Boa sorte sem desculpas

18 de setembro de 2018, 18:00

Por Gervásio Lima –  

Desejar boa sorte, sempre, é um ato positivo dos que geralmente querem o bem de outrem; é uma expressão que caracteriza também humildade e compaixão. Antes de agir por impulso ou por emoção vale a dica dos segundos de respiração e o de contar até dez. Pensar nas consequências é a melhor forma na tomada de decisões. O ‘boa sorte’ será infinitamente melhor e mais coerente do que um pedido humilde de desculpas.
A disputa de poder na política é salutar do ponto de vista da concorrência, quando são apresentados os programas e planos de governos que venham contribuir para o desenvolvimento de um determinado território, a partir de benefícios que contemplem as populações de aglomerações urbanas. A disputa de poder é um enfrentamento para decisão de quem, dentre os concorrentes, passará a deter o controle de um certo poder. As pessoas, mas precisamente as que possuem o direito do voto, geralmente têm um lado e não opinião. Os que priorizam o lado se preocupam apenas com a quantidade de votos, enquanto os de opiniões trocam ideias, discutem e justificam suas posturas através do debate munido de informação e coerência.
Menosprezar e preconceituar a opinião alheia são atitudes prepotentes e peculiares dos intolerantes. Os chamados ‘donos da verdade’ não poupam argumentos, palavras e o que mais for preciso para provarem que seu ponto de vista é sempre o certo, dificultando qualquer possibilidade de viver em paz com os que estão a sua volta. Semeiam apenas mágoa, discórdia e violência, sem apresentar soluções lógicas e viáveis a partir do que defende.
Um passo em falso proporcionará consequências desastrosas. É preciso prudência na tomada de decisões. Desejar felicidades e sucesso na esperança de que tudo dê certo fortalece o emissor e o receptor da frase de gentileza. Já a arrogância e a grosseria, qualidade própria dos prepotentes, atraem o mal e todos os seus ‘derivados’.
Confundi a empatia, a amizade e a cordialidade com lado político é um comportamento dos fracos. As disputas eleitorais não são sinônimos de desavenças e sim um momento de empoderamento democrático e difusão de ideias. Eleições para os cargos eletivos dos municípios, dos estados e da união acontecem de quatro em quatro anos e as amizades são feitas para durar toda uma vida.
A sociedade é um conjunto de pessoas ligadas pela necessidade de se ajudarem. No decorrer da vida, o ser humano desenvolve uma série de habilidades para se relacionar com o mundo que o cerca, assim ele aprende a viver com outras pessoas, das quais necessita para concretizar seu projeto de vida; se tornando consequentemente em um bom ou mau cidadão. Ser educado, saber respeitar a opinião dos outros – sem deixar que não respeitem a sua –
ter um sentimento coletivo, ser solidário, e ter espírito de cooperação, são prerrogativas dos que sabem viver em sociedade.
“A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem”. Frase dita por Epicuro de Samaros, filósofo grego do período helenístico (período da história da Grécia e de parte do Oriente Médio compreendido entre a morte de Alexandre o Grande em 323 a.C. e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 146 a.C.).

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