Canhoto ou destro? Um deles tem maior risco de esquizofrenia

04 de janeiro de 2020, 07:14

Um estudo apontou uma associação entre a condição de canhoto e um maior risco de desenvolver esquizofrenia, embora o motivo ainda não seja claro.

Estima-se que 10% da população em todo o mundo seja canhota. Até o momento os cientistas ainda não conseguiram discernir com absoluta certeza o motivo por que certos indivíduos têm uma maior inclinação para escrever com a mão esquerda, mas sabem que a genética é parcialmente responsável.

O estudo analisou o DNA de 400 mil indivíduos, entre eles 38.332 canhotos, e registrou que as variantes genéticas relacionadas a ser canhoto estão associadas a diferenças na ‘matéria branca’ do cérebro e em áreas que ditam a linguagem. 

“Isto aumenta a possibilidade intrigante para investigações futuras sobre a vantagem que os canhotos podem ter sobre os destros quando se trata de tarefas verbais (…) Precisamos avaliar se esta coordenação das áreas da linguagem entre os lados esquerdo e direito do cérebro nos canhotos lhes dá uma vantagem na capacidade verbal”, explicou Akira Wiberg, pesquisador que trabalhou neste estudo.

A pesquisa revelou ainda que nos não destros, os lados esquerdo e direito do cérebro “comunicam de forma mais coordenada”. Em contrapartida, e num tom menos positivo, o estudo apontou adicionalmente uma associação entre a condição de canhoto e um maior risco de desenvolver esquizofrenia, embora o motivo ainda não seja claro.

“É bem sabido que há mais canhotos entre os pacientes que sofrem com esquizofrenia. Em contraste, há menos canhotos com doença de Parkinson”, explicou Dominic Furniss, da Universidade de Oxford, à CNN.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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