62% dos brasileiros não sabem reconhecer uma notícia falsa

13 de fevereiro de 2020, 14:57

O estudo faz parte da campanha de conscientização ‘Iceberg Digital’, que tem como objetivo analisar a atual situação da segurança dos internautas de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru (Foto: Reprodução)

É possível resumir que há dois tipos de propagadores de fake news na internet: militantes políticos empenhados em atacar a reputação dos adversários de seus candidatos e empresas ou indivíduos que fabricam notícias falsas com o intuito de ganhar dinheiro por meio de anúncios ou de soluções para problemas embusteiros (sobretudo vindos do Google AdSense, ferramente de publicidade do Google). No meio disso há o público deste tipo de conteúdo, vítima da desinformação e que, em muitas das vezes, é incapaz de reconhecer a falácia. É o que mostra uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (13) pela empresa de cibersegurança Kaspersky, que se aprofundou em entender como a America Latina lida com as fake news.

Em média, 70% dos latino-americanos não sabem identificar ou não têm certeza se conseguem diferenciar se uma notícia na internet é falsa ou verdadeira. Por nacionalidade, os cidadãos que menos conseguem reconhecer notícias falsas são os peruanos (79%), seguidos pelos colombianos (73%) e chilenos (70%). Mais atrás estão os argentinos e mexicanos, com 66%, e então os brasileiros (62%).

A pesquisa também mostrou que 16% dos entrevistados desconhecem completamente o termo “fake news”, um aspecto em que os peruanos também se destacam, com 47% dos indivíduos alegando que não sabem o que a palavra significa. Por outro lado, os brasileiros são os mais familiarizados com o termo, visto que apenas 2% desconhecem a expressão.

Ainda de acordo com a pesquisa, apenas 2% dos latino-americanos consideram as notícias falsas inofensivas, enquanto a grande maioria as classifica como perigosas e eventualmente danosas. E ainda: 72% dos entrevistados acreditam que as fake news viralizam para que alguém receba algo em troca ou para causar dano a algo/alguém. Mesmo tendo essa percepção negativa, o ponto positivo é que quase metade dos brasileiros (42%) ocasionalmente questiona o que lê na web.

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Justiça multa Facebook em R$ 6,6 mi por compartilhar dados de usuários

OMinistério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) decidiu multar o Facebook em R$ 6,6 milhões por compartilhamento indevido de dados de usuários cadastrados na rede social. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 30.

A multa, aplicada pelo Departamento de proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do MJSP, acontece após investigação que identificou “prática abusiva” por parte da empresa de tecnologia, que teria deixado vulneráveis dados de 443 mil usuários.

Segundo nota publicada no site da pasta, “o caso começou a ser investigado após notícia veiculada pela mídia, em 4 de abril de 2018, informando que os usuários do Facebook, no País, poderiam ter sofrido com o uso indevido de dados pela consultoria de marketing político Cambridge Analytica”, que ganhou notoriedade global por ter trabalhado na campanha presidencial de Donald Trump, nos Estados Unidos, e também para a campanha do Brexit, como é conhecido o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Pelo Twitter, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, destacou a decisão do ministério e afirmou que “as redes revolucionaram a forma pela qual nos comunicamos e expressamos, mas há questões sobre privacidade a serem consideradas”. O Facebook tem dez dias para recorrer da decisão.

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