Justiça poética seja feita. Globo x Bozo são adversários que se merecem! Mas esta luta é nossa!

30 de outubro de 2019, 19:15

Josias Gomes (Foto: Reprodução)

*Por Josias Gomes – O surto de Bolsonaro após a reportagem do Jornal Nacional que sinaliza indícios do envolvimento do “Presidente” na morte da companheira Marielle é digno de quem tem culpa no cartório, pelo fato de utilizar a tática de que a melhor defesa é o ataque.

Se não bastasse a destruição da Amazônia, o óleo no litoral do Nordeste, os cortes na educação e ciência, o extermínio dos programas sociais e a destrutiva deformação da previdência, temos ainda um presidente citado no envolvimento de cometer um dos crimes políticos mais bárbaros do Brasil. Além de o seu clã estar envolvido em esquemas de lavagem de dinheiro.

Bozo esperneia que “querem ver algum filho dele preso”. Por que será?!

No entanto, continuamos sendo derrotados na correlação de forças. Diferentemente dos demais povos latino-americanos que ocupam as ruas, votam na esquerda, nós brasileiros assistimos passivamente os desmontes citadas acima, e, apenas lamentamos o solapamento das instituições. Este quadro letárgico acontece desde o impeachment da Presidenta Dilma.

A baixa mobilização das centrais sindicais, dos movimentos sociais, dos partidos de esquerda de um modo geral, tem provocado sérias consequências a curto, médio e longos prazos nas conquistas sociais dos trabalhadores. É preciso mobilizar as bases, se é que ainda temos. Precisamos reconhecer que fora as guerrilhas das redes sociais, não construímos nenhuma resistência digna de elogio.

A estratégia de manifestação pontual se mostrou derrotada! Precisamos ocupar às ruas e exigir que revoguem os retrocessos que vêm sendo praticado contra o povo e o estado brasileiro. A justiça precisa de fato ser para todos e solucionar os casos Marielle, Bozo/Queiroz e quem mais estiver envolvido. Caso contrário o que nos resta é ficarmos torcendo pelo sucesso dos outros países latino-americanos.

Temos o exemplo vencedor do Chile, Equador e Honduras. As ocupações nas ruas fizeram os governos recuarem em suas medidas anti-povo. Na Bolívia e Argentina e com certeza no Uruguai, o povo já deu as respostas nas urnas.

O que falta para fazermos o mesmo?

O neoliberalismo atual me lembra do “terrível conto de fadas” do então ministro Fazenda dos milicos Delfim Neto, quando dizia ser necessário “fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo”. Afinal, quando o capitalismo selvagem vai estar pronto para dividir o conforto que o capitalismo promete? Na verdade, os tais “avanços” desta atroz política econômica serviram e servem a mesma elite de sempre! Na prática, aumentou-se o fosso entre pobres e ricos. Segundo dados da ONU, o Brasil está no lastimável grupo das cinco nações com a pior distribuição de renda do planeta.

-Isto não é tudo-

O pior Bolsonaro está sendo chocado na serpente do ódio e revanchismo. Ele vem disposto a causar um maremoto. Precisamos ser o vento que age em todas as partes!

*Deputado Federal (licenciado) do PT/Bahia e atualmente titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

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Justiça multa Facebook em R$ 6,6 mi por compartilhar dados de usuários

OMinistério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) decidiu multar o Facebook em R$ 6,6 milhões por compartilhamento indevido de dados de usuários cadastrados na rede social. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 30.

A multa, aplicada pelo Departamento de proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do MJSP, acontece após investigação que identificou “prática abusiva” por parte da empresa de tecnologia, que teria deixado vulneráveis dados de 443 mil usuários.

Segundo nota publicada no site da pasta, “o caso começou a ser investigado após notícia veiculada pela mídia, em 4 de abril de 2018, informando que os usuários do Facebook, no País, poderiam ter sofrido com o uso indevido de dados pela consultoria de marketing político Cambridge Analytica”, que ganhou notoriedade global por ter trabalhado na campanha presidencial de Donald Trump, nos Estados Unidos, e também para a campanha do Brexit, como é conhecido o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Pelo Twitter, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, destacou a decisão do ministério e afirmou que “as redes revolucionaram a forma pela qual nos comunicamos e expressamos, mas há questões sobre privacidade a serem consideradas”. O Facebook tem dez dias para recorrer da decisão.

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