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Vida que segue

03 de janeiro de 2019, 13:08

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Que se ame o outro como a si mesmo

27 de dezembro de 2018, 12:58

Mundo/Corrupção

Presidente argentino é convocado a depor por corrupção

11 de dezembro de 2018, 16:56

Desenho de rosto de Jesus é revelado em igreja de Israel

15 de novembro de 2018, 12:20

(Foto: Reprodução/Galileu)

A arqueóloga Emma Maayan-Fanar, da Universidade de Haifa, encontrou uma pintura de ao menos 1,5 mil anos que retrata o rosto de Jesus. A descoberta foi realizada nas ruínas de Shivta, uma antiga cidade agrícola construída pelo Império Bizantino e que está localizada no deserto de Negev, ao sudoeste do território israelense. A informação é da revista Galileu. A pintura já havia sido relatada por arqueólogos na década de 1920, mas seu estado de conservação estava muito ruim e não despertou a atenção dos pesquisadores. A importância do desenho, que foi achado na ruína de uma pia batismal, foi resgatada pelo olhar cuidadoso de Maayan-Fanar: acompanhada de seu marido, que é fotógrafo profissional, ela realizou os registros detalhados das imagens encontradas nas ruínas de Shivta. Para facilitar a visualização da pintura, os cientistas divulgaram a imagem com um contorno em linhas pretas. Apesar de simples, o desenho carrega grande importância histórica por ser uma das primeiras representações de Jesus já encontradas. De acordo com os arqueólogos da Universidade de Haifa, a pintura retrataria o momento em que um jovem Jesus é batizado por seu primo, João Batista. Ela contrasta com a iconografia cristã representada nos últimos séculos: com cabelos encaracolados e ar jovial, a figura retratada na pia batismal da igreja corresponderia a um retrato mais próximo do homem que nascera na Galileia. Nos Evangelhos presentes na Bíblia cristã, não há a descrição física de Jesus. Fundada no século 2, a cidade de Shivta foi abandonada em meados dos anos 800, quando a ascensão do Islamismo no Oriente Médio provocou mudanças políticas, econômicas e sociais na região. De acordo com os arqueólogos da Universidade de Haifa, a cidade contava com ao menos três igrejas cristãs.

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Como as ‘fake news’ de WhatsApp levaram um povoado a linchar e queimar dois homens inocentes

15 de novembro de 2018, 12:10

Moradores registraram com o celular o momento em que Ricardo e Alberto foram mortos (Foto: © Enfoque)

Boatos sobre sequestros de crianças se espalharam pelo WhatsApp em uma pequena cidade no México. A notícia era falsa, mas uma multidão espancou e queimou vivos dois homens antes de alguém checar sua veracidade. Em 29 de agosto, pouco depois do meio-dia, Maura Cordero, dona de uma loja de artesanato na pequena cidade de Acatlán, no estado de Puebla, no México, reparou que havia uma aglomeração incomum em frente à delegacia, próxima a seu estabelecimento. Onda de nacionalismo está por trás de fake news na Índia, mostra pesquisa inédita da BBC Por que nem sempre adianta apresentar fatos contra notícias falsas Cordero, de 75 anos, foi até a porta da loja para espiar. Dezenas de pessoas estavam do lado de fora da delegacia na rua Reforma, principal via da cidade, e não parava de chegar gente. Logo, haveria mais de cem pessoas. Cordero não se lembrava de ter visto uma aglomeração assim em Acatlán, a não ser em ocasiões festivas. Enquanto observava, um carro da polícia passou pela loja levando dois homens. Alguns moradores seguiam o veículo, enquanto gritos ecoavam da multidão acusando os dois de serem sequestradores de crianças. De trás do estreito portão de metal na entrada da delegacia, a polícia respondeu que eles não eram sequestradores, mas delinquentes. "Eles são pequenos infratores", repetiam os policiais, à medida que a multidão aumentava. Dentro da delegacia, estavam Ricardo Flores, de 21 anos, que havia sido criado nos arredores de Acatlán, mas se mudou para Xalapa, a 250 quilômetros a nordeste, para estudar direito, e seu tio Alberto Flores, agricultor de 43 anos que viveu por décadas em uma pequena comunidade nas cercanias de Acatlán. Início da tragédia Ricardo havia retornado recentemente à cidade para visitar a família. Os parentes contam que ele e o tio foram ao centro naquele dia comprar material de construção para concluir uma obra em um poço. E a polícia diz que não há provas de que eles tenham cometido qualquer crime e que foram levados para a delegacia por "perturbar a paz" após terem sido abordados por moradores locais. Mas a multidão do lado de fora da delegacia estava sob efeito de uma versão diferente dos fatos, uma história suscitada em algum lugar desconhecido e propagada pelo WhatsApp. "Por favor, estejam todos atentos porque uma praga de sequestradores de crianças entrou no país", dizia a mensagem compartilhada. "Parece que esses criminosos estão envolvidos com o tráfico de órgãos. Nos últimos dias, crianças de quatro, oito e 14 anos desapareceram e algumas foram encontradas mortas com sinais de que seus órgãos foram removidos." Avistados perto de uma escola primária em uma comunidade próxima chamada San Vicente Boqueron, Ricardo e Alberto foram rotulados como sequestradores de crianças pelo medo coletivo, e a notícia da prisão deles se espalhou exatamente da mesma forma que os boatos das crianças sequestradas. A multidão que estava na porta da delegacia foi instigada em parte por Francisco Martinez, um antigo morador de Acatlán, conhecido como "El Tecuanito". Segundo a polícia, Martinez estava entre aqueles que compartilharam mensagens no Facebook e no Whatsapp acusando Ricardo e Alberto. Fora da delegacia, ele usou o celular para fazer uma transmissão ao vivo pelo Facebook. "Povo de Acatlán de Osorio, Puebla, por favor, venha dar seu apoio, mostre seu apoio", dizia ele para a câmera. "Acreditem em mim, os sequestradores estão aqui agora." Enquanto Martinez tentava mobilizar a cidade, outro homem, identificado pela polícia apenas como Manuel, subiu no telhado do prédio da prefeitura, ao lado da delegacia, e tocou os sinos para alertar os moradores de que a polícia planejava libertar Ricardo e Alberto. Um terceiro homem, Petronilo Castelan, "El Paisa", usou um alto-falante para pedir aos moradores uma contribuição para comprar gasolina com o objetivo de atear fogo nos dois homens, e caminhou no meio da multidão para coletar o dinheiro. Linchamento filmado por celulares De dentro da loja, Maura Cordero observava assustada, até que ouviu alguém dizer que deveria correr porque a multidão incendiaria os homens. "Meu Deus", ela pensou, "isso não é possível". Momentos depois, o grupo se uniu em torno de um único objetivo. O estreito portão da entrada da delegacia se abriu, e Ricardo e Alberto foram arrastados para fora. Enquanto as pessoas levantavam seus telefones para filmar, os dois foram jogados nos degraus de pedra e espancados violentamente. Em seguida, a gasolina comprada mais cedo foi derramada sobre eles. Testemunhas acreditam que Ricardo já estava morto por causa da agressão, mas seu tio Alberto ainda estava vivo quando o fogo foi aceso. Imagens de vídeo mostram seus membros se movendo lentamente enquanto as labaredas subiam ao seu redor. Os corpos carbonizados permaneceram no local por duas horas após serem queimados, enquanto os promotores públicos se dirigiram para Acatlán, e o cheiro de gasolina continuou no ar. Petra Elia Garcia, avó de Ricardo, foi chamada para identificar os corpos. "Olhem o que vocês fizeram com eles!", gritou para o resto da multidão, que começara a se dispersar. "Foi uma das coisas mais terríveis que já aconteceram em Acatlán", disse Carlos Fuentes, motorista que trabalha em um ponto de táxi perto da delegacia. "As colunas de fumaça podiam ser vistas de todos os pontos da cidade." A maioria das famílias em Acatlán depende do dinheiro enviado por parentes que migraram para os Estados Unidos. Como em muitas outras cidades no México, milhares de cidadãos seguem para o norte em busca de melhores oportunidades. Entre os emigrantes no início dos anos 2000, estavam Maria del Rosario Rodriguez e Jose Guadalupe Flores, que se mudaram para os EUA na esperança de proporcionar melhores condições de vida para seus dois filhos, José Guadalupe Jr. e seu irmão mais novo, Ricardo, que permaneceram no México. Os dois meninos, com sete e três anos na época, ficaram com a avó, Petra Elia Garcia, em Xalapa, no Estado de Veracruz. Maria e Jose Guadalupe se mudaram diversas vezes pelo território americano antes de fixarem moradia na cidade de Baltimore, na costa leste. Maria virou trabalhadora doméstica e Jose, operário da construção civil. Eles tiveram mais uma filha, chamada Kimberley. E mantinham contato constante com os outros dois filhos pelo Facebook. Desespero no Facebook Então, em 29 de agosto, Maria recebeu uma série de mensagens no Facebook que pareciam um pesadelo. Um amigo próximo em Acatlán contou que Ricardo tinha sido preso por suspeita de sequestrar crianças. Foi um mal entendido, ela pensou. Ricardo nunca estaria envolvido com algo assim. Mas as mensagens continuavam chegando. De repente, apareceu um link para uma transmissão ao vivo no Facebook, e quando ela clicou, se deparou com a aglomeração - e seu filho e cunhado sendo espancados. Em vão, ela postou um comentário. "Por favor, não machuquem eles, não os matem, eles não são sequestradores de crianças", recorda-se de ter escrito. Mas a mensagem não surtiu efeito, e ela observou horrorizada os dois serem encharcados de gasolina. A mesma tecnologia que permitiu a um homem em Acatlán mobilizar uma multidão para matar seu filho, permitiu que ela o visse morrer. Naquele mesmo dia, Maria, Jose Guadalupe e Kimberley voltaram a Acatlán pela primeira vez em mais de uma década. Lá eles conheceram Jazmin Sanchez, viúva de Alberto, que também assistiu à tragédia pelo Facebook. Durante décadas, Jazmin e Alberto viveram a apenas 14 quilômetros de Acatlán, em Xayacatlan de Bravo. Todos os dias, Alberto ia trabalhar nos campos de milho na terra que comprara na vizinha Tianguistengo. Quando morreu, deixou para trás uma casa pequena em construção na propriedade, assim como a esposa e três filhas para quem estava construindo a moradia. "Ele era um homem bom, não merecia morrer dessa forma", disse Jazmin, segurando um boné, um cinto e uma carteira que pertenciam ao marido. Maria e Jose Guadalupe voltaram, por sua vez, para outra casa pequena em Tianguistengo, que deixaram para os filhos quando foram para os EUA. De pé nos fundos da residência, Maria se recorda do filho. Ele gostava de borboletas e de correr pelos campos de milho. Saiu para estudar direito porque queria defender as pessoas de injustiças. "Eles o tiraram de nós, e ele nem chegou a deixar um filho para cuidar da gente", disse ela. Em Acatlán, a família foi recebida com silêncio. Com exceção de Maura Cordero, os lojistas da rua Reforma disseram que estavam fora da cidade quando a barbárie aconteceu, ou que fecharam suas lojas e fugiram, ou ainda que nem chegaram a abrir as portas naquele dia, que não era feriado. "Ninguém quer falar sobre isso", disse Fuentes, o taxista. "E as pessoas que estavam diretamente envolvidas já foram embora." De acordo com as autoridades, cinco pessoas foram acusadas de incitação ao crime e outras quatro de assassinato. Martinez, que transmitiu o evento ao vivo no Facebook, Castelan, que pediu dinheiro para gasolina, e o homem identificado como Manuel, que tocou os sinos, estavam entre os cinco. Mas os outros dois supostos incitadores e os quatro acusados ​​de assassinato estavam foragidos, segundo a polícia. No dia seguinte à morte de Ricardo e Alberto, seus corpos foram velados em Acatlán. Maria acredita que havia testemunhas do crime entre os presentes na missa. "Vejam como vocês mataram eles! Vocês todos têm filhos! Eu quero justiça para os meus entes queridos!", gritou enquanto as lágrimas rolavam e as câmeras das redes de televisão locais e nacionais filmavam. Agora, a família vive com medo em Acatlán, diz Maria. Eles têm receio até de ir ao mercado. "Perdi meu neto que era como meu filho", disse a avó de Ricardo. "Eles os acusaram de serem criminosos, sem provas". Maria ainda não consegue entender por que a multidão foi levada por uma mentira. "Por que eles não checaram? Nenhuma criança foi sequestrada, ninguém apresentou uma queixa formal. Foi uma notícia falsa", afirmou. Onda de violência causada por boatos As mortes de Ricardo e Alberto Flores no México não são casos isolados. Boatos e notícias falsas no Facebook e no WhatsApp fomentaram episódios de violência com morte na Índia, em Myanmar e no Sri Lanka, para citar apenas três. Na Índia, como no México, o WhatsApp ressuscitou rumores antigos sobre sequestros, permitindo que se espalhassem mais rápido - e com menos responsabilidade. O WhatsApp, que foi comprado pelo Facebook por US$ 19 bilhões em 2014, tem sido associado a uma onda de linchamentos em toda a Índia, muitas vezes alimentada por histórias falsas de crianças sequestradas. No Estado de Assam, em junho, Abhijit Nath e Nilotpal Das foram espancados até a morte por um grupo de 200 pessoas, em um incidente assustadoramente semelhante ao de Acatlán. Tanto o WhatsApp quanto o Facebook são amplamente utilizados para o consumo de notícias no México, segundo consta em um relatório de 2018 do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo. De acordo com o levantamento, 63% dos usuários de internet no México dizem que estão muito preocupados ou extremamente preocupados com a disseminação de notícias falsas. "As plataformas digitais servem como veículos instantâneos para canalizar o melhor e o pior de nós, incluindo nossos medos e preconceitos", disse Manuel Guerrero, diretor da Escola de Comunicação da Universidade Iberoamericana do México. "E isso fica mais evidente na ausência de autoridades efetivas que possam garantir nossa segurança", completou. Em 30 de agosto, no dia seguinte ao que Ricardo e Alberto foram mortos em Acatlán, moradores da cidade de San Martin Tilcajete, no sul de Oaxaca, tentaram linchar um grupo de sete pintores de casas, falsamente acusados ​​de serem sequestradores infantis. Naquele dia, os policiais conseguiram resgatar as vítimas. Mas no mesmo dia, em Tula, no Estado de Hidalgo, a cena assustadora de Acatlán se repetiu, quando dois homens inocentes acusados ​​de raptar crianças foram espancados e queimados até a morte. No Equador, em 16 de outubro, dois homens e uma mulher presos por suspeita de roubar 200 dólares foram mortos por uma multidão após serem falsamente acusados em boatos que circularam pelo Whatsapp de sequestrar crianças. E em 26 de outubro, em Bogotá, na Colômbia, um grupo matou um homem pelo mesmo motivo. Como as mensagens do WhatsApp são criptografadas, é impossível rastrear a origem de qualquer conteúdo compartilhado no aplicativo. A empresa se recusou a atender aos pedidos do governo indiano em julho para quebrar a criptografia e permitir que as autoridades rastreassem as mensagens. Jose Gil, vice-ministro de Informações e Inteligência Cibernética na Cidade do México, supervisiona sua equipe Combate pouco eficaz O WhatsApp anunciou medidas para tentar conter a disseminação de notícias falsas, identificando claramente as mensagens que são encaminhadas e limitando o número de destinatários para repassar mensagens a 20 grupos por vez - e a cinco na Índia. "Acreditamos que o desafio da onda de violência exige uma ação das empresas de tecnologia, da sociedade civil e dos governos", disse a empresa à BBC. "Nós intensificamos a educação do usuário sobre desinformação e fornecemos treinamento sobre como usar o WhatsApp como um recurso nas comunidades." Um porta-voz do Facebook disse à BBC que a plataforma "não queria que seus serviços fossem usados ​​para incitar a violência". "No início deste ano, identificamos e removemos vídeos mostrando violência em massa no Estado mexicano de Puebla, e atualizamos nossas políticas para remover conteúdos que poderiam levar a danos no mundo real", disse o porta-voz. "Continuaremos a trabalhar com empresas de tecnologia, a sociedade civil e os governos para combater a disseminação de conteúdo com potencial para causar danos". Pelo menos 10 governos estaduais no México, incluindo o de Puebla, lançaram campanhas informativas alertando os cidadãos sobre a onda de mensagens falsas nas redes sociais sobre sequestros de crianças. Os policiais que investigam crimes cibernéticos criaram grupos de discussão no WhatsApp para permitir a comunicação direta com os moradores de 300 bairros em toda a capital. Os cidadãos pedem à polícia, por meio dos grupos, que verifiquem histórias, enquanto os policiais coletam evidências contra aqueles que espalham notícias falsas. Também estão na mira da equipe outros crimes: falsidade ideológica, tentativas de extorsão e tráfico de seres humanos. "Acreditamos que, de cada dez crimes, a tecnologia é usada em nove", diz Jose Gil, vice-ministro de Informações e Inteligência Cibernética da Cidade do México. "As redes sociais podem realmente afetar uma comunidade por meio da disseminação de informações falsas que muitos de nós percebem como verdadeiras, porque são enviadas por pessoas em quem confiamos", completa. "A sociedade precisa realmente avaliar o que é verdadeiro e o que é falso, e decidir o que é confiável e o que não é." A falta de policiamento efetivo e a cultura de impunidade no México fizeram com que os rumores incitassem a violência como "dinamite", afirma a deputada Tatiana Clouthier. Segundo ela, no caso do linchamento em Acatlána, a privacidade e a liberdade de expressão tiveram um custo terrível. "Mas damos prioridade para quê? Temos que dar prioridade à liberdade de expressão, mas onde está o limite? Esse é um debate em que nenhum de nós quer entrar porque ninguém quer restringir a liberdade de expressão, mas não podemos permitir a desinformação. A situação que estamos enfrentando é muito perigosa." Na tarde do dia 24 de outubro, um grupo de cerca de 30 parentes de Ricardo e Alberto se reuniram na Igreja do Calvário em Acatlán para uma missa em sua memória. O padre rezou por ambas as famílias e abençoou duas cruzes de metal levadas por eles. A celebração durou uma hora e, em seguida, as famílias andaram meio quilômetro carregando as cruzes até o lugar que haviam evitado nos últimos dois meses. O pai de Ricardo, Jose Guadalupe, colocou as cruzes nos degraus de pedra em que Ricardo e Alberto foram mortos, e o grupo permaneceu por um tempo em silêncio. "Foi muito doloroso estar no mesmo lugar em que os corpos foram carbonizados", afirmou Maria, mãe de Ricardo, mais tarde. "Tudo isso aconteceu por causa dos rumores e porque as pessoas foram levadas por esses rumores." Esses boatos ainda aparecem no telefone de Maria - e provavelmente no de outros moradores da cidade -, mas ela não suporta mais vê-los ou mostrá-los a quem quer que seja. No dia da missa, ela prometeu junto a Jazmin, viúva de Alberto, visitar o local do linchamento uma vez por semana e repor as velas que deixaram ao lado das cruzes. "As cruzes devem permanecer lá para sempre", diz ela, "para que o povo de Acatlán possa ver e se lembrar do que fez".

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Dr. Rey diz que pode deixar cidadania se não ganhar cargo de Bolsonaro: ‘O Brasil não me quis’

15 de novembro de 2018, 11:50

Dr. Rey diz que pode deixar cidadania se não ganhar cargo de Bolsonaro

O cirurgião das celebridades Robert Rey, 57, conhecido como Dr. Rey, diz ter recebido um convite para servir à Marinha americana e que cogita aceitar o cargo caso não seja recrutado como Ministro da Saúde ou embaixador do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Para isso, ele precisaria abrir mão da cidadania brasileira. "Como o Brasil não me quis, vou servir à nação que me adotou", disse o cirurgião plástico, que se divide entre o consultório em Beverly Hills, tema de um reality show, e o Brasil. "Irei com uma lágrima no olho, porque meu coração ficou no Brasil." Apesar de achar que esse será o seu destino, Rey afirma que a decisão ainda não foi tomada. Na sexta (9), o médico foi à casa de Bolsonaro, no Rio, para discutir uma possível participação no governo, mas não foi recebido pelo presidente eleito, que estava em reunião com os embaixadores de Alemanha e Argentina. O médico se diz humilhado pela repercussão do caso pela imprensa e afirma que a reunião estava agendada, mas foi remarcada. "Estou numa idade que você sente a necessidade de servir. Em dez anos eu estou morto. Eu não quero me aposentar jogando baralho em Las Vegas, quero me aposentar dando minha vida às minhas nações", diz. Filho de pai americano com mãe brasileira, Rey emigrou para os Estados Unidos aos 12 anos. Ele ficou famoso pelo programa de televisão de cirurgias plásticas Dr 90210 nos EUA, exibido no Brasil pela RedeTV como Dr. Hollywood. Ele se lembra de sua frustrada candidatura a deputado federal por São Paulo pelo PSC, em 2014, então o mesmo partido do atual presidente eleito. "Perdi para um palhaço, um modelo pornô e um funkeiro", disse. Neste ano, Rey estudou disputar a Presidência da República pelo PRB, mas desistiu por pressão de sua ex-mulher. "A esposa disse que eu não podia mais me candidatar, porque estavam ameaçando minha família. O gringo não entende essas coisas." O médico confessa ainda ter alfinetado Bolsonaro quando questionou o baixo número de projetos aprovados pelo então deputado, em entrevista ao programa do humorista Danilo Gentili (SBT), em 2017. Ele minimiza, contudo, como uma brincadeira comum entre adversários políticos. "Uma vez que ficou óbvio que ele seria o líder do movimento da direita, todos [pré-candidatos] entramos em linha e o apoiamos." Sobre sua visita a Bolsonaro na semana passada, ele garante que o encontro estava marcado. "Não foi só eu, havia outros deputados que não conseguiram fazer a reunião com ele porque o embaixador da Alemanha e da Argentina estavam lá, então somente remarcamos para outro horário, mas a mídia, a 'fake news', não todos, enlouqueceram e falaram que ele não quis me ver." Segundo Rey, um novo encontro entre ele e Bolsonaro deve acontecer em janeiro. Até lá, no entanto, ele precisa decidir se abandona a cidadania brasileira. "Estou muito cansado da humilhação que eu recebi do Brasil. Eu só queria trabalhar de graça, servindo nosso Brasil." "Prefiro a minha nação, mas se a minha nação não me quer, eu vou servir à nação que me adotou. E a marinha de guerra americana precisa de cirurgiões, começam com cargos altos, de capitão. Eu pedi para ir ao combate, quero ser parte do [grupo de elite] Navy Seals no deserto do Iraque." Rey acredita ter currículo adequado para cargos do governo. "Eu sou formado em ciência política, economia e cirurgia em Harvard. Não é só ministro da Saúde, mas eu poderia ser chamado para ser embaixador", diz. Se for chamado a assumir a pasta, ele pretende implementar o que chama de plano roxo, que substituiria o SUS (Sistema Único de Saúde). O modelo seria semelhante ao existente nos EUA, com a população sendo atendida na rede privada por meio de vales. "Quem é idoso, como eu, ganha um vale maior", afirma. Ele acredita que Bolsonaro fará um ótimo trabalho e que o juiz Sergio Moro, futuro Ministro da Justiça, será eleito em seguida. "Vão ser dois mandatos, por oito anos, e depois entra o [Sergio] Moro por mais oito anos, então não vai ter lugar no Brasil pra mim, se não me recrutam como ministro ou embaixador." "São 220 países, por que não Rey, embaixador da Suíça? Rey, embaixador dos Estados Unidos? Se o Brasil não tem um lugar pra mim em nenhuma parte do governo, então eu vou deixar o Brasil." (Folhapress)

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Presidente do Senado diz que senadores estão ‘horrorizados’ após conversa com Paulo Guedes

15 de novembro de 2018, 11:43

(Foto: Montagem de fotos: Fátima Meira/Futura Press – REUTERS/Sergio Moraes)

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) saiu bastante insatisfeito da primeira conversa que teve com Paulo Guedes, guru econômico do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e futuro ministro da Economia. Em relato ao Buzzfeed, Eunício contou sobre como teria sido o encontro com Guedes, na presença de outros senadores, pouco antes da celebração dos 30 anos da Constituição, na última terça-feira (6). Dizendo que seus colegas ficaram “horrorizados” com a postura do economista, Eunício diz ter saído da reunião com uma certeza: “Esse povo que vem aí não é da política, é da rede social”. De acordo com o presidente do Senado, Paulo Guedes o pressionou para que pautasse logo, para aprovação ainda neste ano, a reforma da Previdência. Para que a reforma seja votada, no entanto, é necessário que o presidente Michel Temer suspensa ou encerre a intervenção federal decretada na segurança pública do Rio de Janeiro. Como a reforma é uma proposta de emenda à Constituição (PEC), não pode ser votada enquanto qualquer ente da Federação estiver sob intervenção. Eunício relatou ter dito a Guedes que obedece à vontade da maioria e, por isso, não poderia pautar a matéria de qualquer jeito. Lembrou ainda que há prioridades, como a votação do orçamento para o ano que vem. A conversa que começou em tom ameno se tornou ríspida, disse o senador. “Ele olhou para mim e disse que orçamento não é importante, importante é aprovar reforma da Previdência. […] Ele me disse: ‘Vocês não aprovam orçamento, orçamento eu não quero que aprove não’. Mas não é o senhor querer, a Constituição diz que só podemos sair em recesso após a aprovação”, relatou Eunício, acrescentando ter sido interrompido quando falou sobre a impossibilidade de recesso parlamentar sem a aprovação do orçamento. “Não, eu só quero reforma da Previdência. Se vocês não fizerem vou culpar esse governo. Vou culpar esse Congresso e o PT volta, e vocês vão ser responsáveis pela volta do PT”, bradou o economista, sempre segundo o relato do presidente do Senado. Em um determinado momento, Eunício afirmou ter deixado a sala onde ocorreu a reunião ao avistar a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Nessa altura, Guedes ficou conversando com o atual líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). “Então eu vi a Raquel Dodge lá na frente e saí para conversar com ela, e ele seguiu conversando com o Fernando Bezerra, que saiu de lá horrorizado”, recordou o senador. O Buzzfeed lembrou que o mal-estar só aumentou após a solenidade, quando Guedes declarou aos jornalistas que uma “prensa” tinha que ser dada no Senado para que a reforma fosse logo votada. O economista foi logo em seguida repreendido por Bolsonaro. “Ele foi lá para a porta do Ministério da Fazenda e disse que tem que dar uma prensa. Eu digo que aqui ninguém dá prensa. Aqui você convence, discute, ganha, perde. Agora, prensa ninguém vai dar em mim”, rebateu Eunício.

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Entenda como funciona o Mais Médicos e por que Cuba decidiu deixar o programa

15 de novembro de 2018, 11:36

Médicos cubanos que mudaram a vida de milhares de brasileiros vão deixar o País (Foto: Reprodução)

Nesta quarta-feira (14), o governo de Cuba anunciou a saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos. A decisão foi tomada em retaliação a exigências feitas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para a continuação do programa. Abaixo, entenda como funciona o Mais Médicos e por que os cubanos são contratados em um regime diferente daquele aplicado aos profissionais brasileiros e de outras nacionalidades. O que é o programa Mais Médicos? O Mais Médicos foi criado em outubro de 2013, no governo Dilma Rousseff (PT). O principal eixo é a contratação de médicos para atuar em postos de saúde de municípios e localidades onde faltam profissionais. Além disso, o programa inclui ações de expansão do número de vagas de cursos de graduação, especialização e residência médica e melhoria de infraestrutura da saúde. Que médicos podem participar? Há uma ordem na escolha dos médicos. A prioridade é para aqueles com registro no país. Isso inclui médicos brasileiros formados no Brasil, mas também estrangeiros formados aqui e brasileiros ou estrangeiros formados fora do Brasil que tiveram seus diplomas revalidados pelo governo brasileiro. Se ainda restarem vagas, a oferta é liberada para médicos brasileiros formados no exterior que não tiveram o diploma revalidado. Não sendo preenchidas as vagas, podem ser chamados médicos estrangeiros formados no exterior e sem diploma revalidado no Brasil. Por fim, se todas essas categorias não completarem o número de vagas oferecidas, são chamados os médicos cubanos. Quanto recebem os médicos do programa? O valor pago, atualmente, é de R$ 11.865,60 (houve reajuste no início deste ano). Os cubanos, contudo, recebem cerca de R$ 3.000. O governo brasileiro arca com o valor total da bolsa, mas o governo de Cuba fica com a maior parte. Como é o contrato e o pagamento a Cuba? Diferentemente do que acontece com os médicos brasileiros e de outras nacionalidades, os cubanos recebem apenas parte do valor da bolsa paga pelo Mais Médicos. Isso porque, no caso de Cuba, o acordo que permite a vinda dos profissionais é firmado com a Opas (Organização Panamericana de Saúde). O contrato, portanto, não é firmado individualmente com cada médico, já que eles são funcionários do Ministério da Saúde Pública de Cuba. Pelo contrato, o governo brasileiro paga à Opas o valor integral do salário, que, por sua vez, repassa a quantia ao governo cubano. Havana paga uma parte ao médicos (cerca de um quarto), e retém o restante. Isso está previsto no acordo firmado com o governo brasileiro quando o Mais Médicos foi criado. Quais as exigências feitas por Jair Bolsonaro (PSL)? Segundo publicação do presidente eleito em sua conta no Twitter, a continuidade do acordo foi condicionada à "aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos" e à "liberdade para trazerem suas famílias". O que disse o governo cubano? O Ministério da Saúde Pública de Cuba decidiu não mais participar do Mais Médicos. Em nota, afirmou que Bolsonaro "com referências diretas, depreciativas e ameaçando a presença de nossos médicos, disse e reiterou que vai modificar os termos e condições do Programa Mais Médicos, com desrespeito para a Organização Panamericana da Saúde e o que foi acordado por ela com Cuba, ao questionar a preparação de nossos médicos e condicionar sua permanência no programa à revalidação do título e como única forma a contratação individual." O texto também afirma que "as mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e descumprem as garantias acordadas desde o início do programa". Qual o tipo de atuação desses médicos cubanos? Os cubanos são o último grupo na lista de prioridade para alocação de vagas. Ou seja, ficaram com as vagas que não foram preenchidas por brasileiros e por estrangeiros de outras nacionalidades. Assim, a maioria dos cubanos foi para locais que os outros profissionais não quiseram ir. Isso inclui periferias de cidades grandes, municípios menores e com menos estrutura e distritos indígenas. Há restrição de nacionalidade para os médicos estrangeiros? Sim, mas apenas no caso daqueles que não se formaram no Brasil. Eles não podem ser de países em que a proporção de médicos por mil habitantes seja inferior a 1,8. Essa é a proporção que o Brasil tinha em 2013, quando o Mais Médicos foi criado. Há quantos médicos cubanos trabalhando pelo Mais Médicos? Atualmente, o programa soma 18.240 vagas distribuídas em cerca de 4.000 municípios. Destas, cerca de 8.500 (aproximadamente 47%) são ocupadas por médicos cubanos. Eles trabalham em 2.885 cidades, sendo que 1.575 municípios só possuem cubanos no programa (80% desses locais têm menos de 20 mil habitantes). São 300 os médicos de Cuba que atuam em aldeias indígenas, o que corresponde a 75% do total que atende essa população.Outras 4.721 (25,8%) vagas são ocupadas por brasileiros formados no Brasil e 3.430 (18,8%) por intercambistas (médicos brasileiros formados no exterior ou de outras nacionalidades). Há ainda outras 1.533 vagas que não foram ocupadas. Como fica o programa? Haverá alguma mudança imediata? Ainda não se sabe. À Folha o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse que a pasta ainda não foi comunicada oficialmente da decisão do governo de Cuba. "Estamos avaliando ainda. Precisamos ser comunicados oficialmente para saber como será a transição", disse. Questionada, a Opas disse ter comunicado o Ministério da Saúde na manhã desta quarta-feira (14), após saber da decisão de Cuba. Ainda não há informações de como deve ocorrer a saída dos profissionais cubanos, mas a previsão é que os médicos deixem o país até no máximo 31 de dezembro -antes, assim, da posse de Bolsonaro. Há médicos brasileiros suficientes para reposição? Em tese sim, mas a reposição levaria tempo. Hoje, há 1.533 vagas não preenchidas entre as 18 mil disponíveis. Os últimos três editais abertos no programa tiveram vagas preenchidas apenas com brasileiros. Ainda assim, a saída dos cubanos deixaria um buraco de 8.000 profissionais, e boa parte da vaga está em locais mais pobres e com menos estrutura, onde os médicos brasileiros nem sempre querem ir. Seria preciso, portanto, criar novos incentivos para atrair profissionais a essas localidades. Mauro Junqueira, presidente do Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), acredita que é possível suprir as baixas, mas isso não acontecerá de forma imediata. (Folhapress)   Relembre alguns exemplos marcantes: 1. Mortalidade infantil chega a zero após Mais Médicos no Piauí 2. Cubanos trazem ao Brasil uma nova forma de exercer medicina 3. Médica cubana utiliza ‘método diferente’ em 1º dia de trabalho 4. Mãe implora por retorno de médico cubano a comunidade 5. Por que o povo brasileiro passou a amar os médicos cubanos? 6. Pacientes do agreste agradecem ‘de joelhos’ chegada de médicos cubanos 7. Como um médico cubano está reduzindo o uso de antibióticos em aldeias indígenas 8. Globo é obrigada a reconhecer qualidade dos médicos cubanos 9. Os médicos cubanos na visão de um inglês que vive no Brasil 10. Por que os brasileiros preferem os médicos de Cuba?

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Mentira tem perna curta

26 de outubro de 2018, 06:46

(Foto: Divulgação)

* Por Gervásio Lima. - O francês Henri De Toulouse-Lautrec, falecido no primeiro ano do século passado, foi um dos grandes nomes da pintura mundial, mas entrou para história por causa de um dom literalmente não confiável. O artista mentia tanto, e com tanta frequência, que os bares da boemia parisiense diziam que seu talento com as lorotas era tão grande quanto sua vocação artística. A baixa estatura de Lautrec, causada por um deficiência que prejudicara o crescimento das pernas, somada às suas cascatas deu a origem do ditado "mentira tem pernas curtas". A Bíblia diz que o diabo é o pai da mentira e que todos que estão cegos pela mentira são seus filhos. Isso significa que a mentira é muito perigosa, porque é obra do diabo. Em João 8:44, Jesus explicou sobre o caráter do diabo: é homicida (seu propósito é nos destruir), rejeitou a verdade (ao se rebelar contra Deus), a mentira é sua “língua materna” (ele mente o tempo todo) e é o pai da mentira (a mentira é sua grande obra). Diversos são os exemplos de resultados negativos provenientes do hábito de mentir. Infelizmente o emissor da fraude não é o único prejudicado. Numa espécie de efeito dominó, uma série de acontecimentos causados por um único fato é capaz de prejudicar e destruir histórias e até vidas. A mentira não vai muito longe, uma hora ou outra ela é desmascarada e a verdade se sobressai, mas em muitos casos ‘daqui que se prove que focinho de porco não é tomada’, o estrago já foi feito e as consequências podem ser as piores possíveis. Nem sempre se tem o que merece, mas com um pouquinho de esforço ou contando com a sorte se consegue o que almeja. Geralmente se colhe o que planta. ‘Atitudes tomadas pela emoção podem prejudicar um milhão’. É sempre bom lembrar que o certo não dói, caso contrário, a vaca pode ir para o brejo. Forte é o povo! * Jornalista e historiador

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Onde houver ódio, que eu leve o amor

17 de outubro de 2018, 17:20

* Por Gervásio Lima   A única certeza que se tem na vida é a morte, o restante são incertezas e ‘previsões imprevisíveis’. A astrologia, pseudociência que garante prover informações sobre, entre outros, assuntos relacionados à vida do ser humano, também se confunde, para não dizer erra, e feio, em muitas de suas teorias, portanto, o improvável será sempre improvável. Muitas coisas acontecem na vida das pessoas de forma involuntária, mas existem situações que é possível que o indivíduo antecipe seus resultados. Porque meter a mão na cumbuca, (expor-se ao perigo; envolver-se com o que não deve), sabendo que a probabilidade de dar errado é infinitamente maior do que dar certo? Para se evitar ser uma ‘Maria vai com as outras’, ou seja, ser uma pessoa que prefere não ter seus próprios posicionamentos e opiniões, que se deixa convencer com facilidade, é necessário que se trabalhe a razão, buscando informações sobre o que realmente deseja. Se com os meios de comunicação que eram disponíveis, até o advento da internet, como rádio e televisão, Já era possível se munir de informações sobre uma gama de assuntos, nos tempos atuais o conhecimento é quase que automático; se consegue ver, ler e ouvir tudo instantaneamente. Por tanto, desconstruindo a trivial frase “errar é humano”, não é aceitável a desculpa de cometer ou ter cometido um engano por não ter obtido um conhecimento antecipado. O ser humano não está imune a erros que na maioria das vezes prejudica e machuca o físico e o espiritual, afetando não somente os que os cometem mais muitos outros que passam a serem vítimas das atitudes incorretas. É sempre bom lembrar que a decepção, geralmente fruto do excesso de expectativas, provoca mágoas e traumas e o arrependimento é algo que acompanha por toda uma vida. Incitar o ódio e a violência são erros inconcebíveis ao ser humanos, vai de encontro inclusive aos princípios bíblicos. Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvidas, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz. (Oração de São Francisco de Assis)   *Jornalista e historiador

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O risco de uma ‘pandemia antissocial’

02 de outubro de 2018, 17:19

*Por Gervásio Lima - A política do quanto pior melhor pregada insistentemente e de forma irresponsável tem contribuído para a disseminação do ódio exacerbado e da violência desenfreada. Como numa espécie de ‘pandemia antissocial’ o brasileiro corre o risco de perder o status de ‘povo ordeiro’ e ‘boa praça’. A banalização do errado em detrimento ao que é correto tem causado prejuízos e, o pior, seus resquícios podem causar danos irreparáveis ao país. O caminho a ser seguido é uma opção individual, uma decisão pessoal tomada geralmente por quem possui a opinião formada naquilo que acredita. Isso é fato, mas não significa necessariamente que não possa haver ingerências externas e alheias ao que foi pregado no início e durante a caminhada. Como os ventos que têm o poder de modificar constantemente as paisagens ao esculpir rochas e formar dunas, as escolhas tomadas na vida também bailam e dependendo do que se escolheu os resultados podem oscilar para o positivo ou negativo, atingindo consequentemente não um mas diversos indivíduos. Confiar o voto a um postulante a qualquer cargo eletivo é uma das maiores responsabilidades da vida de um cidadão, pois envolve uma série de prerrogativas. A seriedade de um voto é tamanha que qualquer ‘erro de percurso’ pode comprometer a manutenção e o fornecimento de serviços essenciais para a garantia da sobrevivência de uma nação. Não serão aceitas desculpas esfarrapadas depois do ‘leite derramado’, pois, com o advento da internet, principalmente das redes sociais, o acesso aos programas de governo, a história política e até mesmo pessoal dos candidatos são facilmente encontrados. Falta de conhecimento não será o problema. As eleições determinam o futuro das cidades, dos estados e do país, portanto é fundamental que cada eleitor faça a sua opção de modo consciente e com seriedade. O eleitor tem em suas mãos um importante instrumento de mudança política e social: o voto. Os dias destinados à realização das eleições representam um dos raros momentos em que todos se igualam, pois não há diferença de raça, sexo, condição financeira, classe ou grupo social, já que existe igualdade de valor no voto dado por cada cidadão. Diante da liberdade e da igualdade no exercício da soberania popular, é fundamental que o voto seja consciente, pois esse é um fator preponderante para que se alcance um resultado satisfatório no pleito. No momento do voto é importante lembrar que o falso moralista procura camuflar e transparecer que é um moralista, ético…, mas na verdade é um hipócrita. * Jornalista e historiador

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Saiba o que significam as cores de cada mês no calendário das doenças

01 de outubro de 2018, 10:38

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Conheça os meses de conscientização de algumas doenças - Setembro é amarelo, outubro é rosa, novembro é azul, dezembro é laranja, mas também vermelho. Sociedades de médicos, pacientes e ONGs se acotovelam na disputa por um espaço no calendário para promover os chamados meses de conscientização de algumas doenças. Mas nem tudo por trás das campanhas, em sua maioria apoiadas por farmacêuticas, é cor-de-rosa. As ações nem sempre se traduzem em mais saúde e, para especialistas, podem levar a consultas e exames desnecessários. O mais famoso dos meses coloridos, o Outubro Rosa, foi criado há mais de 20 anos e envolvia a distribuição de laços rosas como forma de alertar sobre o câncer de mama, o mais comum entre as mulheres depois do câncer de pele. O mesmo mês de outubro é também de conscientização da artrite reumatoide. Já a cor de setembro, o amarelo, faz referência ao suicídio. Dados do Ministério da Saúde mostram que 11.433 pessoas morreram por suicídio no país em 2016 (dado mais atual) -algo próximo de 31 casos por dia. O próprio governo admite que o número real pode ser ainda maior por causa da subnotificação nos registros. Em 2016, a taxa de mortalidade por suicídio no Brasil foi 5,8 casos a cada 100 mil habitantes. Para comparação, em 2007, esse índice era de 4,9 mortes a cada 100 mil habitantes -um aumento de 18%. Segundo a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), a campanha surgiu para disseminar informações que podem auxiliar a sociedade a desmistificar o tabu sobre o tema e auxiliar profissionais da saúde a identificar os fatores de risco para tratar e instruir melhor os pacientes. No país, a campanha foi iniciada em conjunto pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), que atua na prevenção ao suicídio, Conselho Federal de Medicina e pela ABP no ano de 2014, em Brasília. De lá para cá só ganhou força. Para chamar mais atenção, vários monumentos icônicos do país são iluminados com a cor amarela neste mês, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Em 2019, janeiro começará com o verde, para a campanha de conscientização sobre o câncer de colo de útero; em fevereiro, o laranja lembra a leucemia e o roxo, a fibromialgia, o alzheimer e o lúpus. E assim por diante. No mês de novembro, duas doenças brigam pelo mês e pela cor azul: o câncer de próstata e o diabetes. Historicamente, o Dia Internacional do Diabetes -celebrado em 14 de novembro- é mais antigo, de 1991, e sua criação contou com o respaldo da OMS (Organização Mundial da Saúde). A ideia de alargar o período de conscientização diabetes de um dia para um mês inteiro nasceu em 2009, no ABC paulista, relata Márcio Krakauer, da Sociedade Brasileira de Diabetes. Nascia aí um Novembro Azul. Em 2004, surgiu então o Moustache November (Movember), ou "novembro de bigode", para levantar fundos contra o câncer de próstata na Austrália. Tentando repetir o sucesso do Outubro Rosa e do Novembro Azul, outros meses coloridos surgiram, como o Setembro Verde, que incentiva a doação de órgãos, o Dezembro Laranja, do câncer de pele, e o Junho Vermelho, da doação de sangue. Especialistas lembram que muitas dessas campanhas incentivam a realização de exames. Check-ups e exames sem a presença de sintomas ou sem evidências científicas de que funcionem para rastrear doenças em certas faixas etárias são, inclusive, questionados por várias entidades, como a U.S. Preventive Services Task Force, ligada ao governo americano. Isso porque podem indicar falsos-positivos e gerar angústia e procedimentos desnecessários. "Há uma superinformação, também com viés mercadológico, de que quanto mais exames, melhor. Mas o certo é quanto melhor indicado os exames, melhor", diz Mônica Assis, sanitarista da divisão de detecção precoce do Inca (Instituto Nacional de Câncer). Com informações da Folhapress.

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NASA pode retomar busca por vida inteligente no Universo

01 de outubro de 2018, 07:56

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Agência espacial estaria procurando por “assinaturas tecnológicas” de outras raças - ANASA anunciou que pode reiniciar uma busca por vida inteligente no universo, procurando por “assinaturas tecnológicas” de outras raças que poderiam estar vivendo além do Sistema Solar. Em 1993, o SETI, programa da NASA que buscava por sinais de vida inteligente no Universo foi cancelado pelo congresso americano, os motivos foram a falta de fundos e poucas evidências de que essa busca valesse a pena. Desde então, o programa SETI conta com financiamento da iniciativa privada. Mas nesta semana a agência espacial americana anunciou que pode estar retomando esse tipo de pesquisa, foi realizando um workshop no Lunar and Planetary Institute, em Houston para decidir se a agência deve reconsiderar a busca por vida inteligente. Em comunicado, a NASA afirmou que, alimentado pela descoberta de que nossa galáxia está repleta de planetas, o interesse em detectar sinais de vida tecnologicamente avançada está novamente borbulhando. Embora ainda não tenhamos encontrado sinais de vida extraterrestre, a NASA está ampliando a exploração do Sistema Solar e além para ajudar a humanidade a responder se estamos sozinhos no Universo. Desde que o telescópio Kepler, da NASA, foi lançado em 2009, encontramos milhares de mundos além do Sistema Solar, alguns dos quais possuem tamanhos semelhantes ao da Terra e orbitam na zona habitável de suas estrelas. Antes acreditávamos que exoplanetas eram raros, mas aparentemente, somos apenas um entre bilhões de planetas existentes na Galáxia. Com isso aumenta a perspectiva de encontrar vida. O Instituto SETI, na Califórnia, tem procurado por sinais de outras vidas por décadas, e mais organizações tem se juntado a essa busca. O projeto Breakthrough Listen, que é financiado pelo bilionário russo Yuri Milner, está nessa busca desde 2016. E o telescópio gigante FAST da China também busca por vida inteligente desde que foi inaugurado em 2016. As chances de sucesso são pequenas e a existência de vida inteligente fora da Terra é debatida. No entanto, muitos estudos sugerem que isso pode ser possível, podemos procurar por desequilíbrios químicos nas atmosferas de outros mundos que insinuam vida, ou até mesmo detectar os sinais reveladores da infraestrutura alienígena.

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‘Peço a vocês que lutem pela eleição do Haddad’, diz Lula em carta

01 de outubro de 2018, 07:45

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O ex-presidente está preso desde abril na sede da Polícia Federal, em Curitiba - Oex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em carta publicada em sua conta no Twitter neste domingo, pediu à militância do Partido dos Trabalhadores (PT) mobilização em torno da eleição do candidato Fernando Haddad à Presidência. "Peço a vocês que lutem muito pela eleição do Haddad. Saiam de casa todos os dias para fazer campanha e pedir votos para ele. Façam por ele como se fosse por mim", afirma Lula. O ex-presidente está preso desde abril na sede da Polícia Federal, em Curitiba. "Ele (Haddad) me representa nesta eleição e, tenho certeza, vai cuidar da nossa gente com carinho, como eu sempre cuidei", diz. No texto, Lula ainda exalta a militância, a segundo ele "a alma do partido". "A vitória vai depender muito da garra e do empenho de cada militante", avisa.

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Polícia descobre plantação de maconha em igreja e prende dois homens

01 de outubro de 2018, 07:35

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Suspeitos alegaram que a maconha era utilizada no tratamento dos fiéis -  Uma denúncia anônima resultou na prisão de dois homens nesse domingo (30), em Maceió (AL). Os suspeitos cultivavam maconha no terreno de uma igreja no Benedito Bentes. Os militares do 5º Batalhão informaram que os suspeitos estavam dentro de uma mata e, quando perceberam a presença da polícia, tentaram fugir. De acordo com o G1, Manoel Batista da Silva, 47, e Lucas Batista da Silva, 23, disseram ser pastores da igreja. A polícia encontrou 50 pés de maconha, cerca de 15 kg. Os suspeitos alegaram que a maconha era utilizada no tratamento dos fiéis. Eles foram autuados e levados para a Central de Flagrantes I, no bairro do Farol.

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