GOSPEL

Vaticano pede fim de ‘taxas’ para sacramentos nas igrejas

20 de julho de 2020, 08:56

Foto: Notícia Limpa

O Vaticano publicou nesta segunda-feira (20) uma nova instrução sobre as atividades das paróquias que pede o fim das cobranças obrigatórias sobre os sacramentos católicos.

    O texto foi divulgado pela Congregação para o Clero e promulgada no último dia 29 de junho. Segundo a Santa Sé, o documento “trata do tema do cuidado pastoral por parte das comunidades paroquiais, dos diversos ministérios clericais e laicos, tendo em vista uma maior corresponsabilidade de todos os batizados”.

    “O texto, fundamentalmente, recorda que, na Igreja, há lugar para todos, e todos podem encontrar seu lugar”, diz o Vaticano.

    O nono capítulo da instrução trata das “ofertas” para a celebração da missa, destinadas ao sacerdote, e para os outros sacramentos, que cabem à paróquia.

“Trata-se de uma oferta que, por sua natureza, deve ser um ato livre da parte do ofertante, deixado à sua consciência e ao seu senso de responsabilidade eclesial, não um ‘preço a pagar’ ou uma ‘taxa a exigir’, como se se tratasse de um tipo de ‘imposto sobre sacramentos'”, afirma o documento.

    A Igreja Católica celebra sete sacramentos: batismo, crisma, eucaristia, penitência, unção dos enfermos, ordem e matrimônio.

    Segundo a instrução publicada pelo Vaticano, o pároco deve “instruir os fiéis para que cada membro da comunidade se sinta responsável e diretamente envolvido a socorrer às necessidades da Igreja, através das várias formas de ajuda e solidariedade”.

    De acordo com a Santa Sé, essa sensibilização será mas eficaz de acordo com “exemplos virtuosos” dados pelos padres “no bom uso do dinheiro, seja com um estilo de vida sóbria e sem excessos em nível pessoal, que com uma gestão dos bens paroquiais transparente”.

    O Vaticano recomenda o recolhimento das ofertas em modo anônimo, “assim que cada um se sinta livre de doar aquilo que pode, ou que considera justo, sem sentir-se no dever de corresponder ao que se espera ou um preço”.

    Laicos – O documento também determina que, frente a uma possível carência de sacerdotes, o bispo da diocese poderá, de maneira “excepcional”, atribuir algumas funções a “diáconos, pessoas consagradas e fiéis leigos”, como a celebração da liturgia da palavra nos domingos, de funerais e matrimônios e a administração do batismo.

    “Os fiéis leigos podem pregar numa Igreja ou num oratório, se as circunstâncias, a necessidade ou um caso particular o exigem, segundo as disposições da Conferência Episcopal. […] Esses, ao invés, não podem em nenhum caso proferir a homilia durante a celebração da Eucaristia”, afirma o documento.

    A nova diretriz, no entanto, reafirma que um pároco deve ser um fiel “que tenha recebido a Ordem do presbiterado, excluída qualquer possibilidade de conferir a quem for privado desse título ou das relativas funções, também nos casos de carência de sacerdotes”. (ANSA)

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Padre diz que Bolsonaro é ‘bandido’ e eleitores devem pedir perdão a Deus (Vídeo)

05 de julho de 2020, 18:52

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O padre Adélio Tagliaferro fez um sermão que está repercutindo fortemente na internet neste domingo (5).  Durante a missa on-line na Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, em Artur Nogueira, no interior de São Paulo, o religioso rezou pelos mortos, lembrou que o país está sem um ministro da Saúde em meio à pandemia que matou até agora quase 65 mil brasileiros, e afirmou que o presidente Jair Bolsonaro “não presta”, é “bandido” e os eleitores deveriam pedir perdão a Deus por ter votado nele.

Adélio afirmou que Jesus Cristo morreu crucificado por dizer a verdade e que por isso, agora ele está falando sobre o assunto durante o sermão: “Não quero sofrer represália nenhuma, não é essa a minha intenção de jeito nenhum. Só que a verdade é a verdade, e, como disse Jesus, proclamem sobre os telhados aquilo que é verdadeiro. Não tenho medo. Coragem, disse Jesus no Evangelho de hoje. Coragem! Isso é difícil, sim. É muito difícil, mas nós precisamos acordar e nos despertar para aquilo que está acontecendo no nosso país, a destruição do nosso povo, que vai aos postos de saúde e são destratados. É uma pena que estejamos nesta situação. Não precisaríamos disso, mas não é fácil, nós sabemos disso”.

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Papa agradece a profissionais de saúde, a quem chama de “anjos”

20 de junho de 2020, 12:59

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Francisco explicou que “no turbilhão da pandemia com efeitos chocantes e inesperados”, a presença do pessoal médico “foi um ponto de referência seguro para os doentes, antes de mais, mas de uma maneira muito especial para os membros da família que, neste caso, não tinham oportunidade de visitar os seus entes queridos”.

“Os pacientes sentiam, frequentemente, que tinham “anjos” ao seu lado, que os ajudavam a recuperar a saúde e, ao mesmo tempo, os consolavam e apoiavam, inclusivamente, com o celular para contatar a pessoa mais velha que estava prestes a morrer com o seu filho, a sua filha, para se despedir, para os ver pela última vez”, acrescentou.

O Papa destacou ainda que, mesmo quando estavam exaustos, continuaram a trabalhar com abnegação. “Quantos médicos e paramédicos, enfermeiros, não puderam ir para casa e dormiram ali, onde puderam, porque não havia camas no hospital? E isso gera esperança”, disse.

Francisco indicou que, “agora, é o momento de aproveitar toda a energia positiva que se gerou durante a pandemia” e acrescentou que foi “um drama que, em grande parte, pode e deve dar frutos para o presente e o futuro”.

“Para honrar o sofrimento dos doentes e dos muitos falecidos, especialmente idosos, cuja experiência de vida não deve ser esquecida, é necessário construir o amanhã e isso exige compromisso, força e a dedicação de todos”, afirmou.

O Papa assegurou que médicos, paramédicos, voluntários, sacerdotes, religiosos, leigos, todos, “começaram um milagre”.

Na Itália morreram 34.561 pessoas devido ao novo coronavírus, das quais 169 eram médicos e o número de infetados subiu para 238.011 desde o início da crise sanitária, em 21 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 já provocou cerca de 460 mil mortos e infectou mais de 8,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.528 pessoas das 38.841 confirmadas como infectadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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Pastor chama fiéis pobres de ‘encardidos’, ‘meio sujos’ e diz que esposa loira se destacou

17 de junho de 2020, 16:40

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Uma live do casal de pastores Rodrigo Santos e Jéssica Maciel, da cidade de Toledo, no Paraná, tem causado polêmica nas redes sociais. Eles estão sendo criticados após falas com teor racista sobre os fiéis de uma região pobre da cidade. As informações são do portal BHAZ.

No vídeo, Rodrigo Santos diz que conheceu sua esposa em um culto em uma região pobre. O pastor afirma que ficou surpreso ao encontrá-la, por lá ser um ambiente de fiéis “encardidos”, “mais moreninhos” e “meio sujos”.

De acordo com o pastor, ele conheceu Jéssica na Igreja Batista do Calvário, localizada em uma região mais pobre, na Vila Pioneira, em Toledo (PR).

“Pra quem é de Toledo (PR) e sabe… a Igreja Batista do Calvário fica na Vila Pioneira, que é uma região mais pobre, né? E na Pioneira a gente não via loira, né? Como a minha esposa, e quando ela veio pro culto, tipo, destacou, porque o pessoal [da igreja] é tudo assim mais classe pobre, mais moreninho, meio encardido, um povo meio sujo… mas ela veio e essa aí é da Zona Norte, zona mais nobre da cidade…”, disse.

Nas redes sociais, os internautas fizeram uma série de críticas aos pastores. O vídeo foi apagado das redes sociais deles. Citada no vídeo, a Primeira Igreja Batista do Calvário em Toledo divulgou uma nota nas redes sociais afirmando que não compactua com as falas dos pastores.

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Papa fala sobre o Brasil, e diz que ter uma morte por minuto é terrível

08 de junho de 2020, 07:53

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Neste domingo (7), o papa Francisco fez uma referência ao número de mortes provocadas pelo coronavírus no Brasil, durante a cerimônia do ângelus, tradicional oração católica em louvor à Virgem Maria e ao momento da concepção de Jesus.

Dirigindo-se a centenas de pessoas que recebiam a bênção na praça São Pedro, Francisco apontou que a Covid-19 continua fazendo muitas vítimas, “especialmente na América Latina”.”Na última sexta-feira, em um país, uma morte por minuto! Terrível!”

Embora não tenha citado nominalmente o Brasil, o papa Francisco fez referência à marca de 1.473 mortes em um período de 24 horas, alcançada pelo país na última quinta-feira (4), exatos cem dias após a confirmação do primeiro caso de coronavírus no país.

Também na quinta-feira, o Brasil cruzou a marca de 34 mil mortes em decorrência do novo coronavírus e superou a Itália, país que simbolizou primeiro a tragédia da pandemia, tornando-se o terceiro no ranking de óbitos resultantes da doença no mundo.Aos italianos, Francisco pediu que não baixem a guarda contra o coronavírus agora que as taxas de infecção caíram.

“Sejam cuidados. Não cantem vitória cedo demais”, disse o líder católico em resposta aos aplausos da multidão quando ele disse que a presença dos fiéis era um sinal de que a Itália havia superado a fase mais aguda da pandemia.

Em março, o papa Francisco chegou a conduzir sozinho uma bênção pela luta contra o coronavírus diante de uma praça São Pedro completamente vazia.O país ocupa o quarto lugar, logo atrás do Brasil, entre os países com mais mortes por coronavírus. Até este domingo, foram registrados quase 34 mil óbitos entre os italianos.

O número de mortes diárias caiu de quase 1.000, no auge da pandemia, para 72 no sábado (6). A Itália entrou na fase mais recente de uma redução de restrições no último dia 3, quando as pessoas foram autorizadas a viajar novamente entre as regiões dentro do país.

No entanto, alguns italianos, principalmente os mais jovens, desrespeitam as regras sobre distanciamento social e uso de máscaras em locais públicos. As autoridades alertam para o perigo de uma segunda onda.

“Ainda temos que seguir as regras”, disse Francisco aos fiéis. “Graças a Deus, estamos deixando a pior parte, mas sempre obedecendo às regras estipuladas pelas autoridades.”

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CNBB se diz indignada com proposta de TVs católicas de apoiar governo em troca de verba

07 de junho de 2020, 07:39

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) repudiou os pedidos de verbas estatais feitos ao governo Jair Bolsonaro   por uma ala da Igreja Católica em troca de notícias favoráveis ao governo em canais de rádio e TV, conforme revelou reportagem do Estadão publicada neste sábado, 6.

Por meio de nota, a CNBB demonstrou indignação com a atitude de representantes desses canais, disse que não representam a instituição e que a igreja não atua em troca de favores. 

“Recebemos com estranheza e indignação a notícia sobre a oferta de apoio ao governo por parte de emissoras de TV em troca de verbas e solução de problemas afeitos à comunicação. A Igreja Católica não faz barganhas”, declarou a CNBB. “Não aprovamos iniciativas como essa, que dificultam a unidade necessária à Igreja, no cumprimento de sua missão evangelizadora, ‘que é tornar o Reino de Deus presente no mundo'”, diz a nota, ao citar o Papa Francisco.

A nota também é assinada pela Associação Católica Internacional SIGNIS Brasil e a Rede Católica de Rádio (CRC). Como mostrou a reportagem, padres e leigos conservadores que controlam boa parte do sistema de emissoras católicas de rádio e TV, as quais são ligadas à ala que diverge politicamente da CNBB, prometeram “mídia positiva” para ações do governo na pandemia do novo coronavírus. Pediram em contrapartida, porém, anúncios estatais e outorgas para expandir sua rede de comunicação.

A proposta foi feita no último dia 21, em reunião pública, por videoconferência, transmitida nas redes sociais com a participação de Bolsonaro, sacerdotes, parlamentares e representantes de alguns dos maiores grupos católicos de comunicação, no Palácio do Planalto.

A CNBB declarou que emissoras intituladas “de inspiração católica” possuem naturezas diferentes, podendo ser geridas por associações e organizações religiosas, como também por grupo empresarial particular, seguindo seus próprios estatutos e princípios editoriais. “Contudo, nenhuma delas e nenhum de seus membros representa a Igreja Católica, nem fala em seu nome e nem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que tem feito todo o esforço, para que todas as emissoras assumam claramente as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil”, informou a instituição maior da Igreja Católica no País.

Ainda segundo a CNBB, “é urgente, que nestes tempos difíceis em que vivemos, agravados seriamente pela pandemia do novo coronavírus, que já retirou a vida de dezenas de milhares de pessoas e ainda tirará muito mais, que trabalhemos verdadeiramente em comunhão, sempre abertos ao diálogo”.

Emissoras de TV ligadas a grupos religiosos receberam, no ano passado, R$ 4,6 milhões em pagamentos da Secom por veiculação de comerciais institucionais e de utilidade pública. Os veículos católicos ficaram com R$ 2,1 milhões e os protestantes com R$ 2,2 milhões. Em 2020, emissoras de TV católicas receberam, até agora, R$ 160 mil, enquanto as evangélicas, R$ 179 mil, de acordo com planilhas da Secom.

Apesar das críticas da CNBB e demais instituições sobre o teor das declarações feitas na reunião, a Frente Parlamentar Católica do Congresso Nacional emitiu nota para declarar “repúdio pela forma tendenciosa estampada na matéria” e que esta “distorce os temas tratados em reunião com o presidente da República”.

Segundo os parlamentares, “em nenhuma das colocações se condicionou verbas de publicidade a apoio ao governo, nem mesmo apoio político pelos membros da Frente, até mesmo, porque, entre os membros da frente parlamentar há políticos ligados a diferentes linhas ideológicas e partidárias”.

Na reunião com Bolsonaro, o padre Welinton Silva, da TV Pai Eterno, ligada ao Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), disse que a emissora, há um ano no ar, passa por dificuldades e espera uma aproximação com a Secom para oferecer uma “pauta positiva das ações do governo” na pandemia da covid-19. A Secretaria de Comunicação (Secom) é responsável por distribuir a verba de publicidade.

“A nossa realidade é muito difícil e desafiante, porque trabalhamos com pequenas doações, com baixa comercialização. Dentro dessa dificuldade, estamos precisando mesmo de um apoio maior por parte do governo para que possamos continuar comunicando a boa notícia, levando ao conhecimento da população católica, ampla maioria desse país, aquilo de bom que o governo pode estar realizando e fazendo pelo nosso povo”, disse o padre. “Precisamos ter mais atenção para que esses microfones não sejam desligados, para que essas câmeras não se fechem.”

Os parlamentares afirmaram que não há “qualquer clima de animosidade entre a Frente Parlamentar Católica e a CNBB”, com quem dizem manter uma relação de diálogo e respeito”. Os parlamentares que assinam a carta são o deputado Francisco Júnior (PSD/GO), Eros Biondini (PROS/MG), Diego Garcia (PODE/PR), Joaquim Passarinho (PSD/BA), Hugo Leal (PSD/RJ), Miguel Lombardi (PL/SP) e Jesus Sérgio (PDT/AC).

Leia a íntegra da nota da CNBB

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sobre a reportagem “Por verbas, TVs católicas oferecem a Bolsonaro apoio ao governo”, com a manchete na primeira página “Ala da Igreja Católica oferece a Bolsonaro apoio em troca de verba”, do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO em 06.06.20, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, juntamente com a SIGNIS Brasil e a Rede Católica de Rádio (RCR), associações que reúnem as TVs de inspiração católica e as rádios católicas no Brasil, esclarecem que não organizaram e não tiveram qualquer envolvimento com a reunião entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, representantes de algumas emissoras de TV de inspiração católica e alguns parlamentares, e nem ao menos foram informadas sobre tal encontro.

Informamos que as emissoras intituladas “de inspiração católica” possuem naturezas diferentes. Algumas são geridas por associações e organizações religiosas, outra por grupo empresarial particular, enquanto outras estão juridicamente vinculadas a dioceses no Brasil. Elas seguem seus próprios estatutos e princípios editoriais. Contudo, nenhuma delas e nenhum de seus membros representa a Igreja Católica, nem fala em seu nome e nem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que tem feito todo o esforço, para que todas as emissoras assumam claramente as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

Recebemos com estranheza e indignação a notícia sobre a oferta de apoio ao governo por parte de emissoras de TV em troca de verbas e solução de problemas afeitos à comunicação. A Igreja Católica não faz barganhas. Ela estabelece relações institucionais com agentes públicos e os poderes constituídos pautada pelos valores do Evangelho e nos valores democráticos, republicanos, éticos e morais.

Não aprovamos iniciativas como essa, que dificultam a unidade necessária à Igreja, no cumprimento de sua missão evangelizadora, “que é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Papa Francisco, EG, 176), considerando todas as dimensões da vida humana e da Casa Comum. É urgente, sim, nestes tempos difíceis em que vivemos, agravados seriamente pela pandemia do novo coronavírus, que já retirou a vida de dezenas de milhares de pessoas e ainda tirará muito mais, que trabalhemos verdadeiramente em comunhão, sempre abertos ao diálogo.

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Arqueologia prova que Bíblia estava correta sobre Sansão, diz acadêmico

02 de junho de 2020, 09:33

Foto: Divulgação

Um professor de um colégio dos EUA relata três descobertas arqueológicas que, segundo ele, provam a veracidade histórica da personagem bíblica Sansão e de eventos do Antigo Testamento.

A Bíblia é encarada por uns como um relato histórico do povo de Deus e da vida e morte de Jesus Cristo, por outros apenas como um conjunto de mitos. No entanto, algumas evidências científicas poderiam corroborar as histórias bíblicas.

Tom Meyer, professor do Colégio Bíblico e Escola de Pós-Graduação Shasta no estado de Califórnia, EUA, revelou três descobertas da antiguidade que ele afirma “nos ajudam a medir a exatidão histórica do homem bíblico Sansão”. Segundo o Antigo Testamento, Sansão era um guerreiro israelense cuja enorme força estava em seus cabelos compridos.

Uma das histórias diz que Sansão encontrou um leão e o despedaçou com suas próprias mãos, o que é exatamente o que os cientistas viram retratado em um pequeno selo de pedra descoberto em 2012. O selo, do século 12 a.C., retrata um homem forte desarmado contra um leão.

“O pequeno selo, de apenas 15 milímetros de diâmetro, foi encontrado na cidade de Beth-shemesh, Israel, próxima da que é descrita na Bíblia como a cidade natal de Sansão, Zorah, e a uma curta caminhada de Timnath, o lugar onde Sansão matou o leão”, disse Meyer, segundo o jornal Daily Express.

Outras histórias

Segundo outra história, Sansão perdeu o cabelo e se tornou prisioneiro dos filisteus, inimigos de Israel. Durante um festival para celebrar a sua vitória, os governantes filisteus ordenaram a Sansão que os entretivesse. A celebração ocorria no telhado plano do templo, que era sustentado por pilares de cedro.

“Balançando furiosamente para frente e para trás os pilares de cedro que sustentavam o telhado, Sansão quebrou os pilares e o telhado ruiu, matando Sansão e todos os filisteus presentes”, disse o acadêmico.

As escavações arqueológicas de 1971-1974 em Tel Qasile, a norte de Tel Aviv, Israel, desenterraram um templo do século XII a.C. que poderia ter sido o próprio templo onde Sansão morreu.

No entanto, Meyer, que é referido como o Homem da Memória Bíblica pela sua extraordinária capacidade de recitar mais de 20 livros bíblicos, esclareceu que ainda é incerto se o templo em Tel Quasile foi o que Sansão derrubou, pois “cada templo filisteu escavado em Israel tem um plano arquitetônico semelhante”.

A terceira descoberta é uma sinagoga do século V d.C., encontrada em 2011 na cidade de Hukkok. Seu piso em mosaico retrata duas cenas da vida de Sansão.

“A primeira é o relato de Sansão pegando trezentas raposas, amarrando suas caudas com uma corda e depois amarrando tochas acesas às cordas e soltando as raposas para destruir toda a colheita primaveril dos filisteus. O outro mosaico retrata Sansão carregando as portas de Gaza para uma colina perto da cidade bíblica de Hebron”, explicou Tom Meyer.

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Cantor gospel diz não acreditar em Deus: ‘Hora de ser sincero’

27 de maio de 2020, 08:38

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Jon Steingard, líder da banda gospel Hawk Nelson, chocou seus fãs ao anunciar que não acredita mais em Deus. Em seu Instagram, o músico canadense – que é filho de um pastor – revelou ainda que demorou a fazer o anúncio.

“Fiquei com medo de postar isso por um tempo – mas parece que é hora de ser sincero”, destacou Jon. “Depois de crescer em um lar cristão, ser filho de pastor, tocar e cantar em uma banda cristã, e ter a palavra ‘cristão’ na frente da maioria das coisas da minha vida – agora estou descobrindo que não acredito mais em Deus”.

Em longo texto, o músico de 36 anos falou sobre como começou a ter dúvidas sobre a existência de Deus. “Comecei a ter questões e dúvidas sobre isso. Pareceu que havia muitas contradições na Bíblia que não faziam sentido”, explicou. “Se Deus é todo amor e todo poderoso, por que há tanta maldade no mundo? Ele não pode fazer nada sobre isso? Ele escolhe não fazer? A maldade no mundo é um resultado de seu desejo de nos dar liberdade? Se Deus é amor, por que ele manda as pessoas para o inferno?”.

Na publicação, Jon ainda falou sobre o que esse anúncio significa para sua carreira. “Não sinto mais o medo de perdeu meu lugar na música cristã. Sei que isso significa abrir mão disso voluntariamente. Estou pronto para ser transparente e aberto”, pontuou.

“Primeiramente, eu não consigo mais evitar isso. Processar isso em silêncio pareceu certo quando eu tinha dúvidas, mas assim que elas se solidificaram em um genuíno ponto de vista, começou a parecer desonesto não falar sobre isso”, completou o músico.

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Papa agradece a enfermeiros por ‘heroísmo’

12 de maio de 2020, 11:34

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O papa Francisco rezou nesta terça-feira (12) pelos enfermeiros e enfermeiras, um exemplo de “heroísmo” no combate à pandemia de coronavírus que atinge o mundo.

“Que o Senhor os abençoem. Nesta época de pandemia, dão o exemplo de heroísmo, e alguns deram sua vida. Rezemos pelas enfermeiras e os enfermeiros”, disse o papa durante a missa matutina na capela de sua residência no Vaticano.

“Hoje é o dia das enfermeiras. Ontem, enviei uma mensagem. Rezemos hoje pelos enfermeiros e enfermeiras, homens, mulheres, meninos e meninas que têm esta profissão, que é mais do que uma profissão, é uma vocação, uma dedicação”, acrescentou o pontífice.

Na mensagem, enviada por ocasião do Dia Internacional da Enfermagem, o papa pediu às  autoridades mundiais que se esforcem para garantir que os profissionais “realizem sua vocação com dignidade”.

A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e recorda o bicentenário do nascimento de Florence Nightingale, que deu início à enfermagem moderna. Este ano, é dedicada aos muitos profissionais da saúde que perderam a vida em vários países em decorrência do coronavírus.

“Neste momento histórico (…), redescobrimos o papel de importância fundamental que desempenha a pessoa do enfermeiro, como também a da obstetra. Diariamente assistimos ao testemunho de coragem e sacrifício dos profissionais de saúde, que, com profissionalismo, abnegação, senso de responsabilidade e amor ao próximo, prestam assistência às pessoas afetadas pelo vírus, com risco da própria saúde”, expressou o papa.

Para o papa, os enfermeiros e enfermeiras, não apenas têm conhecimento técnico-científico, mas também sua profissão está “constantemente iluminada pela relação humana e humanizadora com o doente”. Por isso, ele os considera “os santos da porta ao lado”.

Francisco recordou que tais profissionais estão ao lado de pacientes e familiares, “em cada fase da vida, do nascimento à morte, doença e recuperação, para ajudar a superar as situações mais traumáticas”.

Em sua mensagem, o papa convida os líderes políticos de todo mundo “para que invistam neste bem comum primário que é a saúde, reforçando as estruturas e empregando mais enfermeiros, para garantir a todos um atendimento adequado, no respeito pela dignidade de cada pessoa”.

“Está comprovado que investir neles melhora os resultados em termos de assistência e saúde geral”, ressaltou.

O papa argentino quis mencionar também o papel dos obstetras, que acompanham as mulheres grávidas e ajudam a dar à luz seus filhos.

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Papa defende trabalho de jornalistas em pandemia

06 de maio de 2020, 16:13

Foto: Ansa Brasil

 O papa Francisco pediu nesta quarta-feira (6) orações pelos “homens e mulheres” que trabalham nos meios de comunicação.

Em sua missa diária na Casa Santa Marta, sua residência oficial no Vaticano, o líder católico disse que, em tempos de pandemia, os jornalistas “trabalham muito” e arriscam sua própria saúde.

“Oremos hoje pelos homens e as mulheres que trabalham nos meios de comunicação. Que o Senhor os ajude neste trabalho de transmissão da verdade”, disse Francisco.

No início de abril, o Papa já havia agradecido à imprensa por ajudar a suportar o isolamento durante a pandemia, que infectou cerca de 3,7 milhões de pessoas e deixou aproximadamente 260 mil mortos em todo o mundo. (ANSA)

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Boas Festas!

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