POLÍTICA

Presidente argentino é convocado a depor por corrupção

11 de dezembro de 2018, 16:56

Franco e Gianfranco Macri teriam pago propinas em licitações .

Ojuiz Claudio Bonadio, vai convocar Franco e Gianfranco Macri, respectivamente pai e irmão do presidente argentino, Mauricio Macri, para depor na próxima quinta-feira (13), em um tribunal de Buenos Aires.

Os familiares do mandatário, que controlam o grupo de construtoras Socma, são investigados por supostos pagamentos de propinas para vencer licitações do governo com a empresa “Autopistas de Sol”, vendida pela família em 2015. A transação foi realizada após a eleição de Macri, no valor de US$ 20 milhões, o que fez com que a ex-deputada Margarita Stolbizer denunciasse a presidência sob suspeita de que Macri pudesse ter beneficiado sua família ao autorizar o aumento dos preços dos pedágios nas estradas controladas pelo grupo. Angelo Calcaterra, ex-chefe da empresa IECSA que é primo do presidente, também será ouvido por Bonadio. Ele confessou ter feito doações às campanhas eleitorais kirchneristas de 2013 e 2015 e passou a ser um colaborador da Justiça.

Bonadio convocou outros dirigentes de empresas concessionárias de estradas, como o presidente da holding Corporación America, Eduardo Arnekian, além de funcionários dos governos Kirchner, como o ex-ministro de Obras Públicas e Planejamento, Julio De Vido, para depor. O ex-secretário de Transportes, Ricardo Jaime, e o ex-chefe de Controle de Concessões Viárias, Claudio Uberti, também serão ouvidos. Uberti já se declarou culpado e colabora com a Justiça. Ele assumiu ter recebido semanalmente dinheiro de empresas, que era entregue ao então presidente (Néstor Kirhcner) e ao ex-secretário de Transportes De Vido.

Cristina Kirchner é acusada de ser a chefe do esquema. O tribunal já pediu o impeachment da atual senadora para que ela cumpra prisão preventiva, mas o Senado não aprovou a medida. (ANSA)

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Ataque em igreja ocorre em meio a debate da liberação de armas no país

11 de dezembro de 2018, 16:30

.No ataque, ao menos quatro pessoas foram mortas a tiros, segundo o Corpo de Bombeiros

O ataque a tiros desta terça-feira (11) na Catedral Metropolitana de Campinas (SP) ocorre no momento em que o país debate a ampliação do porte e da posse de armas, uma das principais bandeiras do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

No ataque, ao menos quatro pessoas foram mortas a tiros, segundo o Corpo de Bombeiros. A principal suspeita é de que um grupo de pessoas foi atacado por um homem, ainda não identificado, que entrou na igreja e atirou contra os fiéis. Segundo a PM, o suspeito se matou após o ataque -ele portava uma pistola 9 mm e mais um revólver.

Segundo dados do Exército obtidos via lei de acesso à informação pelo Instituto Sou da Paz, cerca de seis armas são vendidas por hora no mercado civil nacional. Neste ano, até 22 de agosto, haviam sido vendidas 34.731 armas no total.

“Nesse ritmo, teremos mais vendas em 2018 do que em 2016 e 2017, quando houve entre 40 e 47 mil. O brasileiro está buscando mais armas”, diz o diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques.

Apesar do aumento nas vendas, o estatuto do desarmamento, lei federal aprovada em 2003 e afrouxada nos últimos anos por meio de decretos e portarias, corre o risco de ser desmantelado a partir de 2019, no que depender do novo presidente.

O estatuto regula o acesso a armas e restringiu o porte e a posse em todo o país.

Pelo estatuto, hoje, para obter a posse é preciso ser maior de 25 anos, ter ocupação lícita e residência certa, não ter sido condenado ou responder a inquérito ou processo criminal, comprovar capacidade técnica e psicológica e declarar a efetiva necessidade da arma. Já o porte é proibido, exceto para forças de segurança, guardas, entre outros.

Entenda aqui as regras de posse e porte de armas no país.

Além das vendas recentes, o número de novas licenças para pessoas físicas, concedidas pela Polícia Federal, tem crescido consistentemente nos últimos anos, bem como os registros para colecionadores, caçadores e atiradores desportivos, dados pelo Exército. No total, hoje, são mais de meio milhão de armas nas mãos de civis: 619.604.

“No debate eleitoral, se falava que é impossível comprar arma no Brasil. Mas os dados mostram que isso é falso”, diz o diretor do Sou da Paz.

Para o pesquisador em segurança pública Fabrício Rebelo, favorável à liberação do porte, os números são baixos em relação à população do país. “É ínfimo. No Uruguai, há uma arma para cada seis pessoas.”

Em discursos, Bolsonaro defendeu mais de uma vez a mudança do estatuto do desarmamento. “No que depender de mim, com a ajuda de vocês, todos terão porte de arma de fogo”, disse ele, em 2017, em Belém.

A proposta constava no plano de governo: “Reformular o Estatuto do Desarmamento para garantir o direito do cidadão à LEGÍTIMA DEFESA”.

Nos últimos anos, algumas medidas flexibilizaram a lei, como um decreto presidencial de 2016, que ampliou a validade do registro de armas de três para cinco anos. Uma portaria do Exército, de 2017, também significou um afrouxamento do estatuto. A medida permite que atiradores desportivos levem suas armas, carregadas com munição, até o local de tiro.

+Dois anos após assassinato, ossada de mulher é encontrada no DF

Atualmente, 55% dos brasileiros acham que as armas devem ser proibidas por representarem ameaça à vida dos outros, e 41% avaliam que possuir uma arma legalizada deve ser direito do cidadão que queira se defender.

Os dados são de pesquisa Datafolha de outubro deste ano. Em novembro de 2013, 68% achavam que as armas deveriam ser proibidas, e só 30% queriam armas liberadas.

ESTUDOS CIENTÍFICOS

Segundo estudos científicos, ampliar o acesso a armas não reduz conflitos com mortes.

De acordo com o professor de saúde pública da Universidade Harvard (EUA) e diretor do Centro de Pesquisa em Controle de Ferimentos da mesma instituição, Dave Hemenway, todas as evidências apontam na direção de menos segurança com armas.

“Uma arma dentro de uma casa aumenta o risco de que seus moradores cometam suicídio ou se envolvam em um acidente fatal. Aumenta ainda o risco de mulheres e crianças serem assassinadas com a arma doméstica”, explica ele.

Segundo Hemenway, as pesquisas sugerem que os riscos e prejuízos de se ter uma arma em casa superam qualquer potencial benefício.

Centenas de estudos realizados pelo mundo, alguns poucos no Brasil, partiram de diferentes evidências e modelos de cálculo para chegarem a uma mesma conclusão: onde há mais armas, há mais mortes.

A resistência do campo pró-armas está em questionar essa relação de causalidade (em que um fator leva a outro) -sem que se apresentem dados e evidências do contrário.

Este campo defende a hipótese do uso defensivo de armas, segundo a qual a proliferação de armamentos diminuiria a incidência de crimes ao mudar o cálculo de risco de criminosos. Eles seriam desencorajados do enfrentamento diante da maior probabilidade de encontrarem resistência inesperada por parte da vítima.

Para Rebelo, favorável à liberação do porte, “a grande questão neste debate é democrática”.

“Tivemos um referendo sobre comércio de armas em 2005, e a população fez a opção por manter a comercialização de armas. É preciso alinhar a legislação à vontade da população”, argumenta.

“Argumentos teóricos abstratos vão existir dos dois lados”, pondera o economista Rodrigo Soares, professor da Universidade Columbia (EUA). “O que fica muito claro neste debate é que a posição do grupo que defende as armas é inteiramente ideológica, porque não tem ligação com fatos ou compromissos.”

Para ele, “para continuar no debate, esse campo tem que produzir evidência científica mais robusta para o Brasil”.

De acordo com o canadense Robert Muggah, diretor de pesquisa do Instituto Igarapé e especialista em segurança pública, apesar de todo o peso das evidências que apontam que mais armas geram mais mortes, muita gente acredita que armas podem deixar as pessoas mais seguras.

“É um debate semelhante ao do aquecimento global, em que 95% dos estudos indicam indução humana das mudanças climáticas e muita gente ainda duvida disso”, afirma.

SEGURANÇA PÚBLICA

Há um ponto, no entanto, em que os dois lados do debate parecem concordar: proliferação de armas não é estratégia de segurança pública.

Para Rebelo, “a liberação de armas não pode transferir para o cidadão a contenção da criminalidade”.

Segundo ele, o reforço na atuação policial e investigativa é imprescindível para baixar os altos índices brasileiros de criminalidade. “O que eu defendo é dar ao cidadão a chance de ele mesmo exercer sua defesa tendo falhado o aparato do Estado.”

+‘As pessoas estavam rezando’, diz guarda de Campinas

Já o economista do Ipea Daniel Cerqueira, conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta outras razões para a mesma negativa. “Não tenho dúvidas de que será uma tragédia no país se houver um ‘liberou geral’ das armas de fogo”, diz.

“Primeiro porque arma em casa conspira contra a segurança do próprio lar. E segundo porque a arma legal conspira contra a segurança pública, uma vez que várias delas serão extraviadas ou roubadas, aumentando a oferta de armas no mercado ilegal, o que facilita o acesso a elas pelo criminoso mais desorganizado, que vai para esquina e comece um latrocínio.”

REVOGAR ESTATUTO

Para revogar o estatuto do desarmamento é preciso aprovar uma nova lei no Congresso. Um projeto do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB), de 2012, tem a tramitação mais avançada: está pronto para votação no plenário.

Para se tornar lei, precisa ser aprovado por maioria simples na Câmara e, se passar sem alteração no Senado, segue para sanção presidencial. Esse texto, aprovado por uma comissão especial em 2015, tem mais de 40 projetos anexados.

Dentre as mudanças, o projeto reduz a idade mínima da posse, de 25 para 21 anos, e permite que pessoas respondendo a inquérito ou processo criminal comprem armas, contanto que não tenham sido condenadas por crime doloso.

O projeto de lei também retira a obrigatoriedade de apresentar uma efetiva necessidade para ter uma arma, ponto avaliado hoje pela PF. O porte seria liberado para maiores de 25 anos que cumprirem os requisitos para a posse.

Caso não seja votado até o final desta legislatura, o projeto é arquivado, mas pode ser reaberto pelo autor em 2019.

“A nova composição da Câmara demonstra simpatia ao projeto e eu acredito que isso seja um ponto forte para a aprovação”, diz Peninha.

Segundo levantamento do Sou da Paz, há mais de 160 propostas em tramitação no Congresso para alterar o estatuto. Muitas pedem o porte de armas para categorias profissionais, como advogados, caminhoneiros e taxistas.

No Senado, tramita um projeto para convocar um plebiscito de revogação do estatuto.

Sem o Congresso, Bolsonaro pode tentar alterar a regulamentação da lei para ampliar o acesso a certos tipos de armas ou flexibilizar a posse por decreto.

Em entrevista, o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendeu que seu pai, Jair Bolsonaro, faça um decreto definindo de forma clara o que é “efetiva necessidade”, cuja declaração é exigida atualmente pela Polícia Federal.

A possibilidade de mudança do estatuto pelo presidente, contudo, não é consenso entre especialistas. Alguns alertam que isso seria “legislar por decreto”, o que poderia ser questionado juridicamente.

Com informações da Folhapress.

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Câmara aprova aumento de pena para maus-tratos a animais

11 de dezembro de 2018, 16:19

Foto: © Reuters

Hoje, há punição de três meses a um ano de prisão para quem praticar maus-tratos, ferir ou mutilar animais. Pela proposta, essa pena será ampliada para um a quatro anos de detenção

A Câmara aprovou nesta terça-feira (11) um projeto de lei que amplia punições para casos de maus-tratos a animais. O texto segue para análise do Senado.

Hoje, há punição de três meses a um ano de prisão para quem praticar maus-tratos, ferir ou mutilar animais. Pela proposta, essa pena será ampliada para um a quatro anos de detenção.

O texto ainda traz agravantes de pena, com ampliação do prazo de prisão de um sexto a um terço para casos de zoofilia ou se o animal morrer.

Nos últimos dias, um caso de maus-tratos envolvendo uma cadela que acabou morrendo após agressão em um supermercado em Osasco (SP) gerou reação e protestos.

O Ministério Público de São Paulo instaurou inquérito civil para apurar responsabilidades na morte da cadela Manchinha, resgatada ferida de uma unidade do Carrefour em Osasco.

Apontado como responsável por ferimentos no animal, o segurança da loja foi afastado preventivamente durante as investigações e foi ouvido pela Polícia Civil.

Segundo a Secretaria de Segurança, ele disse que acertou a cadela com a barra de alumínio de forma não intencional, no estacionamento do mercado.

O Carrefour reconheceu o “grave problema” e informou que está colaborando com as autoridades e que não se eximirá das responsabilidades. Com informações da Folhapress.

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Crivella nega apoio a Barco de Iemanjá e revolta umbandistas

04 de dezembro de 2018, 14:22

Foto: © Alexandre Macieira/ Riotur

‘Sinto-me profundamente decepcionada com o trato desrespeitoso’, diz presidente da Congregação Espírita Umbandista do Brasil, Mãe Fátima Damas

Assim como no ano passado, a Prefeitura do Rio, comandada por Marcelo Crivella, decidiu não apoiar o Barco de Iemanjá. A procissão que vai do Estácio, no Centro da cidade, à Praia de Copacabana, na Zona Sul, já virou tradição, chegando à sua 14ª edição em 2018.

Conforme apurado pelo jornalista Ancelmo Gois, do ‘Globo’, o evento será realizado no dia 29 de dezembro. A Congregação Espírita Umbandista do Brasil está fazendo uma vaquinha para custeá-lo.

“Sinto-me profundamente decepcionada com o trato desrespeitoso, por mais um ano, com o patrimônio imaterial de nossa cidade”, disse a presidente da congregação, Mãe Fátima Damas.

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Sem cubanos e violentas, favelas do Rio sofrem para atrair médicos

25 de novembro de 2018, 08:31

Sete dias foi quanto uma médica pernambucana aguentou na favela antes de desistir do emprego em 2017

Nas paredes e vidraças, 12 marcas de bala. Na entrada, uma sala de espera vazia, transferida para um auditório escondido da linha de tiro. Nos fundos, uma porta de emergência, construída para facilitar a fuga em caso de confrontos armados.

Pode parecer um bunker de guerra, mas é a clínica da família Ministro Adib Jatene. Ela fica no meio do complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, de frente para uma rua com conflitos recorrentes entre policiais e traficantes de drogas.

Sete dias foi quanto uma médica pernambucana aguentou ali antes de desistir do emprego em 2017. Desde o início do ano, há três vagas para brasileiros no programa Mais Médicos, de um total de 12, sem reposição por falta de interesse.

O risco de ser atingido por disparos que afugenta os médicos brasileiros das unidades de saúde em favelas do Rio é mais um desafio do governo federal desde a semana passada -quando os médicos cubanos começaram a deixar o Brasil após o fim do convênio entre os dois países.

Só eles que ocupavam de forma duradoura esses postos, que sofrem com a alta rotatividade de profissionais brasileiros assustados com os episódios de violência. Havia 224 cubanos do programa no estado e 41 na capital, a grande maioria em áreas periféricas.

Era o caso de Liliet Karin Cruz, que passou dois anos na unidade da Maré. Antes atuava na clínica da família Palmeiras, no alto do Complexo do Alemão (zona norte).

O motivo da transferência foi o fechamento definitivo da clínica do Alemão, que atendia quase 10 mil pessoas por mês, depois que policiais invadiram e usaram o local como base para disparar tiros durante um confronto com traficantes, em dezembro 2016.

Ela socorreu uma enfermeira que desmaiou e um colega que teve convulsões. Orientou equipe e pacientes a se deitarem no chão, onde se arrastou para checar se todos estavam bem. No dia seguinte, funcionários enchiam as mãos com cápsulas de balas recolhidas.

Na unidade em que atuou até a semana passada, na Maré, funcionários já sabem que o risco é iminente quando o caveirão blindado da polícia surge na via expressa mais próxima da clínica -que foi alvejada nove vezes nos últimos dois anos.

O procedimento padrão é fechar o portão, correr para as salas mais protegidas e esperar o tiroteio passar. A decisão de retomar o atendimento ou ir embora depende de uma consulta a uma rede de contatos locais, incluindo moradores, agentes comunitários e até traficantes.

No último ano, os tiroteios levaram a fechamentos temporários de clínicas no Alemão, Maré, Jacarezinho (zona norte) e Vila Kennedy (zona oeste). Para além dos conflitos armados, a violência impacta no dia a dia desses profissionais de outras formas.

Em uma cidade violenta da Baixada Fluminense, por exemplo, o medo de represálias de milicianos impediu uma equipe de médicos de denunciar uma adulteração de exames de sífilis pela prefeitura, segundo conta um supervisor do Mais Médicos que pede para não ser identificado.

A reportagem conversou com seis gerentes, colegas e supervisores de médicos cubanos em áreas de conflito no Rio, além de pacientes, que defenderam a sua atuação. A principal diferença, dizem, é que eles se aproximam mais dos pacientes e estão sempre presentes.

Segundo os relatos, os estrangeiros cumprem à risca as 40 horas semanais de trabalho, enquanto brasileiros às vezes faltam ou descumprem a carga horária -muitos veem o emprego como temporário e atuam em outros locais.

“Os médicos brasileiros não param no posto. Antes da cubana chegar, cada hora a gente era atendido por um”, conta a dona de casa Charla Muniz, 45, moradora da comunidade Manguariba (extremo oeste).

“Na relação interpessoal, os cubanos também têm mais facilidade”, diz Carlos Vasconcelos, médico de família na Maré. “O brasileiro vem de classe mais alta, então tem dificuldade de dialogar com aquela população, num lugar sem saneamento, com fuzil na porta.”

Se a língua é uma barreira transponível (às vezes com a ajuda de enfermeiros), as diferenças na formação e na estrutura do sistema de saúde dos dois países podem causar dificuldades para os cubanos.

“Às vezes eles usam uma medicação ou técnica diferente pelo fato de o sistema deles ser mais simples, mas não compromete”, diz um supervisor da região da Baixada. “Os que eu supervisionei não eram tecnicamente excelentes, mas oscilavam num nível aceitável.”

Garcia Vergara, também supervisor de médicos do programa e coordenador do curso de medicina da família na Universidade do Estado do Rio, avalia que “o cubano é mais focado na doença, e o brasileiro, no paciente”. “Não quer dizer que são ruins, a formação é boa, mas diferente.”

Além das 32 horas de trabalho e 8 horas de especialização e estudos semanais obrigatórias no programa, os estrangeiros recebem um mês de aulas de português e treinamentos com protocolos brasileiros. Eles não precisam revalidar seu diploma no Brasil.

Para a empregada doméstica Helena A., 56, porém, que sofre com problemas renais, a única preocupação é a falta de médicos. “Deus queira que consigam repor essas vagas. Não importa ser cubano ou brasileiro, desde que tragam mais gente para a Maré”, diz. Com informações da Folhapress.

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Eduardo Ribeiro lança candidatura à presidência da Câmara de Vereadores de Jacobina

23 de novembro de 2018, 13:20

O vereador Eduardo Ribeiro, o ‘Dudu do Paraíso’, lançou seu nome como pré-candidato para concorrer à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Jacobina, para o biênio 2019/2020. O anúncio foi feito durante a sessão da Câmara Municipal, na noite desta quinta-feira (22).
Em um discurso rápido e objetivo, Eduardo justificou a decisão como “uma necessidade de mudança na condução dos trabalhos do Legislativo local, sentida pelo clamor da população e até mesmo dos seus pares”. Segundo o vereador, a chapa denominada Renovação é um marco de um novo tempo em que prevalecerá a abertura política e o diálogo com a sociedade. “Vamos dar mais publicidade aos atos dos vereadores e convidar todos os segmentos da sociedade jacobinense para usar a tribuna livre e participar ativamente da vida política do município”, promete.
O edil que é considerado o parlamentar mais próximo do prefeito Luciano Pinheiro compromete, caso seja o escolhido, por em prática uma agenda positiva pra cidade, mantendo uma boa harmonia com o Executivo e primar pela independência e a participação mais efetiva da sociedade nos debates com o objetivo de alcançar os benefícios coletivos.
A pesar de ser jovem na idade e na legislatura, Eduardo é considerado como uma surpresa pela experiência demonstrada na condução do seu mandato. Boa Praça e com um vínculo muito próximo do prefeito, acredita-se que ele seria o único irá dar suporte efetivamente à administração municipal, no sentido de se conseguir a implantar os projetos para o desenvolvimento da cidade.
Eduardo revelou que foi convidado por outros colegas de bancada que já passaram pela presidência da Casa, mas ao agradecer os convites comunicou que seguirá a vontade popular que é o desejo de mudança. “Chegou a hora da mudança, de renovação”, enfatizou, informado que não estão definidos os nomes que comporão a chapa. De acordo o pré-candidato, serão convidados os vereadores que nunca participaram da mesa. A eleição para presidência da Mesa Diretora do Legislativo municipal acontece no próximo dia 20 de dezembro.
O vereador Eduardo Ribeiro que tem 34 anos de idade, é filho da ex-vereadora Nilda do Paraíso e exerce pela primeira vez um mandato eletivo, depois de ter concorrido duas vezes ao pleito; sendo que na primeira candidatura obteve mais de 700 votos e na segunda tentativa, mil e 20 votos, ficando com a quarta melhor votação. Filiado ao DEM, apoia o deputado federal reeleito, Elmar Nascimento.
Logo após o anúncio da pré-candidatura, o atual presidente da Mesa Diretora da Câmara de Jacobina, o vereador Noelson Oliveira declarou o voto no nome de Eduardo Ribeiro, caso a chapa venha a ser concretizada.

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Novos profissionais inscritos no Mais Médicos querem atuar em capitais

22 de novembro de 2018, 08:54

Foto: © Agência PT

Profissionais se inscreveram após cubanos saírem do programa

Ogoverno abriu na quarta-feira (251) as inscrições do Programa Mais Médicos para preencher vagas abertas com a saída dos médicos cubanos. O edital estará aberto até o dia 25 deste mês.

De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, dos dez primeiros médicos brasileiros que se inscreveram para as 8.517 vagas deixadas pelos cubanos, cinco deles escolheram atuar em capitais e municípios de regiões metropolitanas.

Entre os municípios escolhidos, apenas um é considerado de extrema pobreza, outro está em área vulnerável e um terceiro em uma cidade com até 50 mil habitantes.

Nas três primeiras horas de abertura do sistema foram registradas 3.336 inscrições, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde na tarde de quarta.

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No RS, prefeitura convida médico cubano para ser secretário de saúde

18 de novembro de 2018, 13:25

Foto: © Pixabay

‘Gostaríamos que ele continuasse no município, porque ele foi muito bem aceito pela comunidade. É um bom médico, nunca nos deixou na mão’, diz prefeito de Chapada

Anotícia de que Cuba decidiu sair do programa Mais Médicos, depois de cinco anos de parceria com o governo brasileiro, na quarta-feira (14), repercutiu na cidade gaúcha de Chapada (a 336 km de Porto Alegre). Com uma população de 9.597 habitantes, a preocupação era perder o único médico cubano da cidade.

O prefeito Carlos Alzenir Catto (PDT) resolveu pensar rápido. Por sugestão da atual secretária municipal de Saúde, ainda na quarta, chamou o médico Richel Collazo Cruz, 36, para conversar em seu gabinete e propor que ele assumisse a pasta.

“Gostaríamos que ele continuasse no município, porque ele foi muito bem aceito pela comunidade. É um bom médico, nunca nos deixou na mão. Se entrar na nossa página no Facebook, vai ver os elogios. Claro que gostaríamos que ele continuasse médico aqui, mas se não dá…”, diz o prefeito, que ainda não recebeu a resposta de Collazo ao convite.

Quinze dias antes da decisão do governo de Cuba, uma equipe da prefeitura foi a Brasília pedir mais profissionais dentro do programa Mais Médicos.

Richel Collazo Cruz, quando chegou a Chapada, em 2014

No começo de outubro, Chapada abriu um edital para contratar três médicos especializados em saúde da família, num regime de 40 horas semanais, pelo salário de R$ 11 mil, durante um ano. O mesmo valor que recebe o prefeito. Catto chegou a prorrogar o prazo de inscrições, mas não apareceram interessados.

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No RS, prefeitura convida médico cubano para ser secretário de saúde

‘Gostaríamos que ele continuasse no município, porque ele foi muito bem aceito pela comunidade. É um bom médico, nunca nos deixou na mão’, diz prefeito de Chapada

© Pixabay

HÁ 1 HORA POR FOLHAPRESS

BRASIL CHAPADA

Anotícia de que Cuba decidiu sair do programa Mais Médicos, depois de cinco anos de parceria com o governo brasileiro, na quarta-feira (14), repercutiu na cidade gaúcha de Chapada (a 336 km de Porto Alegre). Com uma população de 9.597 habitantes, a preocupação era perder o único médico cubano da cidade.

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O prefeito Carlos Alzenir Catto (PDT) resolveu pensar rápido. Por sugestão da atual secretária municipal de Saúde, ainda na quarta, chamou o médico Richel Collazo Cruz, 36, para conversar em seu gabinete e propor que ele assumisse a pasta.

“Gostaríamos que ele continuasse no município, porque ele foi muito bem aceito pela comunidade. É um bom médico, nunca nos deixou na mão. Se entrar na nossa página no Facebook, vai ver os elogios. Claro que gostaríamos que ele continuasse médico aqui, mas se não dá…”, diz o prefeito, que ainda não recebeu a resposta de Collazo ao convite.

Quinze dias antes da decisão do governo de Cuba, uma equipe da prefeitura foi a Brasília pedir mais profissionais dentro do programa Mais Médicos.

Richel Collazo Cruz, quando chegou a Chapada, em 2014

No começo de outubro, Chapada abriu um edital para contratar três médicos especializados em saúde da família, num regime de 40 horas semanais, pelo salário de R$ 11 mil, durante um ano. O mesmo valor que recebe o prefeito. Catto chegou a prorrogar o prazo de inscrições, mas não apareceram interessados.

“Essa história de que há profissionais sobrando é de quem está nos grandes centros, na capital. Tem que sair da casinha e ver o que acontece nos municípios menores. Quem perde com essa saída de 8.000 médicos é o povo de baixa renda, nós estamos tentando segurar o nosso”, afirma ele.

Catto está no quarto mandato como prefeito da cidade, que tem renda per capita de R$ 37.423,52. Nas últimas eleições, os eleitores deram 63,7% dos votos válidos para o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Sobre a qualidade de atendimento dos cubanos, o prefeito faz questão de contar que ele e toda a família já se consultaram no posto municipal com Collazo. Além do cubano, há outros dois médicos atendendo em tempo integral na rede pública local.

“Sempre fomos muito bem atendidos, não tem trabalho escravo aqui. Ele sempre foi pontual, faz a carga horária, está inserido na comunidade. Eu torço para que ele fique como médico, se não for assim, como secretário”, diz.

Collazo chegou à cidade em março de 2014. Uma comitiva de Chapada foi recebê-lo ainda em Porto Alegre. Na primeira semana, já apresentaram o cubano a uma partida de futebol local e a uma festa no interior da cidade, para que ele fosse conhecendo a comunidade. Dois anos depois, o médico estava casado com uma moradora de lá.

Depois da repercussão da notícia e de outras entrevistas, Collazo preferiu não falar mais com a imprensa. À Rádio Gaúcha, ele disse: “Ninguém vem de Cuba para cá enganado. Todo mundo sabe o que vai ganhar e a parte com a qual o governo vai ficar. Quando você chega aqui, vem com a mente de que é isso. Quando a gente vê essa diferença, de R$ 300 para R$ 3.000, é uma grande diferença. Esses R$ 3.000 correspondem a um grande salário lá em Cuba”.

Durante o fim de semana, o prefeito encaminhou um pedido à Câmara de Vereadores para alterar a lei orgânica do município, que prevê que apenas brasileiros podem ocupar o cargo em secretarias. Assim, se Collazo aceitar o convite, não terá empecilhos para assumir. Com informações da Folhapress.

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Mais de 600 cidades do País podem ficar sem médicos após saída de cubanos

18 de novembro de 2018, 11:23

Foto: Reprodução

Alerta é do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde

 

Com a saída dos 8.332 médicos cubanos que integram o programa Mais Médicos, ao menos 611 cidades brasileiras podem ficar sem médicos a partir do próximo ano, de acordo com estimativa de secretarias municipais de saúde.

O alerta foi feito neste sábado, 17, por Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Segundo ele, os médicos cubanos foram os únicos a aceitar trabalhar em unidades de saúde localizadas nas cidades mais distantes, isoladas ou pobres do País. Junqueira afirma que dificilmente será possível substituir todos os profissionais nessas localidades, tendo em vista que os médicos brasileiros preferem trabalhar nos grandes centros urbanos.

O Conasems calcula que os médicos cubanos representam mais da metade dos profissionais contratados pelo programa, que permitiu acesso à saúde a cerca de 29 milhões de brasileiros. No País, 79,5% dos municípios (3.243 de 5.570) são beneficiados pelo Mais Médicos e os cubanos representam 90% dos profissionais que aceitaram atuar em postos de saúde em aldeias indígenas. Além disso, compõem 100% do quadro em 611 cidades.

“O cancelamento abrupto de seus contratos representará uma perda cruel para toda a população, especialmente a mais pobre”, alertou, em comunicado, o Conasems. “Algumas regiões provavelmente ficarão sem médico por um período entre 60 e 90 dias. Tudo vai depender da rapidez do Ministério da Saúde para contratar os substitutos. O Conselho Federal de Medicina assegura que há médicos disponíveis no Brasil. Vamos rezar para que todos se inscrevam”, afirmou Junqueira.

A possibilidade de que milhões de brasileiros fiquem sem assistência médica levou a Defensoria Pública da União a apresentar um recurso na última sexta-feira, 16, à Justiça Federal para obrigar o governo a manter as regras atuais do programa.

Na última quarta-feira, 14, o governo de Cuba anunciou a decisão de abandonar o programa após declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Ele afirmou que os profissionais trabalham em condições de escravidão e condicionou a permanência do programa à realização do processo de revalidação do diploma. Também falou que o acordo poderia ser renovado se os profissionais pudessem trazer a família ao Brasil e recebesse pagamento integral – sem repasses ao governo cubano. Os médicos cubanos devem sair do Brasil nas próximas semanas.

O Ministério da Saúde anunciou que vai lançar, ainda neste mês, um edital para contratação de médicos brasileiros e de outros países que possam substituir os cubanos.

Soluções emergenciais

A Associação Médica Brasileira (AMB) emitiu uma carta onde apresenta soluções emergenciais para evitar que pacientes fiquem sem assistência médica no País. A entidade foca em três pontos: a reformulação do Piso de Atenção Básica (PAB), o reforço no atendimento em áreas indígenas e de difícil acesso e o incentivo à adesão ao programa por profissionais jovens.

No que diz respeito ao PAB, a associação sugere que a União aumente o valor repassado para que os municípios possam contratar profissionais da região e que o cálculo seja reformulado para que municípios menores recebam mais recursos.

Para as áreas mais remotas, a proposta é aumentar o investimento nas Forças Armadas, que, segundo a entidade, tem experiência em regiões de difícil acesso e poderia levar “não somente médicos para esses locais, mas toda a infraestrutura necessária para a saúde: transporte de medicamentos, deslocamento de profissionais, hospitais de campanha, helicópteros e barcos para remoção em locais de difícil acesso. Para isso, usaria o efetivo atual de médicos das Forças Armadas, incrementaria o efetivo por concurso e selecionaria também novos Médicos Oficiais Voluntários para atuarem de forma temporária.”

No caso dos profissionais em início de carreira, a proposta da AMB seria a criação de subsídios e incentivos aos jovens médicos com dívida no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). “Durante o período em que os médicos atuarem no programa, as parcelas do financiamento ficam suspensas. Além disso, haverá o benefício de descontos no montante geral da dívida, de acordo com o tempo de permanência e o município ou região escolhido (quanto menor o município ou de mais difícil provimento, maiores os descontos). Também é preciso garantir as mesmas condições ofertadas aos cubanos hoje: moradia, alimentação e transporte.”

Em seu posicionamento, a AMB criticou o programa e o classificou como “eleitoreiro”. Afirmou que o problema da assistência médica no Brasil não está relacionada à falta de médicos, mas de “políticas públicas que atraiam e fixem esses médicos nos municípios”. Para a entidade, a solução definitiva para o problema seria a criação de uma carreira médica de Estado. Segundo a AMB, há 458.624 médicos no País e esse número é suficiente para as demandas da população. (Jornal do Brasil – com agências)

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Cansaço pode ser indício de insuficiência cardíaca

15 de novembro de 2018, 12:49

Foto: Reprodução

Especialista comenta os principais sintomas e novos tratamentos

Sentir cansaço excessivo pode indicar muito mais do que falta de tempo para descanso: tendo-o como principal sintoma, a insuficiência cardíaca é uma doença em que o coração não consegue bombear o sangue necessário para o corpo inteiro, podendo prejudicar o funcionamento do organismo. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), são mais de 2 milhões de casos de insuficiência cardíaca por ano no Brasil.

Segundo o cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Dr. Élcio Pires Júnior, a insuficiência cardíaca é uma doença silenciosa. “A maioria dos pacientes não sentem sintomas nos primeiros estágios da doença, pois acreditam que a fadiga e a falta de ar aconteçam devido ao envelhecimento”, comenta.

Cansaço causado pela insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca é uma doença lenta e gradativa: a fraqueza e o cansaço vão ficando cada vez mais recorrentes, indo da fadiga ao realizar esforços até que o paciente com quadro mais avançado se canse com atividades mais comuns, como tomar banho e escovar os dentes. “Isso acontece devido ao baixo fluxo sanguíneo. É por isso que pessoas com insuficiência não conseguem ficar tanto tempo deitadas, pois há um tipo de congestionamento no sangue que vai para o pulmão e o que volta para o coração, causando a falta de ar”, explica o especialista.

Insuficiência cardíaca acontece apenas em idosos?

Embora os idosos sejam o grupo etário mais atingido pela doença, a insuficiência cardíaca pode acontecer em qualquer idade, dependendo principalmente do estilo de vida que se tem. “Quando envelhecemos, sofremos alterações no coração que fazem com que os batimentos cardíacos não sejam tão eficazes. Porém, a insuficiência pode também aparecer repentinamente, sem ter a idade como um dos fatores”, conta Élcio.

Outros sintomas e novos tratamentos

A insuficiência cardíaca pode ocorrer devido há vários fatores: tabagismo, hipertensão, obesidade, diabetes, uso de drogas, alcoolismo doenças pulmonares. Resultando em outros sintomas como tosse, inchaço nos pés e abdome, ganho de peso, perda de apetite, dificuldade para dormir, náuseas e vômitos.

Após mais de uma década sem novos tratamentos para a doença, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recentemente aprovou um medicamento que duplica o efeito do enalapril, medicamento que controla a hipertensão e a insuficiência cardíaca. “O novo medicamento é um composto desacubitril e valsartana que ajuda o funcionamento do coração e causa o relaxamento dos vasos, melhorando o fluxo sanguíneo”, finaliza o cirurgião.

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