GOSPEL

Quarta-feira é dia de se unir em oração no Brasil e na Itália pelo fim da pandemia

15 de abril de 2020, 08:15

Foto: AFP or licensors

A CNBB tem convidado a comunidade católica brasileira a rezar o Terço da Esperança e da Solidariedade toda quarta-feira, com transmissão pela TV e redes sociais. Na Itália, a corrente de oração desta quarta-feira (15), também transmitida ao vivo, será concluída com a Súplica a Nossa Senhora do Santo Rosário de Pompeia.

Pela quinta semana consecutiva, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil convida a rezar o Terço da Esperança e da Solidariedade nesta quarta-feira (15), como aconteceu nos últimos dias 1º e 8 de abril, por exemplo. A corrente nacional de oração está marcada para às 15h30 em comunhão com toda a Igreja no país.

Reze junto no Brasil

O momento de oração será transmitido pelos canais de TV de inspiração católica, emissoras de rádio e pelos perfis da CNBB no Facebook e no YouTube. Para compartilhar a união em oração pelas redes sociais, os bispos convidam a usar a hashtag adotada pelo Papa Francisco: #RezemosJuntos.

Diante da pandemia do Covid-19, o Terço da Esperança e da Solidariedade também entra em comunhão com o Pontífice no compromisso de intensificar as orações neste período unindo os fiéis do Brasil. Já na Itália, a comunidade católica vai se reunir em oração às 21h, hora italiana, (16h no horário de Brasília).

Reze junto na Itália

A oração será conduzida pelo delegado pontifício, o arcebispo Tommaso Caputo, e concluída com a Súplica a Nossa Senhora do Santo Rosário de Pompeia. Os fiéis poderão rezar junto seguindo a transmissão ao vivo pelo canal italiano católico TV2000, pela emissora InBluradio e pela página do Pontifício Santuário da beata de Pompeia no Facebook. A iniciativa ainda conta com o apoio do jornal católico Avvenire, Sir, Federação dos Semanários Católicos, Corallo e secretaria-geral da Conferência dos Bispos da Itália (CEI)

 
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7 experiências culturais que você pode ter sem sair de casa

12 de abril de 2020, 08:23

Foto: Reprodução

A pandemia de covid-19 fez milhões de pessoas ao redor do mundo ficarem em casa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o isolamento social é a melhor forma de desacelerar o contágio, impedindo sobrecarga nos sistemas de saúde. Mas o que fazer para se distrair nesse tempo todo? Simples: usar a internet para fazer turismo.

As experiências listadas a seguir não substituem a sensação de estar no local, porém podem lembrar que ainda há beleza no Universo e inspirar sua próxima viagem. Confira:

1. Museu Nacional de História Natural Smithsonian

Um dos mais visitados por turistas em Washington (EUA), o Museu de História Natural do grupo Smithsonian conta a história da Terra e de como os humanos interferiram em sua evolução. São mais de 145 milhões de itens que podem ser visitados em um tour virtual em 360 graus.

Além da exposição permanente, é possível acessar algumas apresentações marcantes, como uma incrível coleção de fósseis de vários dinossauros, um passeio pela África sob as lentes do National Geographic e tudo sobre a baleia narval, um dos mais ameaçados animais do Ártico.

2. Live cams do Aquário da Baía de Monterrey

Localizado na Califórnia (EUA), esse aquário tem câmeras em alguns tanques que permitem a apreciação ao vivo de animais incríveis. O baile de grandes medusas, a fofura das lontras-marinhas, os incríveis tubarões, os elegantes pinguins africanos e até mesmo o mar em frente ao aquário podem distrair durante horas.

Mas fique atento aos horários que as câmeras ficam ligadas, já que nem todas são 24 horas.

3. Grande Muralha da China

Com a construção iniciada no século VII a.C., a Grande Muralha é uma das principais atrações turísticas da China. O país em que a pandemia de covid-19 começou adotou medidas restritivas ainda em janeiro, incluindo o fechamento de pontos turísticos. No fim de março, parte da Grande Muralha foi reaberta, mas ainda é possível fazer de casa uma visita em 360 graus em um dos trechos da construção.

4. Fontana di Trevi

Essa fonte foi concluída em 1762 e é uma das maiores expressões do movimento barroco na Itália, tendo sido concebida por Nicola Salvi. Como ela é um dos pontos turísticos mais visitados de Roma, conseguir uma foto sem outras pessoas é difícil. Agora, é possível vê-la brilhando sozinha, com quase nenhum turista, através de uma live cam 24 horas por dia.

A Itália é um dos países que mais tem sofrido com a covid-19, mas outros pontos famosos também podem ser vistos de longe, no conforto de casa: a ponte Rialto (Veneza), o Coliseu (Roma) e a Catedral de Milão.

5. Telescópio Hubble

Para comemorar os 30 anos do lançamento do telescópio Hubble, a NASA divulgou um site em que é possível descobrir qual imagem ele capturou no dia do seu aniversário. Basta acessar a plataforma e escolher uma data — dá até para fazer votação entre a família para decidir quem tem a foto mais bonita do Hubble.

6. Palácio de Versalhes

Construído durante o reinado de Luís XV, o palácio foi a casa de reis franceses entre 1682 e 1789. Antes, funcionava no local uma residência rural usada para caça, mas quando o autoproclamado Rei Sol subiu ao poder ordenou sua reforma para ostentar seu estilo absolutista e luxuoso. No passeio virtual proporcionado pela Google, é possível andar pelos corredores e aprender mais sobre a construção.

7. Museu do Louvre

O mais famoso e visitado museu do mundo, com mais de 10 milhões de turistas por ano, abre suas portas para quem quiser passear virtualmente por suas galerias. Você pode conhecer a Galerie d’Apollon, recentemente restaurada com painéis de Delacroix, ver antiguidades antigas e até o que restou do fosso da antiga fortaleza que deu lugar ao museu.

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Sábado de Aleluia: saiba como essa data é celebrada e qual é a sua oração

11 de abril de 2020, 09:09

Foto: Unsplash

A morte de Jesus Cristo foi um momento de grande dor para seus seguidores. No sábado, um dia após sua crucificação, a fé nas palavras do Filho de Deus era grande e muitos tinham esperança de que um milagre poderia acontecer.

Essa data faz parte da Semana Santa e passou a ser conhecida como Sábado de Aleluia, Sábado Santo ou Sábado de alegria – principalemente por anteceder a ressurreição de Cristo. 

Durante o dia, os fiéis costumam meditar constantemente nos últimos momentos da vida de Cristo. Para tornar essa data ainda mais especial, confira qual oração é ideal para ser feita no Sábado de Aleluia.

Significado do Sábado de Aleluia

O Sábado de Aleluia é o dia que antecede a Páscoa, então, para comemorar esse momento os fiéis realizam a Vigília Pascal, em que orações são dedicadas ao Senhor, principalmente durante a noite. Isso é feito para ser aguardado o milagre da ressurreição. O Cirio Pascal é aceso neste dia, pois simboliza a luz de Cristo que guia o mundo.

Como o Sábado de Aleluia também significa descanso, pois foi quando o corpo físico de Cristo descansou na sepultura, é importante recolher e descansar o espírito nesta data, além de buscar entrar em contato com a fé para se aproximar mais do amor de Jesus pela humanidade.

O Fogo Santo

Uma cerimônia tradicional que é realizada no Sábado de Aleluia é de apagar todas as luzes da igreja para que do lado de fora seja preparada uma fogueira com as faíscas de uma pedra. Esse fogo é abençoado e as brasas são recolhidas, significando o Espírito Santo. Por causa da quarentena, essa e outras celebrações, como a Malhação de Judas, não vão poder acontecer neste período.

Mesmo assim, saiba que o ideal é ficar junto com a família – mesmo que seja por vídeochamada – para orar e aguardar a ressurreição de Cristo, que acontece no domingo da Páscoa. Se você quiser, faça um jejum e evite bebidas alcoólicas e carne vermelha – isso porque este momento ainda é de penitência pelo sofrimento de Jesus Cristo.

Malhação de Judas

O ritual acontece principalmente no Sábado de Aleluia, em que um boneco de palha ou de pano é pendurado em um lugar público e é rasgado e queimado. Esse costume foi trazido pelos portugueses e espanhóis para toda a América Latina e significa uma maneira de vingança contra o traidor de Cristo, Judas.

O boneco é tratado dessa maneira porque Judas, após receber 30 moedas em recompensa pela sua traição, se arrependeu desse ato e tentou restituir o dinheiro, mas como não teve sucesso, enforcou-se com uma corda.

Oração para o Sábado de Aleluia

Para se conectar com sua espiritualidade sem precisar sair de casa neste Sábado de Aleluia, aposte na oração especial da data:

“Senhor Jesus Cristo, na escuridão da morte fizeste luz; no abismo da solidão mais profunda habita agora para sempre a proteção poderosa de Teu amor; em meio ao Teu ocultamento, podemos já cantar o aleluia dos salvos. Concede-nos a humilde simplicidade da fé, que não se deixa desviar quando Tu nos chamas nas horas da escuridão, do abandono, quando tudo parece problemático; concede-nos, neste tempo no qual se combate uma luta mortal ao teu redor, luz suficiente para não te perder; luz suficiente para que possamos dá-la a todos aqueles que precisam ainda mais dela. Faz brilhar o mistério da Tua alegria pascal, como aurora da manhã, nos nossos dias; concede-nos que possamos realmente ser homens pascais em meio ao Sábado Santo da história. Concede-nos que por meio dos dias luminosos e obscuros deste tempo possamos sempre com espírito jubiloso nos encontrar em caminho, rumo à Tua glória futura.”

Extraído de: https://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/sábado-de-aleluia-saiba-como-essa-data-é-celebrada-e-qual-é-a-sua-oração/ar-BB12tl7h

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Papa alerta para genocídio se economia for prioridade contra a Covid-19

31 de março de 2020, 15:15

Foto: Vatican Media / AFP

Papa Francisco manifestou preocupação com os efeitos negativos que podem ser acarretados se países priorizarem a economia em detrimento da saúde no combate ao novo coronavírus. Ele teme que isso possa gerar um “genocídio viral“, conforme declaração feita em carta divulgada pelo Vaticano nesta segunda-feira (30).

A correspondência havia sido enviada ao presidente da Comissão Pan-Americana de Juízes para os Direitos Sociais, o argentino Roberto Andrés Gallardo, no último sábado. No texto, o pontífice alerta para as consequências sociais que podem ser enfrentadas se os governos não adotarem medidas adequadas para defender a população da Covid-19. 

Ele destacou que, em sua visão, há governos adotando medidas exemplares com prioridades bem definidas para proteger a população. “É verdade que essas medidas ‘incomodam’ aqueles que são obrigados a cumpri-las, mas é sempre para o bem comum e, a longo prazo, a maioria das pessoas as aceita e se move com uma atitude positiva. Os governos que enfrentam a crise mostram a prioridade de suas decisões: primeiro as pessoas. E isso é importante, pois sabemos que defender as pessoas supõe um prejuízo econômico”, escreveu.

E completou, segundo os trechos divulgados: “Seria triste se o oposto fosse escolhido, o que levaria à morte de muitas pessoas, algo como um genocídio viral”.

O Papa apontou que já consequências da pandemia que devem ser enfrentadas, como a fome, que atinge especialmente os trabalhadores informais, e o aumento da violência. E não deixou de referendar os cidadãos de todo o mundo que têm se colocado na linha de frente da luta contra o vírus. “Estou feliz com a reação de tantas pessoas, médicos, enfermeiros, enfermeiras, voluntários, religiosos, sacerdotes que arriscam suas vidas para curar e defender as pessoas saudáveis do contágio”, afirmou. 

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Testemunhas de Jeová são investigadas sob suspeita de ocultar crimes sexuais

06 de março de 2020, 16:31

Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

Seis vítimas relataram à Promotoria esquema de proteção a agressores; associação diz que vai ajudar autoridades

O Ministério Público de São Paulo investiga a associação religiosa Testemunhas de Jeová por suspeita de ter acobertado casos de abuso sexual, inclusive de crianças e de adolescentes, em suas congregações.

De acordo com a apuração da Promotoria, a organização teria constrangido vítimas a não denunciar os crimes. Por conta disso, afirma, muitos dos delitos já estariam prescritos.

Iniciado em setembro de 2019, o inquérito, que corre sob segredo judicial, tem como base o relato de seis pessoas que afirmam terem sofrido diversos abusos de natureza sexual e psicológica.

Um dos casos é o de E.G.L.B, de 37 anos. Aos 12 anos, ela era candidata ao batismo quando foi entrevistada por um ancião (nome dado aos membros experientes, que têm a função de supervisionar as congregações).

“O ancião começou falando sobre sexo”, disse. Logo depois, segundo o relato feito à Promotora, levantou-se e passou a apalpar os seios da garota. “Ele me disse, não precisa ficar com medo de mim, sou como um pai para você. Na sequência, abriu a calça e tirou o pênis.”

Meses depois, E.G.L.B e sua mãe decidiram relatar o caso a outros dois anciões. “Eles ficaram transtornados, mas acabaram por pedir que não falássemos nada para ninguém”, lembra. “Disseram que deveríamos deixar nas mãos de Jeová, que ele resolve tudo.”

Em documento enviado à Justiça, a promotora Celeste Leite dos Santos diz que a associação, sempre que sabia de alguma situação de abuso, afirmava que só poderia tomar providência caso houvesse confissão do autor ou se existissem duas testemunhas presenciais do crime.

Ela afirma também que as vítimas poderiam ser afastadas da organização se fizessem denúncias. Quando alguém é desassociado das Testemunhas de Jeová, diz a promotora na petição, “perde-se também o elo com os parentes” que integram a igreja.

A promotora diz que a investigação começou após ela ter sido procurada por uma das vítimas. “Precisava de ajuda porque foi ameaçada por estar denunciando”, diz. “Estava sendo intimidada, nos escreveu pedindo socorro.” 

Celeste é coordenadora de um projeto do Ministério Público paulista, o Avarc (Acolhimento de Vítimas, Análise e Resolução de Conflitos), que procura ter um olhar mais atento e humanizado às vítimas de crimes ocorridos no estado de São Paulo.

Religião criada no final do século 19 nos Estados Unidos, as Testemunhas de Jeová têm cerca de 1,4 milhão de adeptos no Brasil, de acordo com o IBGE de 2010. Seus fiéis acreditam que sua religião é a restauração do verdadeiro cristianismo.

Segundo o pesquisador Eduardo Góes de Castro, as Testemunhas de Jeová encaram a sua religião como um modo de vida, “sendo que todos os outros interesses, incluindo o emprego e a família, giram em torno de suas crenças”.

A associação defende uma vida moderada e a submissão das mulheres aos homens. Não aceita a transfusão de sangue e o serviço militar. As Testemunhas de Jeová dizem basear todo seu sistema de crenças e práticas na Bíblia.

Além do relato das vítimas, o Ministério Público colheu o depoimento de nove testemunhas, entre as quais alguns ex-anciões. Segundo essas testemunhas, a igreja registra todos os relatos de abuso e os arquiva nas congregações. Posteriormente, esses dados seriam repassados à sede da entidade, nos Estados Unidos.

Em razão de uma série de casos de abusos investigados no exterior, o comando mundial da organização teria ordenado, de acordo com o relato feito à Justiça, a destruição de todos os registros confidenciais de crimes.

Com base nesse receio, a Justiça determinou a realização de operações de busca e apreensão de documentos em 15 endereços da entidade, incluindo a sede, localizada no município de Cesário Lange, no interior de São Paulo.

No Salão do Reino [nome dado aos templos] do bairro da Liberdade, por exemplo, a polícia colheu cinco envelopes com supostas provas. Num deles, haveria informações sobre um ancião que teria molestado sexualmente suas filhas de 12 e 14 anos.

Em outro documento, haveria o relato de um fiel com “conduta desenfreada no serviço secular com várias mulheres”. De acordo com o Ministério Público, os dirigentes da associação podem ser denunciados se ficar provado que tiveram ciência de casos de crimes sexuais, que não informaram as autoridades e que permitiram seu prosseguimento.

À Justiça, a entidade afirmou que não há nenhuma prova de ilegalidade ou omissão de sua parte. “Pelo contrário, as provas juntadas nos autos pelo próprio Ministério Público indicam que a associação preocupa-se em proteger os menores em seu meio”, afirma.

Em petição apresentada ao Tribunal de Justiça, a entidade pediu a suspensão do inquérito. Declarou que nunca “houve qualquer orientação para encobrir tais casos ou tratá-los apenas internamente, como se houvesse um tribunal eclesial próprio”.

Disse também que nenhum documento apreendido pelos policiais tem relação com as supostas vítimas que procuraram o Ministério Público. “A busca serviu apenas para violar o sigilo eclesiástico, expor dados sensíveis de pessoas alheias às investigações e violar garantias constitucionais de uma entidade religiosa e de seus fiéis.”

O Tribunal de Justiça não aceitou o pedido. Em decisão no final de janeiro, afirmou que a investigação contém indícios bastante relevantes quanto à prática de crimes sexuais. “Não há motivo para suspender o procedimento.”

Assim como as Testemunhas de Jeová, a Igreja Católica é alvo de acusações de abuso sexual de crianças e de jovens por padres e religiosos nos últimos 20 anos, em diversos países do mundo.

O papa Francisco ordenou no mês de dezembro mudanças na forma como a igreja lida com os episódios, eliminando a regra do sigilo pontifício, usada até então para manter casos em segredo. Com a alteração, a igreja pode passar a enviar para autoridades civis documentos e provas relacionados a suspeitas de abusos sexuais.

No Brasil, outro caso de crimes sexuais envolvendo religiosos ocorreu em Goiás, com o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, condenado a mais de 40 anos de prisão por estupros.

OUTRO LADO

Procurada pela Folha, a Associação Torre de Vigia de Bíblias, nome da corporação jurídica usada pelas Testemunhas de Jeová, disse não ser apropriado comentar assuntos sob segredo judicial, mas disse que colaborará com qualquer procedimento jurídico que envolva a proteção de menores.

Em nota enviada à reportagem, afirma que “as Testemunhas de Jeová abominam qualquer tipo de violência, inclusive a sexual, e a consideram como um crime”. Segundo o texto, a política da associação para a proteção de menores requer que os anciãos, ao tomarem conhecimento de alguma alegação de abuso, relatem o fato às autoridades.

A associação diz que, quando não há confissão, “a Bíblia requer que duas testemunhas estabeleçam o que ocorreu” para que os anciãos possam tomar medidas eclesiásticas. Ressalva, no entanto, que esse procedimento religioso não deve ser confundido com o encaminhamento dos casos às autoridades ou não. “Uma denúncia pode ser feita às autoridades mesmo que haja um único denunciante e nenhuma prova adicional.”

A entidade diz manter, de fato, um arquivo confidencial na congregação local para certificar que seja protegida de uma pessoa conhecida como abusador. “Essa medida é importante para proteger menores”, afirma.

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Santa Dulce dos Pobres inspira Campanha da Fraternidade 2020

26 de fevereiro de 2020, 18:55

Foto: Divulgação

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou, nesta Quarta-Feira de Cinzas, a Campanha da Fraternidade de 2020, tendo por tema Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso. De acordo com o secretário -geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a campanha será voltada a chamar a atenção contra atitudes de indiferença e violência em relação à vida.

“E, se queremos defender a vida, precisamos defender o diálogo e a democracia. Não podemos abrir mão da vida e, como consequência, da democracia, que depende do equilíbrio sadio dos Três Poderes”, disse hoje, 26/02, dom Joel no lançamento da campanha.

O lema da campanha neste ano tem como referência as atitudes do Bom Samaritano, resumidas na frase “viu, sentiu compaixão e cuidou”, explicou o bispo. A parábola conta a história de um viajante samaritano que teve compaixão e cuidou de um homem que havia sido assaltado momentos antes.

Dom Joel lembrou que esta é a 56ª Campanha da Fraternidade realizada pela CNBB. “Desta vez não abordamos situação específica como nas [campanhas] anteriores, mas olhamos para um fato abrangente, de inúmeras situações, onde a vida se encontra agredida”, disse.

“O fato é que a campanha deste ano nos alerta para duas atitudes: a primeira, a atitude da indiferença, marca de quem se preocupa somente com o próprio bem-estar. A segunda é decorrente da descrença em outras soluções [para problemas relacionados à violência], e passar a acreditar que a morte é vencida pela própria morte, e acaba pregando o enfrentamento da violência e da morte pela violência e pela morte”, acrescentou.

Ao enumerar os motivos que levaram à definição da atual campanha, o secretário-geral da CNBB destacou que, além da violência ostensiva, estão crescendo a pobreza, a devastação ecológica, a agressividade como solução dos conflitos, o individualismo como critério de realização pessoal e, “como insiste o papa Francisco desde o início de seu pontificado, a indiferença diante dos sofrimentos alheios”.

“Olhando para esse conjunto de situações, a campanha deste ano nos pergunta se as agressões à vida não estão se incorporando à paisagem cotidiana, e se não estamos nos tornando acostumados com a morte em suas diversas formas. Ou, mais do que acostumados, se não estamos passando a acreditar que a morte seja a solução para muitos dos problemas que enfrentamos.” Dom Joel citou a morte nas ruas, por bala perdida; a morte nas macas e nas portarias dos hospitais; além da morte por causa da fome, do desemprego e da ausência de moradia, da morte diante da inexistência de educação para todos e de ressocialização para quem errou. “Morte nos campos, morte nas aldeias indígenas; morte entre os jovens, que têm hoje índices de suicídios altíssimos”, completou.

De acordo com o bispo, o pecado e a desumanização independem dos motivos pelos quais passa-se direto diante de quem sofre. “O simples fato de você passar adiante, cuidando da sua própria vida, já é pecado; já é desumanização. Não há motivo que justifique isso”, afirmou dom Joel, pedindo que se cuide do próximo como de si mesmo. ‘Nem a fragilidade pessoal pode nos isentar do cuidado e da solidariedade como critérios para a vida”.

O secretário-geral da CNBB destacou também o papel da democracia como instrumento em favor da vida e disse que os políticos precisam ter mais responsabilidade com ela.

Irmã Dulce

Dom Joel ressaltou que irmã Dulce, a primeira santa brasileira, reconhecida pelas obras de caridade e de assistência a pobres e necessitados na Bahia, foi outra inspiração para a Campanha da Fraternidade deste ano.

Sobrinha da Santa Dulce dos Pobres e superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce na Bahia, Maria Rita Pontes disse que o Brasil precisa de exemplos como o da tia. “O tema deste ano é muito próximo da vida de Irmã Dulce, que desde os 6 anos pedia aos pais alimentos para dar aos pobres. Este é o exemplo que ela nos deixa. Sentiu compaixão e cuidou com amor. É o que a gente precisa fazer hoje por tantas pessoas ao nosso redor”, afirmou Maria Rita.

Fonte: Agência Brasil

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Pastor é flagrado furtando R$ 2,9 mil de dízimo de fiéis da Igreja Universal em SP

11 de fevereiro de 2020, 10:48

Foto: Reprodução

Um pastor evangélico foi flagrado por câmeras de segurança furtando R$ 2,9 mil do dízimo de fiéis de uma sede da Igreja Univetsal do Reino de Deus, localizada em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. As informações são do Portal UOL.

O furto foi descoberto quando o pastor responsável pelo departamento financeiro da igreja percebeu que parte do dízimo, que estava dentro de uma sacola, havia desaparecido. Ele então decidiu checar as imagens do sistema de monitoramento e descobriu o crime cometido pelo outro pastor.

Segundo o boletim de ocorrência registrado, o suspeito foi chamado pelo colega para se explicar e acabou confessando o crime. “Ele assumiu que realmente pegou a quantia de R$ 2,9 mil e que também teria cometido outros furtos anteriormente”, informa o documento.

Depois da confissão, o homem devolveu o dinheiro aos cofres da igreja. Hora depois, religiosos responsáveis pela gestão da igreja foram até a polícia da cidade para registrar o caso. Em depoimento, o suspeito confirmou toda a história narrada pelo pastor que assistiu ao flagrante.

Ainda de acordo com o UOL, o delegado responsável alegou no BO que apesar de o delito ser passível de prisão em flagrante, não foi possível prender o pastor porque o registro não foi feito logo após o crime. A pena para o crime de furto pode ir de dois a oito anos.

“A vítima [igreja] não teve qualquer prejuízo, bem como o crime não foi cometido com violência ou grave ameaça e por esta razão, por ora, deixa de se lavrar o Auto de Prisão em Flagrante”, justifica.

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Universal é obrigada a devolver dinheiro de idoso que vendeu carro pra obter milagre

03 de fevereiro de 2020, 11:26

Foto: Reprodução

A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a devolver a doação de R$ 19,8 mil feita por um casal de idosos de Três Lagoas. Em busca de milagres, o homem doou o dinheiro obtido com a venda do único carro e a aposentadoria de dezembro de 2016. No entanto, ele acabou se arrependendo e obteve na Justiça o direito de ter o dinheiro de volta.

Fieis da instituição religiosa, Domingos de Deus Corrêa e Socorro dos Santos Corrêa resolveram fazer doação expressiva em dezembro de 2016. Ele vendeu o carro por R$ 18 mil. Além do valor obtido com a venda, o idoso pegou a aposentadoria de R$ 1.980 de dezembro e doou tudo para a igreja.

Contudo, como o milagre não veio, o casal passou a enfrentar dificuldades financeiras, com atraso no pagamento das contas e ver o nome ser negativado nos órgãos de proteção ao crédito. Domingos procurou o pastor e pediu o dinheiro de volta. No entanto, a Igreja Universal do Reino de Deus se recusou a devolver a doação.

O casal ingressou com ação na Justiça para pedir a devolução dos R$ 19,9 mil e mais indenização por danos morais de R$ 9,9 mil. “Ao acordar da lavagem cerebral que o Pastor lhe fez e percebendo que tinha sido ludibriado, procurou a Igreja Ré para receber seu dinheiro de volta por diversas vezes, porém, todas foram infrutíferas, razão pela qual não lhe restou alternativa senão o ajuizamento da presente ação”, argumentou o advogado Eric Wanderbil de Oliveira.

“Por outro lado, todo dinheiro que tiram de seus fiéis é usado para custear a cara estrutura dessas organizações religiosas e o luxo de seus dirigentes, como carros importados, restaurantes refinados e outros mimos”, pontuou.

“A Igreja Ré tirou o único automóvel dos Autores, bem com, o benefício da aposentadoria do Mês de Dezembro de 2016, impedindo de pagar suas contas mensais e prejudicando a sobrevivência de sua família”, afirmou.

A Igreja Universal argumentou que o casal não perdeu tudo, já que reside em casa própria. Além disso, a instituição tentou anular o direito do casal à Justiça gratuita. “O ministério da entidade Ré difunde a fé, a esperança, o amor a Cristo, o amor ao próximo, não condizendo com induções a erro, coação, manipulação, ou qualquer outra alegação que não se coaduna com o que prega”, explicou.

Em seguida, a defesa recorreu às exigências feitas por outras igrejas, que não cabem indenização dos fiéis, como a abstinência de carne na sexta-feira santa pelos católicos, a proibição de se trabalhar aos sábados pelos adventistas ou de doação de sangue pelas testemunhas de Jeová.

Em agosto do ano passado, o juiz Anderson Royer, da 3ª Vara Cível de Três Lagoas, considerou parcialmente procedente a ação do casal. Ele determinou a devolução do dinheiro corrigido pelo IGP-M, mas negou o pedido de indenização por danos morais.

“Logo, verifico que, embora tenha a parte autora comprovado a doação de vultuoso valor para a requerida (fl. 12, 14/15), não há prova apta a corroborar, indubitavelmente, suas alegações no que tange a eventual coação moral ou induzimento a erro. Desta feita, consigno que as meras alegações de que foi vítima de lavagem cerebral pelo pastor da ré, não é o bastante para invalidar o negócio jurídico em questão. Assim, não restou cabalmente comprovada a vontade viciada dos requerentes”, ressaltou o magistrado.

“Em primeiro lugar, da análise dos autos, mormente dos documentos juntados às fls. 13, 18/19, bem como do próprio depoimento pessoal prestado pelo autor Domingos, permite concluir que a ausência da expressiva somado a da à ré (R$ 19.980,00) comprometeu a subsistência dos autores, impossibilitando que desenvolvessem suas vidas de forma regular. Não obstante, frisa-se que os autores são pessoas idosas, cuja ausência do veículo debilita, consideravelmente, o desempenho de suas atividades diárias”, destacou.

“Em segundo lugar, não merece guarida a alegação da demandada que os autores possuem bem imóvel, dado que é local onde residem, não auferindo renda proveniente desta propriedade. Deste modo, portanto, restaria leviano a afirmação de que, apenas pelo fato de possuírem casa própria, não estariam sujeitos a percalços financeiros capazes de concretizar a figura de subsistência tal qual descrita no artigo supramencionado”, afirmou Royer.

A Igreja Universal do Reino de Deus recorreu ao Tribunal de Justiça e a 4ª Câmara Cível manteve a sentença. “Verifica-se que a sentença bem aplicou o art. 541, parágrafo único do Código Civil, ao demonstrar que a doação verbal somente poderia ter sido realizada se versando sobre bem móvel e de pequeno valor, o que não ocorreu na presente hipótese, por se tratar de veículo no valor de R$ 19.980,00, de forma que, preterida solenidade prevista em lei, é inválido o negócio jurídico”, disse o desembargador Alexandre Bastos, relator do recurso.

“Sobre o argumento de que é vedado ao judiciário embaraçar a liberdade de liturgia religiosa, ou de que os fatos não interessam ao mundo do direito, certo é que não há nenhuma norma legal que garanta à entidade religiosa, independentemente da fé professada, qualquer tipo de isenção apenas pelo fato de lidar com a espiritualidade”, pontuou sobre a alegada liberdade religiosa.

A decisão abre precedentes para que outros fieis, independente de credo, recorram à Justiça nos casos em que ficar evidente o abuso dos líderes religiosos.

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Datafolha: Mulheres e negros compõem maioria de evangélicos e católicos

13 de janeiro de 2020, 13:17

Foto: Reprodução

O perfil de evangélicos e católicos no país é composto em sua maioria por mulheres e negros. Segundo pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo na manhã desta segunda-feira, 13, o público feminino corresponde a 58% dos frequentadores de igrejas evangélicas e 51% das católicas. Pretos e pardos também são maioria, com 59% e 55% dos fiéis, respectivamente.

A maior parte dos evangélicos e católicos são pessoas com renda mensal de até dois salários mínimos (48% e 46%) e com escolaridade até o ensino médio (49% e 42%). Por região, os evangélicos se concentram em maior parte no Norte (39%), enquanto os católicos estão mais representados no Nordeste (59%).

O cristianismo continua sendo a religião  com maior número de fiéis no país. Do total de entrevistados, 50% afirmaram que são católicos e 31%, evangélicos. Já 10% das pessoas declararam que não tem religião definida e 1% é ateu. Entre outras crenças, 3% se declararam espíritas, 2% umbandistas e 0,3% judaicas.

A pesquisa do Datafolha ouviu 2.948 pessoas em 176 municípios de todo o país. As entrevistas foram feitas pessoalmente, em locais de grande circulação. O instituto afirma que o nível de confiança dos resultados é de 95%. A margem de confiança é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Papa lamenta que o ano tenha começado com tensões e violência no mundo

09 de janeiro de 2020, 16:22

OPapa Francisco lamentou nesta quinta-feira que o início do ano tenha ficado marcado pela “intensificação de tensões e violência”, manifestando preocupação com os sinais vindos do Oriente Médio após a escalada da tensão entre Irã e Estados Unidos.

Francisco fez estas declarações durante o tradicional encontro do início de ano com o corpo diplomático do Vaticano, que serve para fazer um balanço do ano anterior e denunciar conflitos e desigualdades no mundo.

Para o Papa, essas tensões estão “colocando em risco todo o lento processo de reconstrução no Iraque” e denunciou que as mesmas podem “criar a base para um conflito de maior escala que todos desejam que seja evitado”.

Diante disso, Francisco renovou o seu apelo a todas as partes envolvidas “para evitar o aumento do confronto e a manter acesa a chama do diálogo e do autocontrole, em pleno respeito da legalidade internacional”.

Diante dos embaixadores dos 183 países com os quais o Vaticano mantém relações, o Papa disse que “infelizmente, o Ano Novo não parece ter sido marcado por sinais encorajadores, mas sim por uma intensificação de tensões e violência”.

Entre outros assuntos, Francisco voltou a falar no seu discurso da questão do abuso infantil por membros do clero, que descreveu como “crimes muito graves” e “crimes que ofendem a Deus, causam danos físicos, psicológicos e espirituais às vítimas e ferem a vida de comunidades inteiras”.

O Papa reiterou que, depois da reunião da hierarquia da Igreja Católica no Vaticano em fevereiro, a Igreja “renova o seu compromisso de investigar os abusos cometidos e garantir a proteção dos menores” e que seja enfrentado tanto no campo do direito canônico como através da colaboração com autoridades civis, locais e internacionais”.

Francisco também abordou a necessidade de “reacender o compromisso para e com as gerações jovens” e deu o exemplo do compromisso de muitos jovens com a questão das mudanças climáticas.

O Papa se mostrou preocupado com a multiplicação de crises políticas nos países latino-americanos e afirmou que, embora tenham raízes diferentes, têm em comum profundas desigualdades, injustiças e corrupção endêmica.

Ele ainda apelou aos líderes políticos desses países para “se esforçarem para restaurar urgentemente uma cultura de diálogo” e reforçar “instituições democráticas e promover o respeito pelo Estado de direito, a fim de evitar desvios não democráticos, populistas e extremistas”.

Também lembrou “a urgência de que toda a comunidade internacional, com coragem e sinceridade e no respeito ao direito internacional, confirme novamente o seu compromisso de sustentar o processo de paz entre israelitas e palestinos”, e denunciou o que descreveu como “o manto de silêncio que tenta cobrir a guerra que destruiu a Síria durante esta década”.

O Papa também mencionou o conflito no Iémen e o sofrimento de sua população e considerou “necessário lembrar que existem milhares de pessoas no mundo, com pedidos legítimos de asilo e necessidades humanitárias e de proteção comprovadas, que não são adequadamente identificadas”.

“Muitos arriscam as suas vidas em viagens perigosas por terra e principalmente por mar. Continua-se a notar, com dor, que o Mar Mediterrâneo ainda é um grande cemitério”, disse, acrescentando que é “cada vez mais urgente que todos os Estados assumam o controle do responsabilidade de encontrar soluções duradouras”.

Francisco reiterou a mensagem que lançou durante a sua visita ao Japão, de que um mundo “sem armas nucleares é possível e necessário” e que “aqueles com responsabilidades políticas devem estar plenamente cientes disso”.

Concluiu referindo-se ao fato de que este ano é o quinto centenário da morte de Rafael Sanzio e destacou que o pintor italiano renascentista dedicou numerosas pinturas à Virgem Maria. Esse detalhe o levou a direcionar uma memória específica a todas as mulheres, 25 anos após a Quarta Conferência Mundial das Nações Unidas sobre as Mulheres, realizada em Pequim em 1995, desejando que “no mundo inteiro fosse reconhecido cada vez mais o precioso papel das mulheres na sociedade e cesse qualquer forma de injustiça, desigualdade e violência contra estas”.

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