Afinal, fazer exercício só ao fim de semana tem benefícios?

25 de novembro de 2019, 07:45

Exercitar-se somente nos fins de semana pode ser o pontapé inicial para alto rendimento, diz um novo estudo norte-americano (Foto: Reprodução)

O periódico científico Journal of the American Medical Association Internal Medicine divulgou um estudo sobre pessoas que só realizam atividade física uma ou duas vezes por semana. E, temos boas notícias.

A pesquisa comparou os resultados de quem treina apenas ao sábado e domingo com os de sedentários. E surpreendentemente, aqueles que têm pouco espaço na agenda para qualquer prática desportiva apresentaram mais vantagens, como risco 30% menor de morrer por consequências de doenças, taxa 40% mais baixa para distúrbios cardiovasculares e risco 18% menor de morte por cancro.

Vale a pena praticar exercício apenas ao fim de semana?

É claro que colocar o corpo em movimento é sempre melhor do que deixá-lo parado. Outras pesquisas científicas apontam que um único treino de corrida ou de bicicleta bem feito, por exemplo, já é importante para agregar benefícios para a saúde, como melhoria da pressão arterial, dos níveis de açúcar no sangue, da qualidade do sono, do aumento da disposição, da redução do stress e da definição do corpo.

Como potencializar resultados?

Tente incluir o maior número de atividades no dia a dia para complementar o treino do fim de semana. Invista em coisas simples: aumente o tempo do passeio do cão, substitua o elevador pelas escadas e não fique tanto tempo sentado. Até arrumar a casa ajuda a manter o metabolismo acelerado, aumentando ainda o gasto de energia.

Deve ainda apostar na prática de exercícios aeróbicos com treinos de força (musculação) para adquirir maior capacidade cardiorrespiratória e ao mesmo tempo ganhar resistência e força. 

Adicionalmente, é essencial que opte por seguir uma alimentação equilibrada, pobre em açúcares e gorduras. 

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

VÍDEOS