Câncer de próstata: fatores de risco e opções de tratamento

18 de novembro de 2020, 07:13

Neoplasia que mais atinge homens, o câncer de próstata tem o mês de novembro dedicado à conscientização sobre seus impactos, fatores de risco e tratamento (Foto: Reprodução)

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tumor de próstata é o mais incidente nos homens do Brasil atualmente (excetuando-se tumores de pele não melanoma) e o segundo com maior mortalidade. Por esse motivo o assunto é tema da campanha Novembro Azul, que é dedicada a conscientização sobre atenção com a saúde masculina, especialmente câncer de próstata.

“A próstata é uma glândula do sistema genital masculino cuja função é produzir o líquido prostático, o qual compõe o sêmen e ajuda a proteger e nutrir os espermatozóides”, explica o radio-oncologista do Instituto de Radioterapia São Francisco, Rafael Borges Salera. “Tal glândula está localizada abaixo da bexiga e é atravessada pela uretra, motivo pelo qual alterações na função urinária podem estar relacionadas a problemas da próstata, inclusive câncer”, diz

Fatores de risco e diagnóstico

Segundo o médico, dentre os fatores de risco para a neoplasia de próstata, os principais são história familiar positiva, idade avançada e pele negra. “Homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem buscar atendimento urológico para serem avaliados por meio de entrevista e exames a fim de se rastrear o câncer de próstata”, orienta o médico.

“O diagnóstico desse tumor é feito através da biópsia guiada por exame de imagem, procedimento no qual múltiplos fragmentos da próstata são retirados por agulha e analisados ao microscópio pelo médico patologista”, comenta Rafael Salera.

Uma vez feito o diagnóstico, avalia-se os seguintes fatores para definição da gravidade da doença: valor de PSA, características da próstata percebidas ao toque retal / exame de imagem, número de fragmentos da biópsia acometidos por neoplasia e escore de Gleason (é uma pontuação dada ao tumor de próstata levando-se em consideração às características das células ao microscópio).

Tratamento

O tratamento pode ser feito com cirurgia, radioterapia, braquiterapia e terapia hormonal, de forma isolada ou em conjunto. “Muitas vezes os pacientes podem ser tratados de forma igualmente eficaz pela cirurgia, radioterapia e braquiterapia”, diz o médico. Segundo Salera, cada modalidade tem suas vantagens e potenciais efeitos colaterais, motivo pelo qual o tratamento do câncer de próstata deve ser conduzido por equipe multidisciplinar composta por profissionais médicos da urologia, radioterapia e oncologia clínica.

“Outra opção segura é a observação cuidadosa dos homens portadores de doença em estágios iniciais”, sugere o médico. “É sabido que nessas situações o tumor de próstata tem tão bom prognóstico que os pacientes podem ser acompanhados com exames rotineiros e o tratamento só é indicado caso haja sinais do avanço da doença”, afirma.

Por fim, o médico lembra que muitas vezes, nos estágios iniciais, a doença permanece indolente ao longo do tempo e o indivíduo nunca necessitará ser submetido a nenhum tipo de tratamento, sem prejuízo à qualidade de vida.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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