GOSPEL

Justiça nega alteração de registro de evangélica com nome de santa católica

12 de janeiro de 2021, 10:01

Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou no último dia 7 o pedido de uma mulher para que pudesse trocar de nome. Perpétua Z., uma mulher evangélica, fez a solicitação na esperança de poder substituir seu primeiro nome por se tratar de uma homenagem à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. As informações são do colunista Rogério Gentile, do UOL.

Segundo a coluna, Perpétua diz que desde pequena odeia seu nome e que sente vergonha toda vez que o escuta, mas que, por respeito aos pais e avós, nunca tentou mudá-lo. No entanto, decidiu que gostaria de fazê-lo após começar a frequentar a igreja evangélica Assembleia de Deus.

Segundo a coluna, Perpétua diz que desde pequena odeia seu nome e que sente vergonha toda vez que o escuta, mas que, por respeito aos pais e avós, nunca tentou mudá-lo. No entanto, decidiu que gostaria de fazê-lo após começar a frequentar a igreja evangélica Assembleia de Deus.

Em uma petição enviada à Justiça solicitando a alteração em seu registro civil, Perpétua diz que manter um nome com homenagem à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro seria uma “afronta” à sua nova crença. De acordo com os dogmas evangélicos, o conceito de adoração e homenagem a santos são considerados idolatria, e segundo as religiões de natureza protestante apenas Deus deve ser idolatrado.

A desembargadora Ana Maria Baldy, relatora do processo, disse que a jurisprudência admite a mudança do prenome “imoral” ou “suscetível de expor a pessoa ao ridículo”. Mas considerou que o caso de Perpétua não se enquadra nesse categoria.

“Prenome ridículo é aquele que expõe a pessoa a escárnio, à zombaria, ao vexame, ao riso e ao sarcasmos, trazendo o constrangimento, a vergonha e, até mesmo, em casos extremos, o isolamento social”, disse a desembargadora.

Baldy afirma que o nome Perpétua trata-se de um nome comum, popular, nada havendo de excepcional ou imoral em sua utilização. Perpétua diz que “aquele que carrega um nome para sempre é que sabe efetivamente se lhe traz constrangimento ou não”. À decisão ainda cabe recurso.

Em dezembro, o mesmo TJ-SP autorizou uma mulher a trocar seu nome de Lindinalva para Lidiane. Assim como Perpétua, ela se dizia constrangida com seu prenome, que era o mesmo de uma canção de Gilberto Gil e de um personagem da obra “Jubiabá”, de Jorge Amado.

“Deverá prevalecer aqui o exame das razões íntimas e psicológicas da autora, diante da forte e evidente ojeriza que ela própria nutre pelo seu verdadeiro nome”, disse a desembargadora Maria de Lourdes Lopes Gil na decisão.

Fonte: IstoÉ 

 

Leia mais...

Papa Francisco irá renunciar após o Natal, diz fonte do Vaticano

23 de dezembro de 2020, 19:59

Foto: Reprodução

O homem de 83 anos tornou-se chefe da Igreja Católica após a renúncia do Papa Bento XVI – um movimento polêmico e o primeiro desse tipo em mais de 500 anos. No entanto, uma fonte próxima ao Papa Francisco afirmou que ele serviria apenas por sete anos, afirmando que seguiria os passos de seu antecessor. Austen Ivereigh é a ex-Diretora de Assuntos Públicos do anterior Arcebispo de Westminster, Cardeal Cormac Murphy-O’Connor e continua a trabalhar em estreita colaboração com o Vaticano.

Leia mais...

O DIA DE SANTA BÁRBARA

04 de dezembro de 2020, 12:29

Hoje, 4 de dezembro, é o dia dedicado àquela que é considerada pela hagiografia católica(a história dos santos) como protetora contra tempestades com raios e trovões Parece contraditório que uma Santa, que em vida foi uma mulher belíssima, esteja associada há algo tão brutal como raios, trovões e a procela em todo seu furor. Em outras mitologias este poder sempre foi atribuído a entidades masculinas como Zeus(grego), Thor, filho de Odin(nórdico), Seth(egípcio), Raijin(japonês) e Lei Gong(chinês). A exceção fica por conta da bela e poderosa Iansã no candomblé baiano que, como Orixá dos fenômenos climáticos, também é conhecida na umbanda como Oyá.

Bárbara de Nicomédia (280 – 317) d.c. começou sofrer o martírio, provavelmente no Egito ou na Antioquia, por volta de 313d.c. Sua vida foi escrita em diversos idiomas: grego, siríaco, armênio e latim. Conforme a lenda, Santa Bárbara era uma jovem belíssima. Padeceu toda sorte de suplícios: foi queimada com grandes tochas e teve os seios cortados. Foi executada pelo próprio pai, que lhe cortou a cabeça com uma espada. Logo após sua morte, um raio fulminou seu assassino. Em função disso, Santa Bárbara passou a ser invocada contra tempestades, temporais e tormentas e como protetora contra os raios.
Isso teria se passado no dia 4 de Dezembro de 317, hoje dia dedicado à Santa. O seu culto espalhou-se rapidamente pelo Oriente e pelo Ocidente, inclusive no Brasil. Aqui, Santa Bárbara é a Padroeira dos Mineiros.

Que as velas amarelas e vermelhas se acendam por toda a Bahia no dia de hoje em homenagem a Iansã. E que as velas brancas iluminem os altares dos templos anglicanos, ortodoxos e os da Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana espalhados pelo mundo.

VIVA SANTA BÁRBARA!

Montiez Rodrigues

Leia mais...

Brasileira vítima de tentativa de estupro será beatificada pelo papa

29 de outubro de 2020, 09:49

Foto: Reprodução

papa Francisco autorizou, nesta quarta-feira, 28, o decreto de “martírio” para a brasileira Isabel Cristina Mrad Campos, assassinada aos 20 anos de idade quando tentava escapar de uma tentativa de estupro. Por meio do decreto, ela será proclamada beata, último passo antes de ser elevada à santidade.

Isabel nasceu em 1962 no município de Barbacena, em Minas Gerais, em uma família católica. Aos 20 anos, mudou-se com seu irmão para a cidade de Juiz de Fora, no mesmo estado, para fazer um curso pré-vestibular com o objetivo de cursar faculdade de medicina.

No dia 1º de setembro de 1982, quando voltou para seu apartamento, um homem que foi montar um guarda-roupa em seu apartamento tentou violentá-la. Por oferecer resistência, ele a espancou com uma cadeira, amarrou-a, amordaçou-a e rasgou suas roupas. Como continuou a resistir, foi morta com 15 facadas.

Um grupo de pessoas entrou com um processo para sua beatificação, que foi instalado em Barbacena quando Isabel recebeu do Vaticano o título de “serva de Deus”, em 2001. Durante oito anos, um Tribunal Eclesiástico colheu depoimentos de quase 60 pessoas para atestar pela religiosidade da jovem.

Desde sua adolescência, ela fez parte da Associação de Voluntários da “Conferência de São Vicente” e muitos testemunharam sua ajuda às pessoas com deficiência e aos mais pobres. Sua morte violenta foi considerada pelos católicos como um verdadeiro martírio e os fiéis compararam a jovem vítima a Santa Maria Goretti, que também morreu lutando contra seu agressor.

Seu túmulo, localizado na Paróquia Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena, é um destino para fiéis de todo o Brasil. Visitantes colocam em seu túmulo pedidos de orações e agradecimento pelas graças alcançadas.

Continua após a publicidade

Além disso, Francisco também aprovou as “virtudes heroicas” do brasileiro Roberto Giovanni, irmão coadjutor da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nasceu em Rio Claro, São Paulo, em 1903, e faleceu em Campinas, em 1994.

Passo a passo da santidade

Para tornar-se santo, existem alguns passos necessários na Igreja Católica. Em primeiro lugar, o processo só pode começar cinco anos após a morte do candidato, a não ser que o período de espera seja encurtado pelo próprio Papa.

Depois, é aberta uma investigação para avaliar se o indivíduo viveu com santidade o suficiente. Se as evidências confirmam o caso, seguindo os padrões impostos pela Igreja, o candidato é declarado “servo de Deus”.

O terceiro passo é a prova de “virtude heroica”, em que o Papa examina as evidências para comprovar que o candidato era “venerável” – status do religioso Roberto Giovanni.

O próximo estágio é a beatificação, que requer a atribuição de um milagre às orações feitas ao indivíduo após a sua morte. Ele recebe, então, o título de “bem-aventurado”. No caso de reconhecimento de “martírio”, como o de Isabel, não é necessário que um milagre seja provado.

A etapa final é a canonização. Para chegar a esse estágio, um segundo milagre normalmente precisa ser atribuído ao indivíduo.

(Com EFE)

Leia mais...

Justiça de Goiás arquiva denúncia contra Padre Robson de Oliveira

07 de outubro de 2020, 07:40

Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça de Goiás arquivou a denúncia do Ministério Público contra o Padre Robson de Oliveira. A decisão foi tomada pelo desembargador Nicomedes Domingos Borges, sendo acompanhada pela turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal.

Padre Robson era acusado de praticar lavagem de dinheiro por meio da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), instituição fundada pelo sacerdote para gerir obras sociais e atividades de comunicação de cunho católico. A instituição é sustentada através de contribuições de fiéis em todo o Brasil.

Em sua decisão, o desembargador alegou que não havia provas sobre lavagem de dinheiro ou de desvio de finalidade das doações. “A Afipe se trata de uma associação civil evangelizador e, para atender às suas necessidades, poderá criar atividades como instrumento captador de recursos financeiros”, disse.

Em 21 de agosto, o Ministério Público deflagrou a Operação Vendilhões para investigar a suspeita de crimes como lavagem de dinheiro e de crimes de apropriação indébita, organização criminosa, sonegação fiscal e falsidade ideológica. O órgão investigou as doações feitas para a construção da nova basílica em Trindade.

Na época das investigações, Padre Robson de Oliveira se afastou da presidência da Afipe e da reitoria da Basílica do Divino Pai Eterno. Além disso, a Arquidioces de Goiânia chegou a suspender as ordens do padre, ou seja, impedindo-o de celebrar missas ou de ministrar outros sacramentos.

Leia mais...

O traficante que deu origem ao culto do Senhor do Bonfim e outras descobertas do ‘mapa da escravidão’ em Salvador

27 de setembro de 2020, 11:18

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Site mapeia homenagens controversas, reparadoras e locais esquecidos de resistência à escravidão na capital baiana.

Anualmente, no mês de janeiro, a cidade de Salvador se reúne diante da Igreja do Senhor do Bonfim para uma celebração sincrética que reúne católicos e adeptos do candomblé. A festa teve início com a lavagem que pessoas escravizadas faziam da Igreja e hoje é considerada Patrimônio Imaterial do Brasil, celebrada por autoridades locais como espaço livre de discriminação.

Mas a praça diante da igreja homenageia um dos principais traficantes de africanos escravizados da Bahia. Seu túmulo, na verdade, está em destaque dentro do templo, já que ele foi o responsável por trazer a imagem que permitiu o culto ao Senhor do Bonfim no Estado.

Em meio ao debate sobre homenagens a traficantes de seres humanos retirados da África — que ganhou nova força com os protestos de movimentos antirracistas nos Estados Unidos e na Europa neste ano — um grupo de historiadores decidiu jogar luz sobre esta e outras ligações esquecidas de homenagens, ruas e locais históricos de Salvador com a escravidão.

Salvador foi o segundo maior porto de desembarque de africanos nas Américas durante a vigência do comércio transatlântico de pessoas escravizadas, atrás apenas do Rio de Janeiro. Estima-se que mais de 1,2 milhão de africanos chegaram à Bahia nos chamados navios negreiros.

A iniciativa dos historiadores deu origem ao site Salvador Escravista, que mapeia homenagens controversas, homenagens reparadoras e também lugares esquecidos, onde ocorreram episódios importantes da história da população negra da cidade.

“O propósito do site não é simplesmente mudar nomes de ruas ou retirar monumentos, mas isso poderia, sim, vir como resultado”, diz à BBC News Brasil Felipe Azevedo e Souza, professor do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e um dos realizadores do projeto.

“O que queremos é um debate maior sobre políticas públicas voltadas para a memória da cidade, que sejam mais democráticas e mais plurais.”

O projeto já inspira historiadores de outros Estados, como Pernambuco, Goiás e Rio Grande do Sul, a fazer iniciativas semelhantes.

Os organizadores também pretendem criar um aplicativo que transforme os verbetes do site em um percurso turístico que possa dar mais informações aos visitantes sobre o lado menos conhecido dos personagens e monumentos da capital baiana — e do país.

A BBC News Brasil reúne aqui algumas dessas histórias:

O traficante de escravos que decorou a Igreja do Senhor do Bonfim

O português Teodósio Rodrigues de Faria foi capitão de um navio mercante da Índia por anos e, já com fama de “grande homem do mar”, na década de 1740, se estabeleceu em Salvador, onde passou a investir no comércio — incluindo o de pessoas.

Ao que tudo indica, ele já era devoto do Senhor do Bonfim, que dava nome a um de seus barcos. Segundo o historiador Cândido Domingues, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), o navegante invocou a proteção do Cristo crucificado durante uma tempestade marítima em viagem a Lisboa. E, em retribuição, levou para Salvador uma imagem do Senhor do Bonfim semelhante à que existia na cidade portuguesa de Setúbal.

“A imagem foi eventualmente colocada na Igreja do Senhor do Bonfim, que estava sendo construída na Colina Sagrada. Segundo registros de outros historiadores, Teodósio também investiu bastante na decoração da Igreja. Na pintura do teto se vê um painel em que um grupo de marinheiros entrega aos santos e anjos um quadro representando o navio durante a tempestade, e a vela do navio”, disse Domingues à BBC News Brasil, em entrevista por telefone.

A devoção e o investimento na igreja também lhe renderam lugar de destaque na irmandade do Senhor do Bonfim, que reunia outros comerciantes influentes na sociedade da época.

Quando morreu, em 1757, Teodósio Rodrigues foi enterrado dentro da Igreja, que é um dos principais cartões postais de Salvador e palco de uma de suas maiores festas inter-religiosas, a Lavagem do Bonfim.

O traficante está enterrado dentro da igreja como seu “primeiro benfeitor”. A praça diante do tempo e uma rua lateral também o homenageiam, sem mencionar sua participação no comércio de africanos – Foto: Cândido Domingues | Acervo pessoal / BBC News Brasil

O capitão português também dá nome à praça que fica diante da igreja e a uma rua próxima, tamanha é a sua importância na sua fundação.

“Só que, nos anos 1750, Teodósio Rodrigues de Faria também atuou intensamente no tráfico de africanos, um detalhe que costuma ser omitido ou posto em dúvida nas homenagens e reportagens sobre ele feitas durante a festa do Bonfim”, diz o historiador.

Em sua pesquisa, Cândido Domingues encontrou registros de navios negreiros que Farias possuía em sociedade com outros traficantes da época e até uma prestação de contas em que ele reivindica escravizados que lhe pertenciam em um navio cujo dono morreu ao chegar da África.

“A importância de conhecermos e discutirmos isso é dar a possibilidade a fieis e cidadãos de compreender outras histórias que estão no nosso passado. A ideia não é necessariamente desfazer esses monumentos. Mas, conhecendo as outras partes da nossa história, podemos registrá-las e fazer a crítica necessária”, afirma Domingues.

O Elevador construído com dinheiro do comércio ilegal de africanos

O famoso Elevador Lacerda, que liga as partes alta e baixa da capital baiana e chegou a ser o maior do mundo à época de sua inauguração, em 1873, não foi construído para homenagear um traficante de escravos, como outros monumentos agora polêmicos.

O projeto inicialmente foi chamado de Elevador Hidráulico da Conceição, e era considerado uma ideia um tanto extravagante. Só em 1896 passou a se chamar se chamar Elevador Antonio de Lacerda, em homenagem ao seu idealizador.

O principal cartão portal da capital baiana provavelmente não teria sido construído sem uma fortuna obtida com o tráfico de africanos, mesmo após a lei que o proibia, segundo historiadora Foto: Getty Images / BBC News Brasil

No entanto, segundo a historiadora Silvana Andrade dos Santos, doutora em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), a obra provavelmente não teria sido feita sem a riqueza acumulada pelo pai de Lacerda, o negociante português naturalizado brasileiro Antonio Francisco de Lacerda, no tráfico ilegal de africanos, ou seja, mesmo após a proibição por lei.

“Pela imagem que pude construir a respeito de Antonio Francisco de Lacerda através da minha pesquisa, ele parece um especulador. Sempre que via uma oportunidade de fazer um bom negócio ele fazia e, quando achava que aquilo já não era pra ele, saía”, disse à BBC News Brasil.

“A historiografia tem demonstrado que cinco anos antes da proibição oficial do tráfico de pessoas, quando o Brasil começou a negociar os tratados com a Inglaterra, a demanda pela mão de obra escravizada aumentou muito. Isso fez com que muitos negociantes entrassem no comércio para obter altos lucros. Pelo que eu consegui perceber, esse foi o caso dele.”

A pesquisadora encontrou registros de que Lacerda, o pai, era sócio em ao menos duas embarcações fretadas para fazer viagens negreiras para África no final da década de 1830 — a importação de escravizados africanos para o Brasil já era proibida desde 1831.

As embarcações foram apreendidas e condenadas pela Marinha britânica. Por isso, os registros de seus donos permaneceram arquivados.

“A documentação sobre o tráfico ilegal é justamente para as viagens que não deram certo. Quantas outras deram certo e não sabemos?”, questiona Silvana.

De acordo com ela, era comum que comerciantes da época entrassem no tráfico, realizassem algumas viagens, ganhassem um bom dinheiro e investissem em outros negócios que tinham.

Lucros com viagens negreiras ilegais permitiram a Antonio Francisco de Lacerda enviar os filhos para estudar no exterior e abrir a Companhia de Transportes Urbanos, que faria o Elevador Foto: Getty Images / BBC News Brasil

No caso de Antonio Francisco de Lacerda, o lucro foi usado em empreitadas como uma estrada de ferro, a maior fábrica de tecidos do país no século 19, o Banco da Bahia e a Companhia de Transportes Públicos. Seus filhos foram enviados para estudar em países como Suíça e Estados Unidos, algo que só estava ao alcance de família abastadas.

Em 1856, o filho, Antonio de Lacerda, volta ao Brasil sem concluir o curso de Engenharia que havia começado nos Estados Unidos e assume os negócios do pai. Alguns anos mais tarde, ele consumiria boa parte da fortuna familiar na construção do Elevador.

Discursos da família reproduzidos em jornais da época, no entanto, dão a entender que o Lacerda filho não acreditava ter recebido o devido reconhecimento por sua obra. Um de seus netos reclamou, inclusive, de seu ressentimento por ter que pagar a própria passagem, que, na época, custava o equivalente a R$ 0,10.

O grito de liberdade eternizado nas ruas 13 de Maio

Desde o final dos anos 1970, parte do movimento negro brasileiro questiona a importância do dia 13 de maio de 1888, quando foi assinada a Lei Áurea, em contraposição à narrativa de que a abolição da escravidão teria sido uma generosidade da família real para com a população negra.

No entanto, as ruas de Salvador contam outra história. Em seu mapeamento, os historiadores do site Salvador Escravista encontraram sete ruas Treze de Maio na cidade, quase todas elas em bairros periféricos, como Liberdade e Paripe, cuja maioria da população é negra.

Segundo a historiadora Iacy Maia Mota, professora na Ufba e autora de uma tese sobre as reações à abolição na Bahia, a nomeação das ruas dá uma pista sobre a importância real que a data teve na vida das milhares de pessoas cujas vidas foram impactadas pela lei.

“Eu tenho esse debate com ativistas do movimento negro sobre a necessidade que temos de valorizar o 13 de maio. Não podemos esvaziar o significado dessa data. Ela foi um resultado da luta abolicionista que as pessoas celebraram. Elas foram para as ruas, desafiaram os ex-senhores, afirmaram sua liberdade”, disse à BBC News Brasil.

A lei Áurea, segundo Mata, rompeu com a estratégia de abolição gradual da escravidão. Até então, a libertação dos escravizados ocorria através de leis como a do Ventre Livre (1871) e a dos Sexagenários (1875). Mas ambas impunham condições à liberdade, como a indenização dos ex-senhores ou um tempo extra de servidão.

Mas as disputas jurídicas sobre a legitimidade da escravidão começaram a crescer no país, assim como o movimento abolicionista.

“Quando o Brasil se viu internacionalmente isolado em relação à manutenção escravidão – já que foi o último país das Américas a acabar com ela – e o abolicionismo virou um movimento de massa, os legisladores brasileiros se viram forçados a resolver o que eles chamavam de ‘a questão servil'”, diz a historiadora.

O resultado disso é que a lei promulgada em 13 de maio, que tramitou rapidamente no Parlamento e foi sancionada pela princesa Isabel, é a única sobre o tema a ter somente dois parágrafos: um acabando com a escravidão e outro revogando todas as disposições em contrário.

“Os escravocratas baianos sabiam das discussões no Parlamento, mas não imaginavam que seria aprovada a abolição imediata, sem indenização a eles e sem um dispositivo que obrigasse os libertos a continuar trabalhando. Eles foram surpreendidos e reclamaram muito”, conta Iacy Mata.

Muitos dos recém-libertados, por sua vez, passaram a se recusar ao trabalho nos moldes da escravidão. Jornais da época tinham relatos de escravistas que foram abandonados por seus cativos no dia 13 de maio – alguns retornavam apenas para informar que não trabalhariam mais para ninguém.

“Entre 1888 e 1889 explodiram pedidos pelo uso da força policial em várias cidades da Bahia, inclusive Salvador, para conter os libertos porque havia muito samba, festas nas ruas e recusa a voltar às fazendas. Isso era entendido como insubordinação aos ex-senhores”, conta Mata.

Imediatamente após a aprovação da lei, os recém-libertos começaram a abandonar as fazendas e recusar-se a trabalhar para os senhores; eram acusados de insubordinação Foto: Harry Hamilton Johnston | New York Public Library / BBC News Brasil

No momento da abolição, a Bahia abrigava cerca de 10% da população escravizada do Brasil. Os beneficiados pela lei Áurea eram identificados nos registros policiais como “13 de maio 88 recém-libertados”.

“Sabemos que a aprovação da lei não abalou as estruturas fundacionais do Brasil, porque não trouxe inclusão para os ex-escravizados na sociedade”, reconhece a historiadora.

“Mas ela colocou em xeque, em alguma medida, a hierarquia racial. Porque a liberdade, em tese, já não tinha cor. Foi uma mudança importante para aquelas pessoas. E o caráter popular da lei pode ser visto na geografia da cidade.”

Mas, se nas periferias da capital baiana encontram-se algumas ruas Treze de Maio, nos bairros nobres uma única avenida – entre a Graça e a Barra – é dedicada, de certo modo, à abolição da escravidão. Chama-se Princesa Isabel.

O barão que tentou frear a abolição

Também homenageado com uma longa rua no bairro da Calçada, na Cidade Baixa, o barão de Cotegipe foi um dos principais antagonistas da princesa Isabel no tema da abolição — mesmo fazendo parte de seu governo.

O barão, cujo nome era João Maurício Wanderley, foi um dos principais representantes dos interesses escravagistas na política brasileira. Ele também dá nome a ruas em cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Paraná e até de um município no Rio Grande do Sul.

“Ele foi uma figura relevante em todo o país, mas sua memória pública não dá ênfase ao fato de que ele foi o escravocrata mais poderoso dos últimos anos do Império. E tomou muitas medidas em prol da perpetuação da escravidão”, disse à BBC News Brasil o historiador Felipe Azevedo e Souza, da Ufba.

Como presidente do Conselho de Ministros, uma espécie de primeiro-ministro durante a regência da princesa Isabel, ele propôs a lei dos Sexagenários, que libertava os escravos com 60 anos ou mais, mas os obrigava a pagar indenização ao senhor e a trabalhar por mais três anos para compensá-lo.

“Cotegipe acreditava piamente que a escravidão não era, por si só, um problema. O problema eram os maus senhores, porque os bons senhores iriam cuidar bem dos escravizados. Ele usava isso como argumento para adiar a abolição”, conta Souza.

“Em 1887, quando se debate o fim da pena de açoite aos escravizados, ele se posiciona contra, dizendo que é uma maneira de o senhor educar o escravizado como um pai educa um filho ‘dando-lhe uma palmada’.”

Segundo o historiador, o barão havia sido alçado ao posto, em 1885, justamente para refrear as tendências abolicionistas da princesa. O resultado disso foi que um aumento da repressão violenta às manifestações pela abolição, que ganhavam força. Líderes foram presos e caçadas humanas a escravizados que fugiam de fazendas, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, foram promovidas.

“O Exército foi convocado para atuar na repressão, e isso também gerou uma crise para o regime. De um lado, boa parte dos jovens oficiais, prendados em filosofia e imbuídos de um certo idealismo, eram abolicionistas. De outro, os oficiais mais velhos queriam o reconhecimento de heróis nacionais pela vitória na Guerra do Paraguai e sentiam que estava sendo reduzidos a capitães do mato”, diz Souza.

Sob pressão, o movimento pela abolição recorria cada vez mais a métodos radicais, como articular fugas coletivas de escravizados e criar quilombos urbanos para abrigá-los. E aumentava a tensão entre o barão e a princesa, que acabou conseguindo sua renúncia da presidência do Conselho dos Ministros.

Cotegipe ainda voltou ao Senado para votar contra a lei Áurea em 1888. E disse à princesa Isabel que ela libertou os escravos, mas perdeu o Império.

“O interessante é perceber que boa parte da crise que acabou por derrubar o Império foi ele mesmo que causou, justamente por ser um escravista inflexível. Foi ele que provocou uma crise com os militares e demorou para negociar com os abolicionistas e com os setores progressistas da sociedade”, conclui o historiador.

A revolta de escravizados que fez tremer o império — e foi apagada da cidade

O maior e mais importante levante urbano de africanos escravizados já registrado no Brasil ocorreu durante algumas horas entre os dias 24 e 25 de janeiro de 1835 em Salvador.

Em um sobrado na ladeira da Praça, no centro da cidade, cerca de 50 africanos de diversas etnias, muitos deles muçulmanos (conhecidos como imales, na língua iorubá, da África Ocidental), se reuniam quando foram cercados por forças de segurança.

Eles atacaram os soldados e dali saíram para libertar um de seus líderes, Pacífico Licutan, na cadeia pública. Enfrentaram mais soldados na praça Municipal e angariaram o apoio de outros grupos de africanos, libertos e escravizados, em um percurso por todo o centro até o Terreiro de Jesus, local onde hoje é o bairro do Pelourinho. A batalha sangrenta continuou até Água de Meninos, na Cidade Baixa, onde os africanos foram derrotados.

O Largo Terreiro de Jesus, no Pelourinho, foi palco de uma das batalhas entre os malês e os policiais durante a revolta, cujo objetivo final nunca foi conhecido Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Em nenhum desses pontos, no entanto, há qualquer placa, monumento ou marco sobre a Revolta dos Malês.

“Mais de 20 anos atrás, eu e alguns colegas colocamos uma placa modesta de madeira marcando o lugar onde provavelmente a revolta começou. Não sabemos se a placa caiu ou foi retirada, mas ela não existe mais. Talvez essa tenha sido a primeira ação de demarcação da revolta na cidade”, disse à BBC News Brasil o historiador João José Reis, da Ufba, autor do livro Rebelião Escrava no Brasil – A História do Levante dos Malês em 1835.

Após a derrota, muitos dos revoltosos foram açoitados em praça pública, presos ou deportados à África. Quatro deles foram fuzilados no Campo da Pólvora, na Cidade Baixa, em local também mapeado pelo site Salvador Escravista como um dos “Locais esquecidos”.

Mesmo africanos que não participaram do levante passaram a ser perseguidos pela polícia, e senhores também passaram a impor a religião católica a escravizados muçulmanos.

O medo de outro episódio como aquele também tomou o Império. No Rio de Janeiro, africanos escravizados que chegavam da Bahia esperavam muitas vezes por meses dentro de navios sem poder desembarcar, até que tivessem uma ficha corrida aprovada pela polícia baiana que provasse que não participaram da revolta.

Por que, então, um momento tão importante da resistência à escravidão nunca foi marcado no espaço urbano?

“Isso faz parte de um pacote de apagamento da história do negro em todo o Brasil, e aqui em Salvador especificamente. É obviamente resultado de uma celebração da nossa história que privilegia temas não negros na monumentalização ou da nomeação de logradouros públicos. Por outro lado, vejo uma certa tendência de melhora”, diz Reis.

Um projeto aprovado pela Câmara dos Vereadores da capital baiana quer nomear a estação de metrô no Campo da Pólvora em homenagem aos malês, e colocar um monumento na praça onde fica a estação.

O grupo de pesquisadores chefiado por Reis, que reúne historiadores e museólogos de diversas universidades do Estado, também planeja um Museu da Escravidão e Invenção da Liberdade, que contemple não só o período da escravidão, mas toda a presença organização da população negra na política e na cultura brasileiras.

Apenas uma pequena rua no bairro da Liberdade homenageira o episódio, que foi o levante urbano de escravizados mais importante registrado no Brasil Foto: Google / BBC News Brasil

“É fundamental mostrar para as pessoas que os negros escravizados não se acomodaram, não aceitaram a situação de vítimas. Eles reagiram de muitas maneiras silenciosas, invisíveis, no cotidiano, mas também de maneiras barulhentas, espetaculares e espantosas, como foi a Revolta dos Malês”, afirma o historiador.

“E isso tem que ser inscrito na memória da cidade, particularmente na memória dos negros. Mas na dos brancos também, serve para todo mundo.”

Como contribuição ao site Salvador Escravista, João José Reis enviou uma pequena rua encontrada no bairro da Liberdade, conhecido por abrigar a sede de grupos culturais e políticos como o bloco afro Ilê Ayê e o Movimento Negro Unificado (MNU).

A homenagem torna o levante dos africanos de 1835 vitorioso, mesmo que não se saiba, até hoje, qual era o seu objetivo final — a rua foi nomeada Revolução, e não revolta, dos Malês.

Fonte:

Camilla Costa – @_camillacosta – Da BBC News Brasil em Londres
Leia mais...

‘É preciso proteger indígenas contra empresas’, diz Papa

01 de setembro de 2020, 08:57

Foto: Reprodução

O papa Francisco fez nesta terça-feira (1º) mais um apelo em defesa do meio ambiente e afirmou que é preciso proteger as comunidades indígenas das empresas, “particularmente as multinacionais”.

A declaração está em uma mensagem do líder católico pelo Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, celebrado pela Igreja no dia 1º de setembro.

“É preciso proteger as comunidades indígenas de empresas, particularmente multinacionais, que, com a extração perniciosa de combustíveis fósseis, minerais, madeira e produtos agroindustriais, fazem nos países menos desenvolvidos aquilo que não podem fazer nos países que lhes dão o capital”, escreveu Francisco.

De acordo com o Papa, essa “má conduta” das companhias representa um “novo tipo de colonialismo, que explora vergonhosamente comunidades e países mais pobres a braços com uma busca desesperada de desenvolvimento econômico”.

“É necessário consolidar as legislações nacionais e internacionais, para que regulamentem as atividades das empresas extrativas e garantam o acesso à justiça aos prejudicados”, disse.

Na mensagem, o Pontífice também cobrou respeito ao Acordo de Paris sobre o clima, que busca limitar o crescimento da temperatura média global a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. De acordo com o líder católico, ir além disso se revelaria “catastrófico, sobretudo para as comunidades mais pobres em todo o mundo”.

“Convido cada país a adotar metas nacionais mais ambiciosas para reduzir as emissões [de poluentes]”, afirmou. Além disso, o Papa ressaltou que a “desintegração da biodiversidade, o aumento vertiginoso de catástrofes climáticas e o impacto desproporcionado que tem a pandemia atual sobre os mais pobres e frágeis são sinais de alarme perante a avidez desenfreada do consumo”.

“Nossos estilos de vida forçam o planeta para além dos seus limites. A procura contínua de crescimento e o ciclo incessante da produção e do consumo estão a extenuar o ambiente”, disse. (ANSA)

Leia mais...

Padre pede desculpas após desejar morte de fiéis em isolamento: “Sou fraco”

26 de agosto de 2020, 11:55

Foto: Reprodução

Uma declaração polêmica do padre Antônio Firmino, da paróquia São João Batista, em Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata mineira, causou polêmica nas redes sociais. Ao final da missa, o sacerdote disse que a Covid-19 não pode servir de ‘desculpa’ para quem não é do grupo de risco faltar às missas presenciais. O padre foi além e desejou que essas pessoas morram antes da vacina estiver disponível. Com as críticas, o pároco divulgou vídeo pedindo desculpas (assista ao final da matéria).

“Então, a gente vai vendo quem realmente ama a eucaristia. Porque tem alguns católicos, engraçado, que tem saúde tem tudo e dizem: ‘Eu só vou na igreja quando tiver a vacina’. Tomara que não apareça vacina para essas pessoas. Ou que morram antes da vacina chegar. Porque existem pessoas que não têm problema nenhum, que não estão no grupo de risco. Mas isso significa que a pessoa não tem fé nenhuma”, disse.

As palavras do pe. Antônio Firmino vão contra às determinações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para o combate à pandemia do novo coronavírus.  Autoridades eclesiásticas entendem que assistir à missa pelas redes sociais é perfeitamente consoante com as orientações da igreja, além de evitar aglomerações e a transmissão da doença. Vários estados e cidades têm flexibilizado as medidas de isolamento, mas mantendo cuidados.

Com as críticas recebidas, o sacerdote postou na manhã desta terça (25) um vídeo em que reconhece os excessos de sua fala e pede que o perdoem e orem por ele. “Dado a celeuma que causou o comentário infeliz que fiz ao final da missa deste domingo, venho até pedir desculpas e retratar e trouxe alguns transtornos . Quem me conhece, sabe o quanto tenho me empanhando para preservar a vida nesses tempos e pandemia. Tenho que pedir desculpas àquelas pessoas que se ofendidas com minhas palavras”, diz.

https://www.facebook.com/paroquiasaojoaovrb/

 

 

Leia mais...

‘Tomara que morram antes da vacina chegar’, deseja padre a quem não está indo à missa por medo da COVID-19

25 de agosto de 2020, 07:59

Foto: Reprodução

O padre Antônio Firmino, da paróquia São João Batista, em Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata Mineira, desejou a morte de católicos que não estão indo à missa por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus.

Segundo o pároco, os fiéis que não estão no grupo de risco e optaram por sair só quando houvesse a vacina deviam “morrer antes” que ela fosse entregue à população.

A celebração em que a fala foi dita ocorreu neste último domingo (24/8).

No vídeo, que está circulando pelas redes sociais, o padre diz que a igreja está respeitando as normas de distanciamento, mas repreendeu os fiéis que não estão frequentando as reuniões. “Então, a gente vai vendo quem realmente ama a eucaristia”, disse ele.

“Porque tem alguns católicos, engraçado, que tem saúde tem tudo e dizem: ‘Eu só vou na igreja quando tiver a vacina’. Tomara que não apareça vacina para essas pessoas. Ou que morram antes da vacina chegar. Porque existem pessoas que não têm problema nenhum, que não estão no grupo de risco. Mas isso significa que a pessoa não tem fé nenhuma”, concluiu o padre.

A reportagem entrou em contato com a Arquidiocese de Belo Horizonte que ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

 

Correio Braziliense 

Leia mais...

Pastor em SP é preso em flagrante por estupro de criança de 9 anos

21 de agosto de 2020, 17:25

Foto: Reprodução

A polícia prendeu na tarde de ontem, 20, um pastor em flagrante por sequestro e estupro de uma criança de 9 anos em Taboão da Serra, na Grande SP.

De acordo com a PM (Polícia Militar), o pastor Sérgio Gomes, 43 anos, da Igreja Assembleia de Deus, sequestrou a menina com a justificativa de que a levaria para almoçar. As informações são da Band TV.

Após o sumiço do pastor, a mãe da criança e a mulher do homem foram à delegacia fazer a denúncia.

Segundo a polícia, a menina contou que havia sido abusada sexualmente dentro da igreja e essa não teria sido a primeira vez. O acusado foi preso em flagrante, mas negou o crime. Também à polícia, a esposa do suspeito, que está grávida de 7 meses, disse que desconfiava do marido e do excesso de carinho pela menina.

De acordo com a reportagem da Band TV, a criança passou por exames no Hospital Pérola Byington. No carro do acusado foram encontrados objetos como brinquedos, brilho labial e doces. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher de Taboão da Serra.

Como denunciar casos de abuso infantil e como orientar a criança

Casos como o desta menina de 10 anos, abusada pelo próprio tio, infelizmente não são raros no Brasil. O Disque 100 recebe milhares de denúncias por ano, mas sabemos que esses dados não estão nem perto da realidade, uma vez que ainda é difícil ter estatísticas que realmente abranjam o problema de forma real.

Isso se dá por inúmeros fatores como, por exemplo, pelo preconceito e pelo silêncio das vítimas (que às vezes não entendem o que está acontecendo com elas) e pela “vergonha” e falta de informação sobre o assunto de familiares.

Reconhecer os tipos de abusos e saber orientar as crianças é fundamental.

Leia mais...

Boas Festas!

VÍDEOS