Bairrismo como parâmetro

07 de fevereiro de 2018, 13:55

Defender o local de nascimento ou o lugar e a região que se escolheu para viver é uma característica do bairrista, aquele que demonstra abertamente o apreço e o sentimento de pertencimento. Uma qualidade excepcional quando a defesa se remete a cuidar e a participar efetivamente das construções de políticas públicas e sociais que possam impactar positivamente na vida dos seus conterrâneos.
É importante que se tenha o conhecimento de que o bem comum é a união de fatores que envolve uma relação coletiva, independente de se tratar de um ou mais lugares; por tanto o respeito e o reconhecimento às peculiaridades de uma cidade ou região que não seja a sua se faz necessário, sendo inclusive, também, uma demonstração de maturidade social.
Quando o assunto é território, agrupamento de municípios que se identificam culturalmente, hidrograficamente, economicamente e outros fatores, nada mais salutar do que imitar o que o vizinho está fazendo de bom. Copiar as boas ações e, ou, atuar em sintonia com os próximos fortalece o desenvolvimento equilibrado e sustentável entre as regiões.
A Imitação além de ser um comportamento avançado é uma forma de aprendizagem. Na política aquilo que não se consegue imitar precisa ser construído, uma premissa para o aparecimento de líderes. Nem sempre o político que se destacou em uma determinada cidade ou região conseguirá repetir o feito em outras cercanias. É preciso existir critérios no momento das escolhas dos representantes. Uma liderança local não tem o direito de impor aos seus munícipes suas preferências eleitorais sem uma justificativa louvável. A população não é marionete de seu timoneiro. O pretensiosismo e a objetificação do eleitor gerarão inevitavelmente prejuízos incalculáveis.
Em outubro deste ano os aptos a votar voltarão às urnas para escolher seus representantes nos legislativos estaduais e federal e o presidente do país. A sensatez, mais do que nunca, deve ser a principal resposta para os que se acham proprietários das escolhas e consciências alheias. É a hora de fazer acontecer, de mostrar que não é conformado, acomodado e muito menos marcado, pois esperar não é saber.
Acompanhar uma opção é uma decisão pessoal; enquanto aceitar uma imposição é ignorância. Na dúvida, utiliza-se o bairrismo como parâmetro, uma forma mais próxima e fácil de avaliar.

Por Gervásio Lima
Jornalista e historiador

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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