscar da Chapada já é considerado como um dos mais importantes eventos esportivos da Bahia. Serão homenageadas, além de atletas, personalidades que contribuíram e ainda contribuem com o esporte no Estado. Entre os destaque está o mestre de capoeira Lourival Souza, figura bastante conhecida na região de Jacobina (Piemonte da Chapada). Professor Lourival, como era chamado pelos seus alunos, foi o responsável em descobrir o talento de inúmeros atletas de capoeira que atualmente atuam em diversas partes do planeta, principalmente na Europa, como o mestre Pitbull (Marcos Paulo), do Grupo Jacobina Arte, que possui academias na Grécia, França, Croácia, Áustria, Alemanha, Indonésia, Itália e África do Sul.

Diversas celebridades do esporte brasileiro, principalmente baiano já confirmaram presença na cerimônia. Desportistas, artistas e jornalistas têm gravado vídeos em apoio ao evento, como o coordenador médico do Esporte Clube Bahia, Luiz Sapucaia, o jornalista esportivo Tiago Mastroianni, o técnico de futebol Quintino Barbosa (Barbosinha), o músico e mestre Tonho Matéria e Caipora integrante do Jacobina Arte da Croácia.

O idealizador e coordenador do Oscar da Chapada Diamantina é o desportista César Augusto Vaz Sampaio, popular César Pisquila, ex-presidente da Liga Desportiva de Itaberaba (LDI).

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Caém: Moradores da região do Bom Jardim reclamam de fechamento de creche

11 de outubro de 2019, 11:17

Foto: Notícia Limpa

Instalações físicas em perfeito estado, pintura nova e com mobiliário novo, assim se encontra a Creche Mãe Bebé, da localidade de Monteiro, comunidade rural pertencente ao município de Caém, próximo ao Bom Jardim. Rodeada por mato, abandonada, sem cuidadores e principalmente sem crianças, essa também é a Creche Mãe Bebé, que funcionou, de acordo informações de moradores do local, até o final de 2016.

É inacreditável, mas é verdade. O Notícia Limpa esteve visitando o estabelecimento educativo no final da manhã de terça-feira (8), e constatou o total abandono do que poderia ser um importante instrumento social para os moradores de Monteiro e adjacências, já que muitos pais utilizam os serviços da creche por não ter tempo integral disponível para os cuidados das suas crianças.

Os cerca de mil moradores que habitam aquela região estão desprovidos de um local adequado para deixar seus filhos enquanto trabalham; situação que tem gerado muita reclamação e indignação em saber, inclusive, que dispõem de infraestutura mas não podem contar com o equipamento funcionando. Vários são os lamentos das famílias. “Na creche os nossos filhos tinham as refeições, tiravam um soninho, tomavam banho e brincavam com os cuidados das professoras”, conta uma mãe que pediu para não ser identificada.

Papel da creche – Muitos pais preferem deixar seus filhos na creche do que sob cuidados de uma babá, por entender que a criança se socializa melhor convivendo com outras crianças e por achar um risco deixá-los sob cuidado de uma só pessoa. Na creche se ministra apoio pedagógico e cuidados às crianças com idade até o fim dos seus três anos.

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Jacobina: Clientes da nova Barraca do Flávio cobram da Prefeitura a instalação de banheiros e água na Orla do Mercado Velho

07 de outubro de 2019, 22:22

Foto: Notícia Limpa

A demolição de um dos principais pontos de encontro e entretenimento de Jacobina – a cinquentária Banca 2 Lauras, que passou a se chamar ‘Banca do Flávio’ após o seu novo proprietário, um jovem de origem humilde que fazia o papel de jornaleiro do estabelecimento assumir o a sua administração – passa novamente a ser motivo de indignação.

Já se passaram dois meses da derrubada pela Prefeitura Municipal da ‘barraca’ original que funcionava próximo à cabeceira da Ponte Francisco Rocha Pires, na Avenida Orlando Oliveira Pires e, após ser construído em tempo recorde, o novo espaço do Flávio, nas imediações do Mercado Municipal (Mercado Velho), não tem conseguido oferecer aos seus frequentadores condições de permanência no local por falta, principalmente, de um sanitário público e água encanada.

Mercado Municipal de Jacobina (Mercado Velho)

Mesmo autorizando a construção do espaço para a comercialização de produtos como lanches e diversos tipos de bebidas, assim como todos os estabelecimentos que trabalham com os mesmos produtos na chamada ‘Orla do Mercado Velho’, a ‘nova Banca do Flávio’ não dispõe de um local para que seus clientes utilizem como banheiro, o que tem forçado os que precisam usar o cais que margeia o Rio Itapicuru e até mesmo a via pública; algo mais complicado quando quem precisa sé uma mulher.

A transferência da Barraca do Flávio para a Orla do Mercado Velho faz parte do anúncio da implantação da ‘Praça de Alimentação de Jacobina’, que estaria transferindo também todos os food trucks que exploram o espaço do chamado ‘Sambódromo da Matriz’, uma lage construída sobre o Rio do Ouro, nas imediações da Praça Castro Alves. Mas o que já se pode perceber  é que os estabelecimentos estão sendo construídos sem um padrão pré-definido, o que colocará a nova ‘praça de alimentação’ como mais um local sem projeto de ordenamento urbano na cidade.

“A população de Jacobina e Flávio merecem respeito. Como é que destroem um espaço que já fazia parte até mesmo do turismo regional e o mínimo que se ofereceu ao cara não é cumprido?, reclamou um cidadão que pediu para não ser identificado.

Já outro cliente reclama da falta de infraestrutura do local: “sem água encanada e sem banheiro e sem outras intervenções físicas por parte do Poder Público Municipal, o local para onde o estabelecimento foi deslocado não apresenta infraestrutura adequada para receber visitantes”.

Além da Barraca do Flávio, os boxes (bares) existentes há décadas na Orla do Itapicuru nunca tiveram atenção do Executivo Municipal. Não existem banheiros para atender os frequentadores. “A colocação de um banheiro químico como emergência já resolveria em parte o problema”, solicita Rafael Dias, cliente dos estabelecimentos da Orla.

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Mandacaru vai de encontro a simbolismo verbal e mostra que pode sim dá sombra e encosto

07 de outubro de 2019, 16:00

Foto: Gervásio Lima

*Por Gervásio Lima –

Um pé de mandacaru situado em uma pequena propriedade localizada no povoado de Quebra-Coco, próximo ao município de Caém, há anos vem chamando a atenção dos moradores e de visitantes e já está sendo considerado patrimônio cultural e atração turística da localidade. A robustez da árvore e sua altura vão de encontro à média das plantas da mesma espécie.

Conforme informações de vizinhos ao ‘Mandacaru Gigante do Quebra-Coco’, como é conhecida, a planta já atingiu mais de 10 metros de altura, antes de ser radicalmente podada para servir de alimento para animais (a altura máxima das plantas comuns chega a 6 metros). Somente suas ramas cortadas de uma única vez foram suficientes para encher a caçamba de dois caminhões. Os moradores lamentam a poda, mas se dizem aliviados ao perceberem que o caule da planta voltou a ramificar.

O terreno onde o mandacaru se encontra é do empresário Joilson Lima. Segundo ele seu primeiro contato com a árvore “foi como um amor à primeira vista”. Joilson prometeu conservar o famoso cacto e, principalmente, nunca mais podá-lo. “O mandacaru é o nosso xodó. Irei preservá-lo, assim como as demais árvores nativas que encontrei, para manter viva a história ambiental do local para as gerações futuras”, prometeu.

Este era o Mandacaru Gigante em foto tirada em outubro de 2013 (Foto: Gervásio Lima)

De acordo com a definição dos dicionários, mandacaru significa “cacto (Cereus jamacaru), da família das cactáceas. Nativo do Brasil, de porte arbóreo, ramificado, com flores grandes que se abrem à noite, típico da caatinga, onde serve de alimento ao gado, é também cultivado como ornamental e por propriedades terapêuticas”.

O Mandacaru nasce e cresce no campo sem qualquer trato cultural. A semente espalhada pelas aves ou pelo vento, não escolhe lugar para nascer. Até sobre telhados pode ser encontrado pé de mandacaru. A espécie, típica do Bioma Caatinga, pode atingir 5 até 6 metros de altura. Adaptada a viver em ambiente de clima seco, com quantidades de água reduzidas, suas folhas se transformaram em espinhos que são elementos de defesa frente aos animais herbívoros. Por ter espinhos no lugar das folhas, a maioria de suas espécies não faz sombra nem dá encosto para pessoas ou bichos, daí o simbolismo verbal: “mandacaru, nem dá sombra nem encosto”.

Alimento – Existe uma variedade sem espinhos, mas a variedade mais comum é altamente espinhenta e assim como as desespinhadas é usada também na alimentação de animais, quando seus espinhos são queimados ou cortados. Esta variedade tem sido a salvação dos animais que restam neste período mais seco dos últimos 50 anos, vivido atualmente na maioria do nordeste do Brasil, principalmente nos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí e Paraíba. Para alimentação do gado se corta e queima a parte espinhosa. O mandacaru resiste a secas, mesmo das mais fortes.

Suas flores são brancas e pode chegar a aproximadamente 30 centímetros de comprimento. Entre suas principais curiosidades estão o tempo de vida de suas flores. Os botões das flores geralmente aparecem no meio da primavera e cada flor dura apenas um período noturno, ou seja, desabrocham ao anoitecer e ao amanhecer já começam a murchar. Seu fruto tem uma cor violeta forte, a polpa é branca com sementes pretas minúsculas, e serve como alimento para diversas aves típicas da caatinga, como o Cancão e o Periquito. Algumas pessoas também fazem uso da fruta na culinária.

A identificação do mandacaru com o povo nordestino e sua cultura não está somente relacionada aos períodos de estiagem, mas também por apresentar características como durabilidade, adaptabilidade e beleza. O cacto se identifica ainda através do folclore popular por conta da sua resistência em áreas consideradas de difícil sobrevivência. O sertanejo associa à floração do mandacaru a chegada das chuvas.

Pedagógico – Em trabalho divulgado na internet, a pedagoga com pós graduação em psicopedagogia, Cristina Chabes, que atua na rede estadual de ensino na capital paulista, mesmo reconhecendo que nunca viu um mandacaru de perto, escolheu a música ‘Xote das Meninas’, do rei do baião, Luiz Gonzaga, para ensaiar uma festa junina com seus alunos. Segundo a professora Cristina, a partir da apresentação da música, onde a planta aparece como uma identificação do povo nordestino e sua cultura, surgiram diversas curiosidades e o interesse dos alunos em conhecer e pesquisar sobre a história, cultura, hábitos e músicas da região, principalmente da Caatinga.“Luiz Gonzaga consagrou o mandacaru com o xote das meninas em 1953, onde ele cantava que ‘mandacaru quando flora na seca é o sinal que a chuva chega no Sertão…’. O compositor menciona um pouco da história da sua região e das dificuldades vividas pelo povo nordestino”, justificou a escolha da música que tem o Mandacaru como símbolo principal da letra da música.

Medicinal – Conforme informações contidas em um dos maiores cadastros de ervas medicinais da internet brasileira (o site: http://www.plantasquecuram.com.br/ervas/mandacaru.html#ixzz2iSwT0htK), o mandacaru é considerado também como uma planta medicinal. Tendo como princípios ativos, o ácido nucleico, lipídios, proteínas e resina, ele é diurético (atua no rim, aumentando o volume e o grau do fluxo urinário, que também promove a eliminação de eletrólitos como o sódio e o cloro; sendo usado no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardíaca ou cirrose hepática) e cardiotônico (com capacidade de aumentar a força de contração dos músculos cardíacos). É indicado no tratamento da afecção pulmonar, catarro da bexiga e retenção da urina; tem poder estimulante e tônica para o coração; a partir do consumo de suas flores ‘in natura’ ou secas, polpa dos frutos, caule batido em liquidificador com água e de pomada feita da tintura da seiva do caule.

*Jornalista e historiador.

 

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Jacobina: Implantação de dissipadores no centro da cidade divide a opinião pública

23 de setembro de 2019, 13:02

Foto: Notícia Limpa

A implantação de blocos dissipadores nas transversais das ruas Manoel Novaes e Dos Humildes, no centro de Jacobina tem dado o que falar. Por ser algo novo para a maioria da população, a obra que visa conter a velocidade da água em períodos de chuva, evitando alagamentos em sua jusante, virou até mesmo ‘meme’ nas redes sociais.

Os dissipadores são usados geralmente em locais fora da área central das cidades

O dissipador de energia (ou de velocidade) de água é um dispositivo que visa promover a redução da velocidade de escoamento de água nas saídas de bueiros, descidas d´água, sarjetas (elementos em forma de calha que captam água pluvial, localizadas nas vias publicas paralelas ao meio fio) e valetas. O objetivo de sua construção é o de reduzir riscos de erosão. Existem diversos tipos de dissipadores de energia, todos com o princípio básico de exercer uma força de obstrução e de atrito para desacelerar o escoamento, onde grande parte da energia danosa é perdida.

Muitos jacobinenses conhecem o custo da falta de um sistema de drenagem urbano de águas pluviais. Os diversos alagamentos ocorridos na cidade causaram prejuízos de bens materiais, destruição da pavimentação, erosões, deslizamentos e outros problemas. As últimas grandes intervenções na drenagem de águas pluviais na cidade de Jacobina aconteceram durante os dois governos do então prefeito Carlito Daltro (1983 – 1988 e 1993 – 1997), ou seja, há mais de 30 anos, desde o seu primeiro mandato.

Fazendo parte do conjunto de obras para ampliação do fechamento das rua Coronel Teixeira e da Afonso Costa, dando continuidade a mais uma grande obra de Carlito Daltro, o conhecido Calçadão, a Prefeitura de Jacobina decidiu optar por fechar definitivamente duas vias.

Por conta dos problemas causados pela grande quantidade de água que desce da serra do bairro da Caixa D´água em período chuvoso seria justificável a construção de ‘tranquilizadores’, mas a obra está sendo criticada por prejudicar a mobilidade urbana do centro do município. “A construção de uma galeria não resolveria o problema?”, questiona o auxiliar de serviços Gerais, Antonio Gomes. Já o técnico em informática, Gerson Souza, prefere ironizar para demonstrar sua insatisfação, “Está parecendo um mausoléu, uma tumba de cemitério. Não tinham alternativas para conter água da chuva?”.

Existem também os que aprovam a intervenção. Um empresário que não quis que seu nome fosse revelado parabenizou o prefeito pelas mudanças anunciadas no centro da cidade, se referindo ao chamado ‘Novo Calçadão’ e a obra para contenção de águas pluviais. “Vai melhorar o movimento das lojas próximas das obras e poderemos dormir tranqüilo em noites de chuvas”, comemorou.

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Governo do Estado publica aviso de licitação da Ponte Salvador – Itaparica

18 de setembro de 2019, 08:22

Foto: Ascom Gov/Ba

Está publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (18) o aviso de licitação da Ponte Salvador – Itaparica, conforme foi antecipado pelo governador Rui Costa durante o #PapoCorreria, realizado na noite de terça-feira (17). De acordo com a publicação – disponível na área do DOE destinada exclusivamente a licitações – as obras e os serviços de operação e manutenção deste novo sistema rodoviário vão ser executados por meio de Parceria Público-Privada (PPP), na modalidade de concessão patrocinada.

O edital da concorrência pública e seus anexos poderão ser obtidos, a partir do próximo dia 23, no site da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra), pelo endereço www.infraestrutura.ba.gov.br, no menu Editais. Os interessados poderão obter informações através do e-mail pontesalvadoritaparica@infra.ba.gov.br e do telefone (71) 3115-2174. “Até o final de novembro, nós faremos o leilão na Bolsa de Valores de São Paulo”, disse o governador durante a live nas redes sociais na noite de ontem.

O governador Rui Costa deu a notícia durante o #PapoCorreria, realizado na noite de terça-feira (17).

A ponte Salvador-Itaparica terá 12,4 km de extensão e integrará o Sistema Viário do Oeste (SVO), que beneficiará 10 milhões de pessoas, que vivem em cerca de 250 municípios da Bahia. Com a construção da ponte e demais intervenções viárias do projeto, a Ilha de Itaparica, o sul do Recôncavo e o território do Baixo Sul terão o crescimento socioeconômico estimulado, como ocorreu no Litoral Norte após a construção da Estrada do Coco e da Linha Verde.

O plano de desenvolvimento prevê o estímulo a nove setores: educação, saúde, segurança pública, logística, indústria naval, turismo, agricultura, comércio e construção civil. Em 30 anos, a expectativa é que o crescimento dessas atividades crie 100 mil novos postos de trabalho. A ponte Salvador-Ilha de Itaparica será a segunda maior da América Latina e ocupará a 23ª posição no ranking mundial de pontes.

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Disputa por terras ameaça mil famílias no sertão da Bahia

16 de setembro de 2019, 20:58

Foto: Reprodução

Um vento frio cortante corre no povoado de Ladeira Grande, zona rural de Casa Nova (BA), em uma manhã do início de agosto. Homens vestem os seus raros agasalhos, mulheres enrolam lenços na cabeça e famílias inteiras sobem na carroceria de um caminhão. Juntos, os camponeses vão ao cemitério do povoado, onde rezam uma novena para uma vizinha que havia morrido sete dias antes. É assim desde o tempo dos seus pais, avós e bisavós dos moradores locais, que há gerações ocupam a mesma porção da terra arenosa e formam comunidades de fundo e fecho de pasto.

Este sentimento de comunidade, contudo, corre o risco de se dissolver frente à possibilidade de despejo de cerca de mil famílias que vivem na zona rural do município baiano, a cerca de 570 km de Salvador. A valorização das terras da região, com a chegada de usinas eólicas e a perspectiva de novos empreendimentos, provocou uma disputa pela posse de uma área que pode chegar a 600 mil hectares, o equivalente a cerca de seis vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Uma das maiores áreas é reivindicada pela empresa mineira Bioma Terra Nova Participações, que desde o ano passado iniciou uma ofensiva para cercar terrenos e tomar posse de terras na região.

Certidões e contratos aos quais a reportagem teve acesso apontam que terras foram incorporadas ao patrimônio da Cia Agropecuária Amorim Passos, empresa com sede em Casa Nova, antes de serem vendidas para a Bioma Terra Nova. A reportagem não conseguiu contato com as duas empresas.

A Prefeitura de Casa Nova alega que o setor de tributos identificou uma quantidade fora do comum de transferências de terras na região. A troca da posse, diz o prefeito, seria uma forma de “esquentar” documentos falsos.

“Quando fomos pesquisar que áreas eram essas, percebemos que eram regiões já ocupadas por famílias. São terras que passaram de pai para filho. Não temos dúvida de que se trata de uma ação de grileiros”, afirma o prefeito Wilker Torres (PSB).

Um mapeamento das terras reivindicadas pelas empresas foi feito pela Comissão Pastoral da Terra com base em dados do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

O caso é investigado pelo Ministério Público do Estado da Bahia, que instaurou procedimento para apurar possíveis crimes de falsificação ideológica e formação de quadrilha (ver aqui). A apuração corre em sigilo.

A Coordenação de Desenvolvimento Agrário, órgão do Governo da Bahia, informou que está fazendo avaliações técnicas e cartográficas para apurar se há inconsistências ou irregularidades no histórico das propriedades.

O secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, afirma que o governo intensificou a regularização fundiária nas regiões com potencial eólico e que fará uma varredura completa na documentação das terras na zona rural de Casa Nova. “Temos certeza de que vamos encontrar muitas situações de terras devolutas. São áreas pouco propícias para a agricultura.”

Nas comunidades de fundo de pasto, o clima é de apreensão entre os agricultores. Desde o fim de 2018, empresas começaram a mapear terrenos com o uso de drones e enviar trabalhadores para desmatar e cercar terras dentro do município.

Foi o que aconteceu no povoado de Ladeira Grande, a cerca de 50 km da zona urbana de Casa Nova, onde centenas de famílias vivem da criação de caprinos e ovinos, além da produção de mel.

O agricultor Alonso Dias Braga, 68, que nasceu em Ladeira Grande, afirma que sua família vive nas mesmas terras há mais de cem anos.

Ele diz que forasteiros começaram a desmatar e marcar terrenos próximos a sua casa no início deste ano, mas a comunidade se uniu para arrancar os piquetes instalados na região.

“Por enquanto, a gente está aqui resistindo. Mas só Deus sabe o dia de amanhã”, contou Braga, que vive no povoado com a mulher e seis filhos.

Avelar Oliveira da Silva, 43, que também cria cabras e ovelhas no povoado, corre o risco de ver se repetir a mesma história que sua família viveu na década de 1980, quando foi desalojada de suas terras por causa da inundação causada pela construção do reservatório de Sobradinho.

“Eu já nasci aqui. Mas meus pais e meus irmãos foram tirados lá do [povoado] Riacho Grande por causa da barragem. E, agora, isso de novo. A gente vai para onde?”, questiona o agricultor.

Nascido no povoado de Melancia, Silva mudou-se para Ladeira Grande após o casamento, quando passou a viver nas terras dos sogros, que nasceram e se criaram naquela localidade. Apontando para o retrato dos sogros pendurado na parede, diz que a família de sua mulher vive nas mesmas terras há décadas.

Além dos desalojados com a construção da barragem de Sobradinho, a zona rural de Casa Nova possui histórico de décadas de disputas territoriais.

Em 2008, centenas de famílias do povoado Areia Grande ficaram na iminência de serem desalojadas depois de a Justiça dar ganho de causa pela posse das terras para uma empresa da região.

Na época, prepostos entraram nas comunidades e destruíram casas, chiqueiros, currais e roçados. Um ano depois, um dos líderes da comunidade, Zé de Antero, foi assassinado em um crime que ficou sem solução.

Coordenadora da Comissão Pastoral da Terra na região, Marina Rocha classifica o cenário de disputas por terras como um problema histórico e grave em Casa Nova. E diz esperar que o poder público regularize as propriedades para garantir a segurança e estabilidade para os agricultores.

“São famílias que vivem secularmente na região, criando e produzido. Mesmo que não tenham documentos, eles têm a posse da terra. Retirá-las de suas casas é um crime e uma ameaça ao jeito de viver destas populações”, afirma.

Bahia Notícias *João Pedro Pitombo 
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Político não é profissão, corretor imobiliário sim

16 de setembro de 2019, 11:59

Foto: Reprodução

*Por Gervásio Lima – 

Em qualquer área de atuação o conhecimento identifica a qualidade do profissional, mas apenas saber não caracteriza o sujeito como completo. A teoria é fundamental, é a base e o enriquecer do conhecimento; enquanto a prática, não menos importante, é o complemento essencial e a realidade da concretização.

Não basta querer ser, é preciso ter certeza do que almeja. Convicto de sua escolha, o próximo passo é ‘se jogar’ naquilo que decidiu fazer, sem medo de ser feliz. Contudo, não obstante, no entanto… Faz-se necessário utilizar sempre a responsabilidade e a humildade como parâmetros.

A identificação da vocação não se aplica somente na escolha da profissão que exerce ou venha a exercer. Algumas atividades requerem estudos de um dado conhecimento, como as profissões de médico, engenheiro, biólogo, e assim por diante, enquanto para outros trabalhos não se exige necessariamente a posse de um diploma, nem um simples certificado de escolaridade.

Quando se trata da política, então, sendo ‘profissão um trabalho ou atividade especializada dentro da sociedade, geralmente exercida por um profissional’, seria correto afirmar que político não é profissão. Na visão de especialistas na área, é uma função de caráter temporário e seria inadequada uma comparação dos políticos com a classe trabalhadora, pois a função dos políticos é representativa e não prestadora de serviços.

A atuação política pode até não ser formalmente considerada uma profissão, entretanto não faltam pessoas que fazem dela uma carreira, seja apenas para suprir interesses pessoais, seja para atender às “demandas sociais”. Muitos vêm na atividade a possibilidade de ascensão. Difícil, então, abrir mão dos privilégios, prática comum nos rincões do Brasil.

O ‘profissional na política’ não é o mesmo de ‘profissional político’. Um seria “cobra criada” e o outro a própria criatura.

Existem prefeitos e vereadores que vão mais longe. Vez ou outra aparecem notícias escabrosas de práticas abusivas daqueles que foram confiados os votos da população. Por está exercendo um cargo eletivo, temporário, gestores e edis se acham donos das povoações que representam. Se vacilar eles leiloam e vendem os patrimônios públicos de suas cidades. Aí sim, se transformariam em corretores imobiliários, aquele profissional re realiza a intermediação entre o vendedor e o cliente que deseja comprar um imóvel urbano ou rural. Profissão de corretagem.

 

*Jornalista e historiador

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Irresponsabilidade da CTNBio produz ‘super mosquito’ da dengue

16 de setembro de 2019, 09:20

Foto: Reprodução

Sem ter sido consultada e muito menos esclarecida sobre os riscos a que estaria sendo exposta, a população do distrito Pedra Branca, em Jacobina (no norte da Bahia) foi cobaia de um experimento realizado entre 2013 e 2015, com autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Durante esse período, os 1.144 moradores foram infestados com milhares de Aedes aegypti geneticamente modificados (GM) pela empresa Oxitec. Participaram a organização social Moscamed e a Secretaria Municipal de Saúde.

Aparentemente inofensivos, tinham a missão de copular com fêmeas do Aedes comum e transmitir aos descendentes uma proteína capaz de matá-los antes de chegar à idade reprodutiva. Pela propaganda, os insetos GM não se reproduzem com outras espécies e muito menos se perpetuam no ambiente.

O objetivo era reduzir a população de Aedes selvagem, responsável pela transmissão do vírus causador de mais de 1.800 casos de dengue no município em 2012. Embora a Oxitec afirme que ao final do projeto tenha reduzido em 92% a população dos mosquitos da dengue, em 19 de agosto de 2014 o prefeito de Jacobina, Rui Macedo, decretou situação de emergência no município justamente em virtude da doença.

Fracassada no combate ao mosquito “do mal”, a tecnologia do Aedes “do bem” pode ter causado alterações ecológicas ainda desconhecidas em Jacobina. Isso porque os milhões de transgênicos OX513 liberados na cidade transferiram seus genes modificados em laboratório para a população natural de Aedes aegypti. Ou seja, os transgênicos teriam se reproduzido e se perpetuado no ambiente. O dado, que desmente a Oxitec, foi revelado na última terça-feira (10) em artigo publicado no boletim eletrônico Scientif Reports, do grupo Nature Research.

Pesquisadores da Universidade de Yale (nos Estados Unidos), da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Entomologia Molecular e da Moscamed Brasil que assinam o estudo afirmam se tratar de uma “anomalia”. Conforme a amostra e o critério utilizado para definir essa troca genética – tecnicamente chamada de introgressão – pode-se dizer que de 10% a 60% de mosquitos carregam pelo menos um gene do OX513A.

Ainda segundo o artigo, amostras de genes dos Aedes selvagens coletadas em períodos de seis, 12 e 27 a 30 meses após o início da soltura dos transgênicos trazem claras evidências de que porções do genoma GM foram incorporadas pela população de insetos naturais que deveria ter sido reduzida significativamente. “Evidentemente, descendentes híbridos e raros são suficientemente robustos para poder se reproduzir na natureza”, dizem os cientistas. Por isso recomendam que haja programa de monitoramento genético durante a liberação de organismos transgênicos para detectar “consequências imprevistas”.

Troca de genes

O estudo mostra que houve uma troca de genes, e que nessa troca os mosquitos comuns incorporaram genes de uma outra variedade, transgênica, resultando em insetos híbridos, que geralmente têm maior vigor, são mais potentes, sobre os quais ainda não há estudos. Muito menos quanto à sua eficiência na transmissão de vírus, que pode inclusive ser maior. O que temos agora é um ‘super mosquito’, mais resistente, que pode se desenvolver em ambientes em que outros talvez não se desenvolveriam”, avalia o biólogo José Maria Gusman Ferraz, pesquisador do Laboratório de Engenharia Ecológica da Unicamp e professor da pós-graduação do Centro Universitário da Fundação Hermínio Ometto (UniAraras).

Para ele, é salutar que tais resultados tenham sido encontrados em um estudo que envolveu especialistas que conhecem bem de perto as experiências nas cidades do interior baiano, como a professora Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Margareth de Lara Capurro, e o geneticista Aldo Malavasi, professor aposentado do Departamento de Genética da USP e atual diretor da Moscamed.

Na qualidade de integrante da CTNBio, em 2013 Ferraz visitou a cidade de Juazeiro, na Bahia, que desde 2011 vinha sendo infestada com mosquitos da Oxitec. O objetivo da visita técnica era conhecer o laboratório onde os insetos soltos ali e em Jacobina estavam sendo produzidos. Verificar, por exemplo, se não estavam vazando larvas pelo ralo ou outras situações semelhantes, indesejáveis, verificar como estavam sendo feitas as liberações no ambiente e como a população estava se relacionando com a novidade.

Em seu relatório, pedia à CTNBio a suspensão da soltura dos insetos transgênicos nas duas cidades até que fossem feitos mais estudos de impactos à saúde e ao meio ambiente. E destacava o desprezo pela segurança da população, reduzida a cobaias. Primeiro porque a própria comissão de biossegurança, que deveria desempenhar o papel para o qual foi criada, enquadrou o inseto GM na classe do risco 1 (baixo risco individual e baixo risco para a coletividade) quando deveria ser classe 2 (moderado risco individual e baixo risco para a coletividade), conforme fontes ouvidas pela Rede Brasil Atual (RBA).

E depois porque os moradores afetados receberam apenas informações sobre o mosquito transmissor de vírus causadores da dengue e sobre a doença propriamente dita. Nada foi falado sobre os riscos dos insetos transgênicos à sua saúde e ao ambiente. Para completar, não assinaram Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, praxe em casos de participação em experimento científico. E sequer foram apresentados – e nem a CTNBio exigiu – pareceres de comitês de ética humana e animal das instituições responsáveis, uma vez que pessoas seriam picadas e teriam seu sangue em contato com os insetos, estando sujeitas a infecções entre outras intercorrências.

O pesquisador anotou ainda a omissão da Oxitec em informar a taxa de sobrevivência do mosquito desenvolvido em seus laboratórios, já que a técnica não garante 100% de esterilidade nos machos produzidos. E questionou os níveis mínimos de contaminação da água pelo antibiótico tetraciclina necessários para a sobrevivência do seus insetos. O dado está diretamente associado à expectativa de aumento da população GM e aos consequentes desequilíbrios ambientais.

Desprezado pela CTNBio, o relatório de Ferraz questionava ainda a falta de estudos sobre o desempenho dos machos transgênicos quanto à cópula com fêmeas de Aedes. “A possibilidade desse mosquito permanecer no ambiente, bem como de cruzamento com GM, tudo isso foi alertado, mas desprezado pela maioria dos integrantes da comissão. Então foram direto a campo e despejaram os mosquitos no ambiente, onde vivem pessoas”, disse o pesquisador.

Vista grossa

A experiência em Jacobina foi autorizada pela CTNBio em dezembro de 2012. No extrato do parecer 3.541/2012, publicado no Diário Oficial da União, o então presidente Flávio Finardi Filho declarou que “o processo (01200.002408/2012-74) descreve as condições de biossegurança propostas para a liberação, as condições gerais para a condução do experimento e a qualificação da equipe de pesquisadores envolvida no projeto”. E que a “Comissão considerou que os protocolos experimentais e as demais medidas de biossegurança propostas atendem às normas da CTNBio e à legislação pertinente que visam garantir a biossegurança do meio ambiente, agricultura, saúde humana e animal”.

Mas a Oxitec, como bem lembrou Ferraz, omitiu uma série de informações. Chegou a arrancar páginas do dossiê, alegando sigilo, e a comissão de biossegurança fez vista grossa. Mesmo sem ter feito estudos a respeito, lembrou, a empresa negou a possibilidade de implicações ecológicas do cruzamento entre mosquitos transgênicos sobreviventes e fêmeas de Aedes selvagem. E desprezou a capacidade da linhagem OX513A vir a cruzar com o Aedes albopictus, espécie que disputa espaço com o aegypti e que também é transmissor de diversos vírus.

Atropelando normas internas, a maioria dos componentes da CTNBio aprovou em abril de 2014 o pedido de liberação comercial do Aedes GM. Até então não havia sido feita avaliação técnica do experimento em Jacobina, o que só veio a acontecer em 2018. E o relatório apresentado à comissão, segundo fontes, veio cheio de defeitos e imprecisões, espelhando toda a insegurança e irresponsabilidade que expôs a população a riscos desconhecidos e desnecessários. Mais uma vez prevaleceu a ciência nanica e comercial comum no âmbito do colegiado, salvo exceções, que desprezou organismos geneticamente modificados diretamente associados a vírus causadores de doenças graves em humanos.

O parecer sobre a liberação, bisonho, expressa o entendimento da maioria do colegiado, de que um único estudo, realizado por um pesquisador da própria Oxitec – Renaud Lacroix – mais o dossiê apresentado pela empresa pleiteadora do registro configurem um “conjunto considerável” de informações. A reportagem completa pode ser conferida no site da Rede Brasil Atual (veja aqui).

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ACM Neto decide vetar projeto que proíbe arrastão na quarta de cinzas, diz jornal

15 de setembro de 2019, 13:16

Foto: Reprodução

Prefeito já bateu o martelo, mas só anunciará o veto depois que o projeto sair da Câmara de Vereadores.

prefeito ACM Neto (DEM) já decidiu que vetará o projeto que proíbe eventos profanos na Quarta-Feira de Cinzas, a exemplo do tradicional arrastão feito na Barra.

Segundo a coluna Alô Alô Bahia, do jornal Correio, o prefeito já bateu o martelo, mas só anunciará o veto depois que o projeto sair da Câmara de Vereadores.

Na última quinta-feira, assessores mais próximos de Neto, já  comentavam que de que o prefeito vetaria o projeto aprovado pela Câmara.

O principal motivo é o fato do município não ter condições de evitar a realização de festas profanas na Quarta de Cinzas.

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Justiça multa Facebook em R$ 6,6 mi por compartilhar dados de usuários

OMinistério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) decidiu multar o Facebook em R$ 6,6 milhões por compartilhamento indevido de dados de usuários cadastrados na rede social. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 30.

A multa, aplicada pelo Departamento de proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do MJSP, acontece após investigação que identificou “prática abusiva” por parte da empresa de tecnologia, que teria deixado vulneráveis dados de 443 mil usuários.

Segundo nota publicada no site da pasta, “o caso começou a ser investigado após notícia veiculada pela mídia, em 4 de abril de 2018, informando que os usuários do Facebook, no País, poderiam ter sofrido com o uso indevido de dados pela consultoria de marketing político Cambridge Analytica”, que ganhou notoriedade global por ter trabalhado na campanha presidencial de Donald Trump, nos Estados Unidos, e também para a campanha do Brexit, como é conhecido o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Pelo Twitter, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, destacou a decisão do ministério e afirmou que “as redes revolucionaram a forma pela qual nos comunicamos e expressamos, mas há questões sobre privacidade a serem consideradas”. O Facebook tem dez dias para recorrer da decisão.

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