Andropausa, 7 sinais da ‘versão masculina’ da menopausa

06 de janeiro de 2020, 12:31

Apesar de resultarem de alterações hormonais associadas ao envelhecimento, a andropausa (que afeta os homens) e a menopausa (que acomete as mulheres) são processos amplamente distintos (Foto: Reprodução)

Aandropausa ou síndrome de deficiência androgénica, está associada ao processo natural de envelhecimento do homem e resulta de uma diminuição significativa dos níveis de testosterona – hormona masculina, explica o hospital CUF. Segundo estimativas da Urology Care Foundation, quatro em cada dez homens com mais de 45 anos têm baixos níveis de testosterona.

Tanto a andropausa como a menopausa caracterizam-se pela diminuição da produção de hormônios sexuais, contudo os fenômenos diferem e afetam ambos os sexos de formas diferentes.

Na menopausa os níveis de estrogénio (hormonal sexual feminina) diminuem de forma mais abrupta, sendo que a mulher deixa de poder ter filhos. Já na andropausa, os níveis de testosterona sofrem uma redução mais gradual: segundo a International Society for Sexual Medicine, a partir dos 30 anos estes níveis vão diminuindo 1% por ano, processo que perdura por vários anos. Esta diminuição não se traduz necessariamente em infertilidade; o homem pode conseguir ter filhos até uma idade avançada e, quando é saudável, poderá produzir esperma até depois dos 80 anos.

Quais são os sintomas da andropausa?

Embora nem todos os homens apresentem sintomas associados à andropausa, por volta do fim dos 40 anos ou início dos 50, estes podem manifestar-se tanto a nível sexual, como físico. Eis alguns segundo a CUF:

– Diminuição da libido (desejo sexual), da ejaculação e do orgasmo;

– Disfunção erétil;

– Redução do tamanho dos testículos;

– Diminuição da força, da massa muscular e da densidade óssea (osteoporose);

– Inchaço das mamas (ginecomastia);

– Alterações do tecido adiposo, com maior concentração de gordura na zona abdominal;

– Perda de pelos corporais. 

A CUF alerta ainda que a diminuição dos níveis de testosterona pode também ter impacto na qualidade do sono (insônia ou mais sonolência) e provocar distúrbios do humor (diminuição da capacidade intelectual, ansiedade e depressão) e fadiga.

Na presença destes sintomas, consulte um médico, pois, embora possam dever-se ao processo normal do envelhecimento, podem estar associados a outras condições que devem ser excluídas, tais como problemas na tiróide, efeitos secundários de medicamentos ou apneia do sono. 

Como aumentar a imunidade rapidamente 

Para aumentar a imunidade rapidamente deixando o corpo mais forte no combate aos agentes agressores deve-se:

Adotar bons hábitos de saúde, realizando atividade física, dormindo adequadamente e evitando situações de estresse;

Evitar o cigarro ou estar exposto ao cigarro;

Expor-se ao sol diariamente, de preferência até as 10 horas da manhã e depois das 16 horas, sem protetor solar, para aumentar a produção de vitamina D no organismo;

Consumir alimentos saudáveis e manter uma dieta equilibrada, que inclua o consumo de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos ou produzidos em casa sem agrotóxicos;

Evitar ao máximo fast food e alimentos industrializados e comidas congeladas como pizzas e lasanhas, por exemplo, pois contém substâncias que promovem a inflamação do organismo;

Evitar tomar remédios sem orientação médica;

Beber cerca de 2 litros de água mineral ou filtrada todos os dias. 

Além disso, caso tenha alguma doença causada por vírus, como gripe, por exemplo, é importante evitar frequentar lugares públicos fechados, como shopping, teatros e cinemas, além de ser importante lavar as mãos frequentemente com água e sabão, assim como evitar tocar os olhos, nariz e a boca com as mãos sujas. Dessa forma, é possível reduzir o risco de adquirir a doença e de haver o desenvolvimento de complicações, principalmente no caso da pessoa possuir o sistema imunológico mais fraco.

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